Como o psicólogo deve agir em um momento de luto? .

Como o psicólogo deve agir em um momento de luto? .

9 respostas


Olá. Nesse momento delicado nós assumimos uma postura de acolhimento. O luto é um processo que pode demorar, então tentamos explorar esse espaço acolhedor para que cada paciente se sinta seguro e possa viver o luto a sua maneira. O que também acontece é que exploramos os sentimentos, pensamentos e vínculos a respeito da pessoa que foi perdida e isso, além de gerar autoconhecimento, ajuda o processo de luta a ser elaborado. Espero ter ajudado. Abraços.

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Olá! Não ficou clara sua pergunta, se seria o psi para com o paciente ou no caso de um psi passar por um luto. De toda forma, o luto é um momento sensivel e que cada pessoa lida como pode. Não tem exatamente um jeito certo/errado de passar por esse momento de luto. É um momento que é necessário cuidado e acolhimento para os envolvidos, dando espaço para que a pessoa sinta do seu proprio jeito, da forma como da conta de sentir. Se precisar de ajuda para caminhar por esse luto, fico à disposição! Um abraço!

Virginia Lopes

Virginia Lopes

Psicólogo

Belo Horizonte

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O atendimento psicológico no luto requer muita sensibilidade, conhecimento específico e abordagem cuidadosa. O Psicólogo deve compreender que o luto é um processo natural e necessário, não uma patologia a ser “curada”

Thayana Montechiare

Thayana Montechiare

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Em um momento de luto, o psicólogo deve agir de forma acolhedora, oferecendo espaço seguro para que o paciente possa expressar seus sentimentos sem julgamentos. É importante escutar ativamente, validar a dor, respeitar o tempo singular de cada pessoa e ajudá-la a encontrar formas de elaborar a perda, sem pressa ou imposição de etapas. O profissional deve estar presente, sustentando o sofrimento junto ao paciente e favorecendo a construção de sentido dentro da experiência vivida.


Quando estamos com alguém passando pelo luto, podemos nos sentir impelidos a tentar falar a "coisa certa" para que a pessoa se sinta "melhor", o problema disso é que muitas vezes nós podemos invalidar a dor do outro. Não existe uma coisa certa a se dizer, a realidade é muito mais simples e bem mais difícil. O que nós precisamos fazer é ficar ao lado desse enlutado a acompnhá-lo na travessia do luto, de forma que se ele dê um passo em frente, nos avançamos com ele, se dele der um passo para trás, nós faremos o mesmo. Isso pode ser doloroso tanto para o terapeuta quanto para o paciente, pode ser muito intenso e isso é absolutamente normal. Mesmo que o sentimento de luto seja extremo e o paciente se sinta oprimido pela dor, o psicólogo deve ajudá-lo a relaxar (e relaxar a si mesmo também), pois não há nada de errado com o cliente e ele atravessará o luto. Esse é um outro papel do psicoterapeuta, ele deve ajudar o paciente a manter a esperança de que ele conseguirá atravessar a dor, deixe o cliente lamentar, deixe-o chorar. Termino essa minha resposta com uma pergunta, é realmente anormal uma pessoa estar passando pelo luto há mais de seis meses, sendo que ela viveu com esse ente querido por mais de 20 anos?

Rafael Ronque

Rafael Ronque

Psicólogo

Foz do Iguaçu

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No momento do luto, o papel do psicólogo não é acelerar a superação da dor, mas oferecer um espaço de escuta, acolhimento e apoio emocional. O profissional deve: Validar os sentimentos de tristeza, culpa, raiva ou vazio, mostrando que são reações naturais à perda. Auxiliar a pessoa a elaborar o luto, dando sentido à experiência e ajudando a reconstruir sua vida pouco a pouco. Respeitar o tempo singular de cada um, sem impor etapas ou prazos. Observar sinais de luto complicado/patológico (como sofrimento prolongado e incapacitante) e, se necessário, encaminhar para avaliação psiquiátrica. O psicólogo atua como um apoio especializado, ajudando a proteger a saúde mental e a fortalecer os recursos internos da pessoa enlutada.

Maria Isabel Ornelas

Maria Isabel Ornelas

Psicólogo

Belo Horizonte

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O é uma travessia que precisa ser respeitada no seu tempo. O papel do psicólogo não é acelerar a dor nem oferecer respostas, mas criar um espaço seguro onde o sujeito possa sentir, falar e elaborar a perda sem julgamentos, antecipações ou falas comuns. Lacan nos ensina que o luto é o trabalho de ressignificar o mundo após uma perda, porque algo que organizava a vida do sujeito deixou de existir, e um novo lugar precisa ser construído internamente. Na prática, o psicólogo deve escutar mais do que falar, acolher sem minimizar a dor, respeitar o silêncio quando ele chega, e nunca impor um prazo para que o paciente "siga em frente." Cada luto é singular e merece ser tratado como tal.


Inicialmente, acolhendo o paciente e ouvindo. Logo após uma perda importante, é necessário que o paciente tenha espaço para expressar seu luto da forma que conseguir. Passado este primeiro momento, a intervenção psicológica pode ser mais efetiva, auxiliando o paciente a compreender seus sentimentos em relação à perda, as mudanças que causará em sua vida, o simbólico envolvido na relação e, por fim, auxiliar o paciente na despedida.


uma das funções mais importantes do psicólogo no luto é oferecer um espaço em que a dor possa existir sem pressa, sem julgamento e sem a expectativa de que a pessoa "fique bem" rapidamente. o luto não precisa ser corrigido. ele precisa ser escutado. por isso, o trabalho psicológico não costuma ser o de convencer alguém a aceitar a perda, mas ajudá-lo a compreender o que ela significou, como está afetando sua vida e quais recursos possui para atravessar esse período. o que chama atenção é que muitas pessoas chegam à terapia não apenas sofrendo pela ausência de quem perderam, mas também pelo sentimento de solidão, incompreensão ou culpa. em muitos casos, o cuidado começa quando a dor encontra um lugar onde não precisa ser escondida.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.