É possível usar mindfulness para lidar com a dor crônica?

4 respostas
É possível usar mindfulness para lidar com a dor crônica?
Sim, o mindfulness pode ser muito útil para lidar com a dor crônica. A prática ajuda a observar a dor sem julgá-la, reduzindo sofrimento emocional e reatividade. Também promove regulação do estresse, maior aceitação e foco no presente, o que pode diminuir a percepção de intensidade da dor e melhorar a qualidade de vida.

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 Julia Rhenius
Psicólogo
Florianópolis
Sim, é possível — e bastante indicado. Diversos estudos mostram que a prática de mindfulness pode ajudar pessoas com dor crônica a reduzir o sofrimento associado à dor, mesmo quando a dor em si não desaparece.

Ao invés de tentar “eliminar” a dor (o que nem sempre é possível), o mindfulness ensina a mudar a forma como a mente se relaciona com ela. Isso significa:

Observar a dor com curiosidade, sem julgamento
Reduzir o ciclo de tensão, medo e resistência que agrava o sofrimento
Desenvolver mais presença e autocompaixão
Ampliar a percepção de que a dor está presente, mas não define tudo

Programas como o MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction), criados por Jon Kabat-Zinn, foram desenvolvidos justamente para isso — e têm resultados positivos em dores como fibromialgia, lombalgia, artrite e até em processos pós-operatórios.
 Aline Saramago Sahione
Psicólogo, Psicanalista, Nutricionista
Rio de Janeiro
Considero mais indicado o conceito de 'biologia da crença' e, portanto, práticas meditativas nas quais se mentaliza que a dor está saindo do corpo, ou que as suas células saudáveis estão 'consertando' as células da dor, por aí vai. Bruce Lipton relata até mesmo casos de reversão de câncer com essas técnicas de mentalização de cura. A meditação (a exemplo do mindfulness que você mencionou) sempre vai ajudar, no sentido de que vai relaxar o corpo e a mente, vai direcionar a mente para outra coisa que não a dor e, consequentemente, promoverá sim, algum alívio.
Sim. O mindfulness pode ser um recurso complementar no manejo da dor crônica, ajudando a reduzir o sofrimento associado, a tensão emocional e a reatividade diante da dor. Ele não substitui a avaliação médica, mas pode melhorar a forma como a pessoa lida com os sintomas no dia a dia.

Em geral, funciona melhor quando faz parte de um cuidado mais amplo, junto com acompanhamento médico, psicológico ou fisioterapêutico, conforme a necessidade de cada caso.

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