Como o terapeuta pode lidar com a tendência do paciente de recorrer a comportamentos autodestrutivos
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Como o terapeuta pode lidar com a tendência do paciente de recorrer a comportamentos autodestrutivos em momentos de crise?
Olá, boa tarde.
Através de uma certa dose de repetições e de treinamentos quando não se está em crise, a pessoa fica progressivamente mais regular em fazer comportamentos que não são autodestrutivos. Nem sempre se alcança uma eficiência de 100%, pois crises são momentos muito complicados, mas certamente pode-se aumentar a probabilidade para emitir comportamentos mais adequados para lidar com emoções extremas.
Através de uma certa dose de repetições e de treinamentos quando não se está em crise, a pessoa fica progressivamente mais regular em fazer comportamentos que não são autodestrutivos. Nem sempre se alcança uma eficiência de 100%, pois crises são momentos muito complicados, mas certamente pode-se aumentar a probabilidade para emitir comportamentos mais adequados para lidar com emoções extremas.
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Olá, tudo bem?
Quando falamos de comportamentos autodestrutivos no Transtorno de Personalidade Borderline, é essencial olhar além do comportamento em si. Muitas vezes, ele surge como uma tentativa de aliviar uma dor emocional que parece insuportável naquele momento. Não é exatamente sobre “querer se machucar”, mas sobre encontrar uma forma rápida de regular algo que o cérebro está interpretando como urgente demais para esperar.
Por isso, o terapeuta não começa apenas tentando eliminar o comportamento, mas ajudando o paciente a entender a função que ele cumpre. O que muda logo depois? Há alívio, sensação de controle, diminuição da tensão? Quando isso fica mais claro, o trabalho deixa de ser “pare com isso” e passa a ser “vamos encontrar outras formas de alcançar esse mesmo alívio, sem te ferir”.
Ao longo do processo, são construídas alternativas mais seguras para atravessar esses picos emocionais. Mas é importante que essas alternativas sejam viáveis naquele estado de crise, e não apenas ideias que fazem sentido quando a pessoa está calma. O treino acontece fora dos momentos mais intensos, para que, quando a crise vier, exista algum repertório disponível, mesmo que no início seja difícil acessar.
Outro ponto fundamental é a antecipação. O terapeuta ajuda o paciente a reconhecer sinais precoces de que uma crise está se aproximando, criando um plano para agir antes que a intensidade atinja o máximo. Isso não elimina completamente o risco, mas reduz significativamente a probabilidade de que o comportamento autodestrutivo seja a única saída percebida naquele momento.
Também existe um trabalho importante de reduzir a vergonha associada a essas recaídas. Quando o paciente se sente julgado, a tendência é esconder o comportamento, o que dificulta ainda mais a intervenção. Quando há espaço para falar sobre isso sem medo, a terapia ganha profundidade e eficácia.
Talvez faça sentido você se perguntar: o que esses comportamentos costumam aliviar em você, mesmo que por pouco tempo? Em que momento você percebe que a intensidade emocional está começando a subir? E já houve alguma situação em que você conseguiu adiar ou evitar esse comportamento, ainda que por alguns minutos?
Essas pequenas mudanças, mesmo que pareçam discretas, são sinais importantes de que algo novo está sendo construído. E é a partir delas que o processo vai se fortalecendo.
Caso precise, estou à disposição.
Quando falamos de comportamentos autodestrutivos no Transtorno de Personalidade Borderline, é essencial olhar além do comportamento em si. Muitas vezes, ele surge como uma tentativa de aliviar uma dor emocional que parece insuportável naquele momento. Não é exatamente sobre “querer se machucar”, mas sobre encontrar uma forma rápida de regular algo que o cérebro está interpretando como urgente demais para esperar.
Por isso, o terapeuta não começa apenas tentando eliminar o comportamento, mas ajudando o paciente a entender a função que ele cumpre. O que muda logo depois? Há alívio, sensação de controle, diminuição da tensão? Quando isso fica mais claro, o trabalho deixa de ser “pare com isso” e passa a ser “vamos encontrar outras formas de alcançar esse mesmo alívio, sem te ferir”.
Ao longo do processo, são construídas alternativas mais seguras para atravessar esses picos emocionais. Mas é importante que essas alternativas sejam viáveis naquele estado de crise, e não apenas ideias que fazem sentido quando a pessoa está calma. O treino acontece fora dos momentos mais intensos, para que, quando a crise vier, exista algum repertório disponível, mesmo que no início seja difícil acessar.
Outro ponto fundamental é a antecipação. O terapeuta ajuda o paciente a reconhecer sinais precoces de que uma crise está se aproximando, criando um plano para agir antes que a intensidade atinja o máximo. Isso não elimina completamente o risco, mas reduz significativamente a probabilidade de que o comportamento autodestrutivo seja a única saída percebida naquele momento.
Também existe um trabalho importante de reduzir a vergonha associada a essas recaídas. Quando o paciente se sente julgado, a tendência é esconder o comportamento, o que dificulta ainda mais a intervenção. Quando há espaço para falar sobre isso sem medo, a terapia ganha profundidade e eficácia.
Talvez faça sentido você se perguntar: o que esses comportamentos costumam aliviar em você, mesmo que por pouco tempo? Em que momento você percebe que a intensidade emocional está começando a subir? E já houve alguma situação em que você conseguiu adiar ou evitar esse comportamento, ainda que por alguns minutos?
Essas pequenas mudanças, mesmo que pareçam discretas, são sinais importantes de que algo novo está sendo construído. E é a partir delas que o processo vai se fortalecendo.
Caso precise, estou à disposição.
Muita paciência e tolerância. Quando o foco do terapeuta é ajudar, manter a função terapeutica, ele consegue ser tolerante e paciente e não sair da função terapeutica.
Um abraço,
Lea
Um abraço,
Lea
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