É possível superar o pensamento dicotômico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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É possível superar o pensamento dicotômico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Sim. Com terapia adequada é possível aprender a enxergar as situações de forma menos extrema e desenvolver uma visão mais equilibrada. O pensamento dicotômico não é permanente — ele melhora à medida que a pessoa aprende a regular as emoções.
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Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito sincera e cheia de esperança, e fico feliz que você a tenha feito. O pensamento dicotômico no transtorno de personalidade borderline pode parecer, em alguns momentos, tão automático que dá a impressão de ser impossível de mudar. Mas ele não é um destino. Na verdade, ele é um padrão aprendido e, justamente por isso, pode ser transformado com tempo, cuidado e um acompanhamento terapêutico consistente.
O que acontece é que, quando as emoções atingem picos muito altos, o cérebro filtra a realidade de maneira mais rígida para tentar se proteger. Por isso tudo vira “tudo ou nada”, “amor ou rejeição”, “100 por cento certo ou completamente errado”. A terapia ajuda a desarmar esse reflexo emocional, criando mais espaço interno entre o que você sente e a forma como interpreta o que está acontecendo. Com o tempo, essa sensibilidade deixa de ser um gatilho para extremos e se transforma em uma presença emocional mais estável.
Talvez seja interessante observar como esse processo aparece na sua vida. Em que momentos você percebe que só enxerga duas possibilidades? O que acontece no seu corpo quando a emoção toma o comando? Depois que a tempestade passa, você costuma ver a situação de outro jeito? E quem você se sente sendo quando consegue enxergar nuances? Essas perguntas ajudam a identificar o caminho de mudança que já existe aí dentro.
O processo terapêutico, especialmente nas abordagens que costumo utilizar, trabalha justamente para reconstruir essa flexibilidade. À medida que crenças antigas vão sendo revisitadas e a regulação emocional melhora, o pensamento dicotômico perde força e dá lugar a percepções mais amplas, mais realistas e menos dolorosas. Não é algo que acontece de uma vez, mas sim como um músculo emocional que vai sendo fortalecido.
Se sentir que é o momento de começar a transformar essa forma de pensar e se relacionar consigo mesmo(a), posso te acompanhar com cuidado e clareza. Caso precise, estou à disposição.
O que acontece é que, quando as emoções atingem picos muito altos, o cérebro filtra a realidade de maneira mais rígida para tentar se proteger. Por isso tudo vira “tudo ou nada”, “amor ou rejeição”, “100 por cento certo ou completamente errado”. A terapia ajuda a desarmar esse reflexo emocional, criando mais espaço interno entre o que você sente e a forma como interpreta o que está acontecendo. Com o tempo, essa sensibilidade deixa de ser um gatilho para extremos e se transforma em uma presença emocional mais estável.
Talvez seja interessante observar como esse processo aparece na sua vida. Em que momentos você percebe que só enxerga duas possibilidades? O que acontece no seu corpo quando a emoção toma o comando? Depois que a tempestade passa, você costuma ver a situação de outro jeito? E quem você se sente sendo quando consegue enxergar nuances? Essas perguntas ajudam a identificar o caminho de mudança que já existe aí dentro.
O processo terapêutico, especialmente nas abordagens que costumo utilizar, trabalha justamente para reconstruir essa flexibilidade. À medida que crenças antigas vão sendo revisitadas e a regulação emocional melhora, o pensamento dicotômico perde força e dá lugar a percepções mais amplas, mais realistas e menos dolorosas. Não é algo que acontece de uma vez, mas sim como um músculo emocional que vai sendo fortalecido.
Se sentir que é o momento de começar a transformar essa forma de pensar e se relacionar consigo mesmo(a), posso te acompanhar com cuidado e clareza. Caso precise, estou à disposição.
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