Como o medo da rejeição afeta os relacionamentos interpessoais ?

3 respostas
Como o medo da rejeição afeta os relacionamentos interpessoais ?
 Silvia Coutinho
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Pode afetar de diversas formas! É um medo que pode ser sentido por várias pessoas, por diferentes razões e cada um irá construir uma forma de tentar se defender disso nos vínculos afetivos... Uma pessoa pode se colocar de uma maneira muito intensa em todas as relações, se entrega totalmente e seu desejo fica anulado... Outra pode ter uma dificuldade de se permitir estar em um vínculo , cria uma distância enorme com as pessoas e não se abre para ser amado e nem amar... São muitas possibilidades de histórias, respostas e tentativas de lidar. Caberá a cada um que esteja mobilizado com seus medos e impasses se interrogar e ampliar o seu olhar para a sua individualidade, para depois construir novas formas de enfrentamento.

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 Cristiane  Tempski Leite
Psicólogo
Blumenau
O medo da rejeição pode ter um impacto significativo nos relacionamentos interpessoais, levando a comportamentos de autossabotagem, dificuldade em estabelecer limites e até mesmo a entrada em relacionamentos abusivos. A pessoa com medo de rejeição pode evitar situações sociais, buscar constantemente validação, ter ciúmes excessivos e dificuldade em confiar nos outros. Agende um horário comigo!
Dra. Vanessa Machado
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto
O medo da rejeição pode afetar profundamente os relacionamentos interpessoais porque interfere na forma como a pessoa se vincula, se expressa e se coloca diante do outro. Quando esse medo é intenso, a relação passa a ser vivida sob constante vigilância: medo de desagradar, de ser abandonado, de dizer algo errado ou de não ser suficiente. Isso pode levar a comportamentos como excesso de cuidado com o outro, dificuldade de colocar limites, necessidade de confirmação constante ou, ao contrário, afastamento e isolamento como forma de proteção.
Com o tempo, os vínculos tendem a se tornar tensos e instáveis. A pessoa pode se adaptar demais ao que supõe ser a vontade do outro, perdendo contato com o próprio; ou interpretar sinais neutros como rejeição, o que gera conflitos, insegurança e sofrimento.
Trabalhar isso em análise permite compreender como esse medo se construiu e como ele se repete nos vínculos atuais, abrindo espaço para relações mais livres e menos marcadas pela antecipação da perda.

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