. Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) afeta o desenvolvimento socioemocional de uma pessoa?

2 respostas
. Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) afeta o desenvolvimento socioemocional de uma pessoa?
 Gabriel Pedraci
Psicólogo
Londrina
O sofrimento causado pelo transtorno só pode ser apresentado pelo próprio paciente, pois, entramos em um campo do subjetivo. Claro que durante as sessões o psicólogo pode apontar e auxiliar a elucidação dos sofrimentos causados, porem, ainda não retira o protagonismo do paciente sobre sua própria vida e percepção.
Mas podendo ser um pouco mais generalista, o sofrimento pode vir como bullying, dificuldade de manutenção saudável das relações e todas as dificuldades que emanam de não possuir um autocontrole.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta importante, porque o TOC não aparece apenas como pensamentos obsessivos e rituais. Ele também pode atravessar, de forma silenciosa, a maneira como a pessoa aprende a lidar com emoções, vínculos e escolhas. E só um cuidado: apesar de interferir no desenvolvimento socioemocional, o TOC não determina quem a pessoa é. Ele influencia caminhos, mas não define destinos.

Quando o TOC surge cedo ou permanece por muitos anos, o sistema emocional costuma viver com uma sensação de ameaça exagerada. O cérebro reage como se qualquer incerteza fosse um risco real, o que pode fazer a pessoa se tornar mais rígida, autocrítica ou temerosa diante de erros. Fico pensando como isso aparece no caso que você tem em mente. Existe medo de desapontar alguém? Uma busca intensa por controle? Ou talvez aquela sensação de que precisa ter certeza absoluta para se sentir seguro? Essas pequenas pistas dizem muito sobre o impacto socioemocional.

Com o tempo, o TOC pode limitar experiências sociais, reduzir a espontaneidade e reforçar um padrão de evitar situações que provocam ansiedade. Isso pode dificultar a construção de vínculos mais leves ou impedir que a pessoa descubra, pela prática, que suportar desconforto também é parte do crescimento. Às vezes, o TOC empurra a pessoa para uma relação mais dura consigo mesma, como se ela tivesse que ser impecável para se sentir digna ou tranquila. Já reparou se algo assim acontece?

Nos quadros mais intensos, pode ser necessário o acompanhamento com psiquiatria para ajudar o cérebro a reduzir esse alarme constante, enquanto a psicoterapia trabalha a flexibilidade emocional, a tolerância à incerteza e a reconstrução de um senso de segurança que não dependa de rituais. Isso geralmente abre espaço para que o desenvolvimento socioemocional volte a acontecer de forma mais livre.

Se quiser explorar como isso se manifesta na sua vida ou na de alguém próximo, posso te ajudar a olhar para isso com mais clareza. Caso precise, estou à disposição.

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