De4sejaria de saber como o modelo transdiagnóstico pode ajudar a entender a comorbidade em psicologi

4 respostas
De4sejaria de saber como o modelo transdiagnóstico pode ajudar a entender a comorbidade em psicologia ?
Olá, boa tarde. A sua pergunta é muito importante, porque a comorbidade é algo bastante frequente na clínica psicológica e pode gerar bastante confusão tanto para o paciente quanto para os profissionais que não utilizam uma visão integrada. Dentro da perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, o modelo transdiagnóstico nos ajuda a compreender melhor esse fenômeno. Em vez de olhar cada diagnóstico de forma isolada, ele propõe que diferentes transtornos compartilham processos psicológicos comuns, como a intolerância à incerteza, a evitação experiencial, a ruminação, o perfeccionismo e a dificuldade de regulação emocional. Esses processos funcionam como mecanismos que mantêm e alimentam diversos sintomas ao mesmo tempo, o que explica porque é tão comum uma pessoa apresentar, por exemplo, ansiedade e depressão juntas. Assim, em vez de pensar em cada diagnóstico como um “problema separado”, conseguimos enxergar a comorbidade como diferentes manifestações de vulnerabilidades centrais que se sobrepõem. Essa perspectiva favorece uma compreensão mais integrada do paciente e, ao mesmo tempo, permite intervenções mais eficazes, já que, ao trabalharmos esses processos centrais, conseguimos reduzir sintomas de diferentes transtornos de forma simultânea. Espero ter ajudado a esclarecer como o modelo transdiagnóstico contribui para compreender e intervir de forma mais clara e científica nos casos em que há comorbidade.

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 Julia Rhenius
Psicólogo
Florianópolis
A comorbidade — quando uma pessoa apresenta mais de um transtorno mental ao mesmo tempo — é extremamente comum na prática clínica. O modelo transdiagnóstico ajuda a entender isso porque foca nos processos emocionais que são compartilhados entre diferentes diagnósticos, como:
- Evitação de emoções
- Ruminação
- Autocrítica
- Desregulação emocional
Em vez de tratar os transtornos separadamente, o modelo transdiagnóstico integra o tratamento, atuando nos padrões que sustentam múltiplos sintomas. Isso torna a terapia mais eficiente, menos fragmentada e mais alinhada com a complexidade real dos casos clínicos.
Olá! A compreensão das comorbidades a partir do modelo transdiagnóstico é possível porque esse modelo mostra que muitos transtornos compartilham processos psicológicos semelhantes, como ruminação, evitação e dificuldade de regular emoções. Em vez de enxergar cada diagnóstico como apenas um rótulo, esse modelo revela que há raízes comuns que explicam por que diferentes problemas aparecem juntos. Essa perspectiva torna a experiência do sofrimento humano mais coerente e menos fragmentada. Penso que assim, é possível conceber caminhos para tratamentos que acolhem a pessoa como um todo, não apenas seus rótulos. E no final, a compreensão da comorbidade fica mais sensível e mais próxima da vida real.
Olá, espero que você esteja bem.
No modelo transdiagnóticos ele não tem o foco no diagnóstico ou nas comorbidades que a pessoa pode apresentar, porém ele foca nos processos que corroboram e mantém o sofrimento humano, esses processos estão presentes em diversos transtornos e inclusive em diversas comorbidades, alguns exemplos de processos trabalhados nesse modelo são a ruminação, esquiva experiencial, baixa clareza em valores, falta de compromisso com valores, rigidez cognitiva e atenção inflexível (mais voltada para o passado e para o futuro).
Espero ter conseguido sanar sua dúvida, fico a disposição caso queira marcar um atendimento psicológico.

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