De que maneira o especialista (psicólogo ou assistente social ou psquiatra) deve extrair informações

De que maneira o especialista (psicólogo ou assistente social ou psquiatra) deve extrair informações de uma criança pequena que possivelmente está sofrendo abuso sexual ?

22 respostas


Um Psicologo especialista em atendimento com crianças certo que fará uma bom diagnostico através da ludoterapia.

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A psicologia dispõe de vários instrumentos lúdicos que facilitam o contato com a criança , onde a mesma possa se sentir acolhida e protegida , isso serve como um facilitador para que a mesma possa falar sobre seu sofrimento. O profissional deve ter experiência e habilidade para estabelecer este contato com a criança , não podendo fazer perguntas diretas e objetivas para esta criança , sem que antes a mesma esteja adaptada a este ambiente e se sinta protegida.. É importante também a realização de uma completa anamnese ( entrevista ) com pais ou responsáveis por esta criança. O ambiente deve ser favorável , devendo existir também uma relação de confiança da criança para com o seu terapeuta.


É muito importante, se possível, a entrevista com algum responsável, porque se aconteceu algum abuso, a criança muda de comportamento, embora ela não fale para os responsáveis, pois geralmente elas são ameaçadas. Já ao trabalhar com a criança, é muito importante criar um bom vínculo, e trabalhar o lúdico, por exemplo, casinha com bonecos, desenhos. Procure atendimento especializado, para que no futuro essa criança não possa se tornar um abusador também. Esquecer o abuso, acredito que não acontecerá, mas trabalhar esse período ruim par aa criança será de grande importância.


Comumente, os processos terapêuticos ou psicoterapêuticos com crianças são feitos pelo método lúdico, ou seja, um processo no qual se possibilita à criança desenvolver atividades (brincadeiras, jogos, passatempos) que apontam sinais do psiquismo da criança. Muitas vezes, nessas 'brincadeiras' a criança demonstra o que se passa em sua vida, projeta desejos, angústias, medos, bem como sua personalidade propriamente dita. O brincar, visto pelo prisma da psicologia, é mais do que uma simples atividade do dia-a-dia de uma criança. Nele podemos perceber como a criança significa para si o mundo em que vive. Muitas vezes ela teatraliza no brinquedo situações e pessoas com as quais convive, e, dando vazão a problemas que, em sua maioria, elas não conseguem verbalizar, falar a respeito.

Sandro Mesquita

Sandro Mesquita

Psicólogo

Juiz de Fora

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Na clínica de psicologia é feito uma triagem com os pais ou responsáveis pela criança. Os dados coletados são referentes a vida da criança desde antes do nascimento, tais como se foi planejado, estado emocional da mãe no período da gravidez, etc. Ou seja, é pesquisado a estrutura cognitiva da criança e sua funcionalidade até o momento. Quando o profissional inicia o dialogo com a criança, ele tem conhecimento do comportamento e do que vai chamar a atenção da criança. O profissional vai precisar adquirir confiança e segurança por parte da criança, para que ocorra empatia. Após essa fase, algumas técnicas são utilizadas de acordo com o perfil da criança tais como balão de pensamentos, histórias propostas para criança concluir o pensamento, desenhos livres, fantoches, etc. Durante as brincadeiras usa se o processo socrático para descobrir os fatos relacionados ao possível abuso sexual.


Oi, as atividades lúdicas para as crianças funcionam muitíssimo bem. Através delas o psicoterapeuta consegue muitas informações que ajudaram no processo. Um abraço


O primeiro passo o profissional deve fazer o vinculo com a criança, com instrumentos lúdicos disponibilizar para ela um espaço acolhedor e seguro para que ela possa contar o horror que viveu ou esta vivendo, o profissional deve, ter um bom manejo com crianças, não pode de imediato pergunta para criança, mais ir num outro tempo logico, proporcionar uma escuta ativa no discurso da criança, uma boa entrevista preliminares com a família, cuidadores.


Não é difícil perceber que uma criança está sofrendo abuso. Basta observar alguns comportamentos como aumento de interesse por brincadeiras sexuais, medo, fobias, isolamento, agressividade, diminuir a autoestima, tendência a tocar nos órgãos sexuais. No consultório, com o psicólogo infantil, através de brincadeiras lúdicas, desenhos, comportamentos. Já na escola dá pra perceber quando a criança está sendo molestada, principalmente, pelo isolamento e queda no rendimento escolar. Daí é só comunicar ao Conselho Escolar para que medidas sejam tomadas.

Roberly Vaz

Roberly Vaz

Psicólogo

Goiânia

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Nas atividades lúdicas. As crianças muitas vezes, demostram seus sentimentos numa brincadeira. Desenho.


Diálogos, brincar, uso de material lúdico e desenhos. Basta muitas vezes uma conversa terapêutica para aparecer isso.


As crianças demonstram abuso nos desenhos e com bonecos representantes dos personagens que participaram do acontecimento


Olá, a primeira observação vem dos cuidadores desta criança, já em casa, a mudança de comportamento é visível ou muitas vezes é percebida com minucias como; medo, ficar constantemente assustada; ficar assustada toda vez que alguém lhe surpreende; mudança de rotina no momento de dormir; ficar assustada com a presença de pessoas; mudanças sutis na rotina diária; Dentro do processo de psicoterapia infantil, vários procedimentos podem ser feitos: sessões de observação ao qual incluem : brinquedos, jogos e brincadeiras a qual a criança aprecia, depois testes gráficos que auxiliam no diagnóstico e na possível descoberta do abuso e uma excelente anamnesia da criança; avaliação do pediatra a qual terá condições de verificar se há mudanças físicas na mesma; com todo este psicodiagnóstico completo poderão chegar há uma possível conclusão e fazer os devidos encaminhamentos e inclusive a denúncia (por parte do profissional) aos órgãos competentes.


È possível levar o paciente infantil a expressar situações conflituosas, vivenciadas por ele ou apenas fantasiadas_ através da Ludoterapia, a Terapia do Jogo; na qual ela, sem verbalizar, mas sim, brincando com o especialista que lhe for atender, irá sinalizar que existe algum tipo de abuso ocorrendo no presente ou marcado na memória da criança. Durante o caminho no processo de fortalecimento do vínculo terapêutico com o especialista, ela poderá brincar com dois bonecos corrrespondentes à situação traumática, demonstrando exatamente como o fato teria ocorrido. A Psiconeurolinguística presente na postura empática do profissional, que brinca no chão com a criança, se for o caso_ pode abrir um leque de possibilidades de vinculação ( confiança no ludoterapeuta). O paciente, possivelmente, narrará a história em 3ª pessoa, o que facilita a fluência do tema de conflito interno, atenuando a angústia subjetiva, junto a esta eclosão de lembranças vivenciadas.


A observaçao de mudanças no comportamento da criança e muito importante, porem nunca perguntei diretamente nada.As oficinas terapeuticas artesanais e de jogos ajudam muito, bem como ouvir o que ela quiser contar. As vezes o carater investigativo sobrepoe ao terapeutico o que nao considero bom.


Para extrair informações de uma criança de possível abuso sexual no atendimento psicológico é utilizado técnicas lúdicas, desenho, arteterapia, caixa lúdica, pois a criança muitas vezes não sabe identificar o certo e o errado e nem expressar suas emoções e sentimentos. Um profissional especializado no atendimento a crianças saberá extrair esta informação.


A possibilidade da criança ter sofrido violência sexual pode ser confirmada ou descartada dentro do ambiente lúdico. O psicólogo irá conduzir a situação de maneira facilitadora, mas a criança poderá entrar em período de hesitação e retraimento nas fases iniciais do atendimento ou em algum momento posterior devido à desconfiança na relação e por estar sofrendo algum tipo de chantagem. Esse trabalho clínico exige muita paciência e perseverança dos responsáveis pela criança, pois além da possível confirmação da violência sexual, as sequelas psíquicas que isso irá acarretar também deverão ser tratadas.

Lucia Cassar

Lucia Cassar

Psicanalista

Rio de Janeiro

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Para a criança, o brincar é a sua linguagem, expressa suas alegrias, frustrações, habilidades e dificuldades. É a maneira encontrada para se expressar no mundo e comunicar a sua realidade interior. Crianças q sofrem abuso tendem a apresentar diversas mudanças de comportamento: apatia, ansiedade, depressão, timidez, agressividade, distúrbio de personalidade, risco de suicídio, falta de apetite, isolamento, comportamentos hostis, fadiga crônica, medo, insônia, baixa autoestima, somatização de doenças, falta de expectativas no futuro... Consulte um psicólogo, ele precisa conhecer a história para auxiliar melhor e com cautela. Se o agressor estiver em casa, o responsável pela criança deve comunicar as autoridades para q investiguem e tomem as medidas legais cabíveis. Espero ter ajudado!


A investigação é feita de sessões lúdicas e principalmente interpretação de desenhos. A entrevista com os pais ou cuidadores também pode trazer conteúdo, mas nada como a análise da criança para confirmar qualquer suspeita.


Primeiro, é importante saber de quantos anos é a criança que estamos falando. Além disso, investigar adequadamente o "possível abuso sexual". Respondendo sua pergunta, como uma criança não tem alguns aspectos cognitivos desenvolvidos, as atividades lúdicas, como mencionado pelo colegas, é a maneira mais comum e eficaz de identificar demandas. À disposição na Vila Mariana

Pablo Urcioli

Pablo Urcioli

Psicólogo

São Paulo

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O melhor guia de entrevista forense que tenho conhecimento, e disponível para a comunidade é o NICHD (National Institute of Child Health and Human Development), cujas evidências, quando bem colhidas são inquestionáveis e preservam o emocional da vítima. Pode ser aplicado em crianças a partir de 3 anos. Existem cursos de formação no Brasil, mas por ser uma técnica recentemente trazida ainda são poucos os profissionais habilitados. Espero ter-lhe respondido a contento. Forte abraço.


Quero chamar a sua atenção à importância dos seus próprios sentimentos, inclusive morais, o que é além do seu desejo de talvez ajudar a criança ou talvez levar a pessoa abusadora para a punição. A criança abusada sofre principalmente da vergonha e da culpabilidade que ela pensa ter. Na nossa cultura que condena a sexualidade precoce da criança, e ainda mais quando a outra pessoa é adulta, ela tem pouca chance de não se sentir diferente de tod@s. É isto que a danifica, talvez pela vida enteira, pois ela se relaciona diferentemente com o mundo a partir desta experiência. Os sentimentos da vergonha e da culpabilidade, são induzidos nela pelos adultos que ela acha terem conhecimento do que aconteceu. Me atrapalha um pouco a sua formula de "extrair" informações da criança. Pense bem qual é o seu desejo nisso e o que você pode fazer, e se ambas as perspetivas são realmente para o bem da criança no momento. Se não, precisa de paciência até a criança ter confiança e procurar ajuda.


Olá, o atendimento psicoterapêutico com as crianças é bem diferente dos adultos. Além das conversas, são utilizadas atividades lúdicas e testes através de desenhos. Assim, aos poucos essas informações vão sendo reveladas.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.