Depakote pode causar tonturas? Meu marido toma e tem sentido bastante tonto e sensação desmaio...
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Depakote pode causar tonturas?
Meu marido toma e tem sentido bastante tonto e sensação desmaio...
Meu marido toma e tem sentido bastante tonto e sensação desmaio...
Bom dia. Tontura é uma reação adversa comum do Divalproato de Sódio (Depakote), ocorrendo em mais de 10% dos pacientes. No entanto, se o quadro de tontura iniciou de forma súbita, está persistente, não foi associada ao início da medicação ou ao aumento de dose, sugiro avaliação de médico neurologista para investigar outras causas. Espero ter ajudado.
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Olá! Sim, o Depakote pode causar tonturas e sensação de desmaio em algumas pessoas, especialmente no início do uso ou em ajustes de dose. No entanto, esses sintomas também podem indicar que algo não está indo bem e merecem atenção.
O ideal é que ele seja reavaliado por um neurologista para verificar se a medicação está adequada ou se há necessidade de ajuste.
Marque uma consulta para que possamos entender melhor o quadro e orientar com segurança.
Estou à disposição para ajudar!
O ideal é que ele seja reavaliado por um neurologista para verificar se a medicação está adequada ou se há necessidade de ajuste.
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Excelente pergunta — e muito importante, pois o Depakote (cujo princípio ativo é o divalproato de sódio, uma forma do valproato) é um medicamento amplamente usado em neurologia e psiquiatria, e realmente pode causar tontura ou sensação de desequilíbrio em algumas pessoas, especialmente nas fases iniciais do tratamento ou após ajustes de dose.
Por que isso acontece:
O Depakote atua estabilizando a atividade elétrica cerebral, reduzindo descargas excessivas de neurônios — o que é útil no tratamento de epilepsia, transtorno bipolar, enxaqueca e alterações do humor.
No entanto, essa modulação elétrica também diminui discretamente a excitabilidade do sistema nervoso central, podendo gerar:
Tontura ou vertigem leve a moderada;
Sensação de cabeça pesada, sonolência ou lentificação;
E, em alguns casos, desequilíbrio postural ou sensação de desmaio (mais rara).
Esses efeitos são mais comuns nos primeiros dias de uso ou quando há aumento recente da dose, e tendem a diminuir conforme o organismo se adapta.
Outras causas possíveis a considerar:
Pressão arterial baixa, especialmente se o paciente usa outros medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos, antihipertensivos);
Glicemia baixa, desidratação ou sono irregular, que potencializam a tontura;
Interações medicamentosas (com clonazepam, quetiapina, carbamazepina, entre outros);
E, em casos raros, níveis elevados de valproato no sangue, o que pode causar sonolência intensa, tremores, náusea e fraqueza.
O que deve ser feito:
Verificar quando a tontura começou (logo após iniciar ou aumentar a dose);
Evitar dirigir ou fazer atividades que exijam equilíbrio até o sintoma melhorar;
Manter boa hidratação e alimentação regular;
Agendar consulta com o neurologista para revisar a dose e, se necessário, solicitar dosagem sérica do valproato e exames hepáticos, pois o medicamento é metabolizado pelo fígado.
Se houver tontura intensa, visão turva, fraqueza ou desmaio, é importante procurar avaliação médica imediata, pois pode ser sinal de toxicidade medicamentosa ou hipotensão significativa.
Em muitos casos, ajustes simples de dose ou troca do horário da medicação (por exemplo, concentrar a tomada à noite) resolvem o problema sem suspender o tratamento.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para avaliar a resposta clínica e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia, medicina do sono, manejo de efeitos colaterais e segurança no uso de anticonvulsivantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Por que isso acontece:
O Depakote atua estabilizando a atividade elétrica cerebral, reduzindo descargas excessivas de neurônios — o que é útil no tratamento de epilepsia, transtorno bipolar, enxaqueca e alterações do humor.
No entanto, essa modulação elétrica também diminui discretamente a excitabilidade do sistema nervoso central, podendo gerar:
Tontura ou vertigem leve a moderada;
Sensação de cabeça pesada, sonolência ou lentificação;
E, em alguns casos, desequilíbrio postural ou sensação de desmaio (mais rara).
Esses efeitos são mais comuns nos primeiros dias de uso ou quando há aumento recente da dose, e tendem a diminuir conforme o organismo se adapta.
Outras causas possíveis a considerar:
Pressão arterial baixa, especialmente se o paciente usa outros medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos, antihipertensivos);
Glicemia baixa, desidratação ou sono irregular, que potencializam a tontura;
Interações medicamentosas (com clonazepam, quetiapina, carbamazepina, entre outros);
E, em casos raros, níveis elevados de valproato no sangue, o que pode causar sonolência intensa, tremores, náusea e fraqueza.
O que deve ser feito:
Verificar quando a tontura começou (logo após iniciar ou aumentar a dose);
Evitar dirigir ou fazer atividades que exijam equilíbrio até o sintoma melhorar;
Manter boa hidratação e alimentação regular;
Agendar consulta com o neurologista para revisar a dose e, se necessário, solicitar dosagem sérica do valproato e exames hepáticos, pois o medicamento é metabolizado pelo fígado.
Se houver tontura intensa, visão turva, fraqueza ou desmaio, é importante procurar avaliação médica imediata, pois pode ser sinal de toxicidade medicamentosa ou hipotensão significativa.
Em muitos casos, ajustes simples de dose ou troca do horário da medicação (por exemplo, concentrar a tomada à noite) resolvem o problema sem suspender o tratamento.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para avaliar a resposta clínica e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia, medicina do sono, manejo de efeitos colaterais e segurança no uso de anticonvulsivantes, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
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