Como surgem as doenças crônicas mentais ? .
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Como surgem as doenças crônicas mentais ? .
O problema da etiologia das doenças/transtornos mentais ainda é um campo envolto em mistério. A questão etiológica passa por fatores históricos, sociais, psíquicos e biológicos. Geralmente pricura-se compreender que o adoecimento é uma soma singular de cada um desses vetores. Porém é certo que crises existenciais são potencialmente desencadeadoras de adoecimento. São elas: luto, perda de emprego, doenças orgânicas, guerras, violências e abusos, adolescência, envelhecimento, falência, traições, desilusões e outros aspectos que abalam as certezas e o conforto existencial.
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Olá! Tudo bem?
É compreensível que você queira entender as origens das doenças mentais crônicas e essa busca por compreensão já é, em si, um movimento importante de cuidado consigo mesmo ou com alguém próximo. Um movimento saudável muito construtivo. Vamos lá!
Na visão psicanalítica, que eu trabalho, as doenças mentais crônicas não surgem de uma causa única, mas sim de uma rede complexa de fatores, dentre os quais pautarei alguns.
Primeiro, na psicanálise há uma busca de compreensão de que a nossa mente é profundamente influenciada por experiências muito precoces, muitas vezes anteriores à nossa capacidade de articular palavras para descrevê-las, isto é, vivemos desde a mais tenra idade conflitos, dores emocionais, perdas ou modos específicos de relacionamento já na primeira infância, as quais podem deixar marcas inconscientes, ainda não capazes de serem compreendidas, conscientizadas.
Essas marcas não se diluem; em que elas podem, ao longo da vida, encontrar formas de expressão através do corpo e da mente, às vezes se configurando como o que chamamos de uma condição crônica. Os famosos sintomas em psicanálise.
É como se o sofrimento, sem encontrar palavras para ser dito, encontrasse uma via alternativa para se manifestar.
Outro ponto que se trabalha em psicanálise, é a nossa constituição genética, a constituição biológica e a herança familiar, em que algumas pessoas nascem com uma predisposição genética ou uma configuração neurobiológica que as torna mais vulneráveis.
Aqui, um ponto muito importante: a psicanálise não ignora isso, mas acrescenta um olhar importante de que o herdado biológico está em constante interação com o que é psiquicamente herdado, ou seja, os segredos familiares, as histórias, os traumas não elaborados pelos nossos antepassados, os modos de funcionamento emocional da família também nos influenciam e podem contribuir para a formação de uma estrutura psíquica resultante traumática destas interações.
Como continuação destas interações, entram agora as histórias pessoais dos indivíduos. Na existências pessoais ocorrem situações que podem ser gatilhos, uma predisposição silenciosa que pode se tornar uma condição crônica por traumas vividos na historicidade da pessoa, uma perda significativa, um período de grande stress, uma mudança brusca ou uma relação profundamente conflituosa. Consequentemente, pode se abrir uma porta, um trauma de muito sofrimento que são explicitados nos sintomas crônicos.
Assim, o que buscamos através do processo psicanalítico é oferecer um espaço para acolher essa dor, escutar suas manifestações personalizadas e encontrar novas formas de viver com ela, com ressignificações das experiências, a diminuição do seu sofrimento, dinamizando a sua liberdade e seu prazer de viver.
Você gostaria de aprofundar o tema? Faço um convite, desde já, para um encontro inicial. A partir deste, podemos elaborar juntos até um processo psicanalítico , com conversas sobre o tema e outros que te constituem.
Entre em contato através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Espero ter prestado um serviço. Fico à disposição e abraços!
É compreensível que você queira entender as origens das doenças mentais crônicas e essa busca por compreensão já é, em si, um movimento importante de cuidado consigo mesmo ou com alguém próximo. Um movimento saudável muito construtivo. Vamos lá!
Na visão psicanalítica, que eu trabalho, as doenças mentais crônicas não surgem de uma causa única, mas sim de uma rede complexa de fatores, dentre os quais pautarei alguns.
Primeiro, na psicanálise há uma busca de compreensão de que a nossa mente é profundamente influenciada por experiências muito precoces, muitas vezes anteriores à nossa capacidade de articular palavras para descrevê-las, isto é, vivemos desde a mais tenra idade conflitos, dores emocionais, perdas ou modos específicos de relacionamento já na primeira infância, as quais podem deixar marcas inconscientes, ainda não capazes de serem compreendidas, conscientizadas.
Essas marcas não se diluem; em que elas podem, ao longo da vida, encontrar formas de expressão através do corpo e da mente, às vezes se configurando como o que chamamos de uma condição crônica. Os famosos sintomas em psicanálise.
É como se o sofrimento, sem encontrar palavras para ser dito, encontrasse uma via alternativa para se manifestar.
Outro ponto que se trabalha em psicanálise, é a nossa constituição genética, a constituição biológica e a herança familiar, em que algumas pessoas nascem com uma predisposição genética ou uma configuração neurobiológica que as torna mais vulneráveis.
Aqui, um ponto muito importante: a psicanálise não ignora isso, mas acrescenta um olhar importante de que o herdado biológico está em constante interação com o que é psiquicamente herdado, ou seja, os segredos familiares, as histórias, os traumas não elaborados pelos nossos antepassados, os modos de funcionamento emocional da família também nos influenciam e podem contribuir para a formação de uma estrutura psíquica resultante traumática destas interações.
Como continuação destas interações, entram agora as histórias pessoais dos indivíduos. Na existências pessoais ocorrem situações que podem ser gatilhos, uma predisposição silenciosa que pode se tornar uma condição crônica por traumas vividos na historicidade da pessoa, uma perda significativa, um período de grande stress, uma mudança brusca ou uma relação profundamente conflituosa. Consequentemente, pode se abrir uma porta, um trauma de muito sofrimento que são explicitados nos sintomas crônicos.
Assim, o que buscamos através do processo psicanalítico é oferecer um espaço para acolher essa dor, escutar suas manifestações personalizadas e encontrar novas formas de viver com ela, com ressignificações das experiências, a diminuição do seu sofrimento, dinamizando a sua liberdade e seu prazer de viver.
Você gostaria de aprofundar o tema? Faço um convite, desde já, para um encontro inicial. A partir deste, podemos elaborar juntos até um processo psicanalítico , com conversas sobre o tema e outros que te constituem.
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