Como lidar com o medo de abandono, que é comum em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderli

6 respostas
Como lidar com o medo de abandono, que é comum em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), dentro do vínculo terapêutico?
O terapeuta pode lidar com o medo de abandono reconhecendo e validando essa vivência sem minimizá-la, ao mesmo tempo em que mantém um enquadre estável e previsível, mostrando na prática que o vínculo não se rompe diante de tensões, faltas ou ambivalências. É importante nomear quando esse medo aparece na relação, especialmente em situações como atrasos, férias ou mudanças, ajudando o paciente a ligar o afeto à experiência atual e a histórias anteriores. Na perspectiva psicanalítica, esse medo emerge fortemente na transferência como repetição de vivências de perda ou desamparo; ao sustentar presença, limites e continuidade, o terapeuta oferece uma experiência diferente, onde o outro não desaparece nem abandona, e talvez, pouco a pouco, o paciente possa internalizar essa estabilidade e tolerar a distância sem colapsar emocionalmente.

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acompnhamento psicologico
 Josimara Evangelista de Souza
Psicólogo, Psicanalista
Nova Odessa
O Profissional precisa transformar o vínculo em um lugar seguro e previsível, sem reforçar a dependência.
Validar o medo: mostrar que a dor do abandono é real
Manter constância: horários, limites e postura estáveis passam segurança
Nomear o que acontece na relação: falar abertamente sobre o medo de perder o terapeuta
Evitar reforçar dependência: acolhe, mas não “salva” o tempo todo
Trabalhar autonomia aos poucos: mostrar que ele consegue lidar mesmo sem o outro
Logo ser uma base segura, sem virar muleta emocional.
O medo de abandono no Transtorno de Personalidade Borderline não é “drama”. É uma experiência emocional real, intensa, física. O primeiro passo não é “eliminar” o medo, mas ajudar o paciente a perceber, tornar o medo consciente, o que em Gestalt-terapia chamamos de awareness. O segundo passo é explorar, através do vínculo terapêutico, a experiência real (aqui e agora) do medo. O medo de abandono não é combatido diretamente. Ele é vivido, compreendido e transformado dentro da relação terapêutica. Para isso, o terapeuta precisa ser consistente, claro e confiável, principalmente nos momentos de desorganização emocional. Precisa estar apto a desenvolver um "plano de crise", com estratégias para o enfrentamento tanto pré, durante e pós crises. Espero ter esclarecido. Desejo sucesso. Sempre às ordens.
Ola! Boa tarde!!
Na método Psicanalitico com que eu venho trabalhando ha anos o medo do abandono é mais comum do que pode apresentar nas pessoas.
Isso pode ocorrer porque o temor a rejeição pode levar ao desespero a ficar sozinho.
Trabalhar esses medos e angústias é essencial em um Tratamento Psicoterapêutico.
Para melhorar os relacionamentos afetivos, estabelecendo melhores vínculos com as pessoas em geral.
Estamos aqui.
Abraços!!

 Matheus  Carvalho
Fisioterapeuta, Psicólogo
Belo Horizonte
Lidar com o medo de abandono no setting terapêutico, especialmente em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline, exige algo muito específico: constância emocional + limites firmes + validação real. Neste caso, não é só “acolher”. É sustentar o vínculo sem entrar na dinâmica do medo. O principal, é agendar uma consulta com um profissional, para compreender melhor o que está acontecendo com você.

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