Como o hiperfoco se conecta com a socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

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Como o hiperfoco se conecta com a socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
No TEA, o hiperfoco costuma aparecer como interesses específicos e intensos. Eles podem:

Ajudar: viram uma ponte social — falar sobre o tema, participar de grupos/comunidades e construir vínculos com quem compartilha o interesse.

Dificultar: quando o assunto domina a conversa, há pouca leitura de pistas sociais (turnos de fala, entonação, tédio do outro) e dificuldade de flexibilidade para mudar de tema, o que pode afastar pessoas.

Estratégias práticas (TCC/habilidades sociais):

Use o interesse como ponto de partida: combine “tempo do tema” + “tempo do outro” (ex.: regra 60/40).

Roteiros e sinais sociais: treinar abertura/encerramento de conversa, perguntas de acompanhamento, “pergunte-responda-pergunte”.

Pistas visuais: cartões lembretes (“pausar 3s”, “perguntar o que o outro acha”).

Feedback gentil de familiares/colegas (sinal combinado para trocar de assunto).

Grupos de afinidade estruturados (clubes, oficinas) para praticar troca e turnos de fala.

Gestão de energia sensorial: planejar encontros com pausas e locais menos ruidosos; recursos de autorregulação.

Treino de flexibilidade: “duas curiosidades sobre meu tema” + “uma pergunta sobre o tema do outro”.

Psicoeducação para a rede (família/escola/trabalho) e, quando indicado, uso de comunicação alternativa/visual.

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No Transtorno do Espectro Autista, o hiperfoco se conecta à socialização de forma ambivalente. Por um lado, ele pode limitar interações, pois a pessoa tende a se concentrar intensamente em seu interesse específico, muitas vezes ignorando sinais sociais ou oportunidades de engajamento. Por outro lado, esse mesmo foco pode ser um ponto de convergência com os outros: ao criar espaços nos quais o interesse intenso seja compartilhado, discutido ou explorado em grupo, ele se torna um motivador para a interação, permitindo que a pessoa participe de atividades sociais de maneira significativa e prazerosa, construindo vínculos com base no que lhe é mais envolvente e seguro.
 Michelle Prudêncio de Abreu
Psicólogo
São Paulo
Olá!

Pode haver essa possibilidade, pois uma pessoa com hiperfoco, pode deixar de falar ou se interessar por coisas e/ou assuntos que outras pessoas tem interesse, para interagir com o hiperfoco, o que pode ocasionar o afastamento social de terceiros. O hiperfoco pode tornar a pessoa com TEA repetitiva e se não houver intervenção adequada, pode não adquirir repertório social o suficiente para engajar outras pessoas, ou só conseguir socializar se o assunto for de seu interesse. Por isso é de extrema importância a terapia para aumento ou aperfeiçoamento das habilidades sociais.

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