Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostav
Pelo o que entendi, esse amigo fingiu se declarar para você e te enviou fotos íntimas, praticando algo que pode gerar consequências legais a ele.
Com relação aos seus sentimentos, esse pesar, me parece que ele tem origens mais profundas e essa dor ser um sintoma. Sugiro que você procure por um psicólogo, para te ajudar a elaborar esses sentimentos. Além disso, tente escrever ou desenhar o que você sente; se quiser, converse com seu namorado como você se sente.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
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Quando alguém nos deseja — mesmo que a gente não deseje de volta — algo disso fica, se inscreve em nós, e às vezes retorna em momentos de insegurança ou falta. O amor que você sente pelo seu namorado não é diminuído por isso. Mas talvez a ausência de declarações recentes tenha tocado em um ponto importante para ti, e aí a lembrança volta a se insinuar.
Falar sobre isso com alguém que possa escutar sem te julgar, como um(a) psicanalista, te ajude a se sentir melhor e ter noção do que está ocorrendo.
A culpa não precisa ser o caminho. Pode haver um caminho diferente: o da escuta do que isso quer dizer de você para você mesma.
Se quiser explorar isso com mais acolhimento e profundidade, estou disponível para atendimentos psicológicos.
Na psicanálise a gente entende que os sentimentos nem sempre seguem a lógica, eles vêm de lugares profundos e muitas vezes contraditórios. Sentir culpa por isso é sinal de que você leva seu relacionamento a sério e quer cuidar dele. Mas é importante entender que pensamentos e lembranças não definem quem você é nem o quanto você ama seu parceiro.
Falar sobre essas questões em um processo terapêutico pode te ajudar a entender melhor de onde vem esse incômodo e por que ele ganhou força agora. A escuta psicanalítica não julga ela ajuda você a se escutar com mais cuidado e profundidade.
Você não está sozinha nesse tipo de sentimento e buscar ajuda já é um passo muito importante.
Na psicanálise, entendemos que nem tudo que sentimos está sob nosso controle consciente, e isso não nos torna “infieis” ou “más”. Pelo contrário: o sofrimento que você expressa mostra o quanto está implicada afetivamente na relação e o quanto deseja compreender o que se passa em si.
Mais do que tentar apagar esse pensamento, pode ser interessante se perguntar, com delicadeza: por que isso vem à tona agora? O que essa lembrança me toca, além da situação concreta? A escuta terapêutica pode ajudar muito nesse processo; para transformar a culpa em compreensão.
Se puder, considere procurar um espaço de escuta contínua. Seu sofrimento merece ser acolhido, não julgado.
Às vezes, lembranças ficam fixadas justamente porque estão ligadas a uma necessidade emocional que não está sendo completamente atendida no presente, como a falta de demonstrações de afeto que você mesma identificou. O seu incômodo pode estar mais relacionado à carência atual do que ao passado em si.
Bloquear essa pessoa foi um limite importante que você soube colocar. Agora, talvez o mais necessário seja olhar com mais compaixão para si mesma. Sentir-se culpada por algo que você não provocou, nem deseja repetir, só reforça uma rigidez interna que pode te machucar mais do que proteger. Fale sobre isso com alguém de confiança ou considere procurar apoio psicológico, se isso continuar te angustiando. Você não é uma péssima namorada, mas sim uma pessoa tentando lidar com emoções complexas com honestidade. E isso já é muito.
1. O fato de uma lembrança aparecer não significa que você deseja aquilo.
2. Você já bloqueou essa pessoa e estabeleceu um limite. Isso mostra que está protegendo sua relação. O incômodo atual provavelmente está ligado a uma carência afetiva momentânea, não a um desejo real de troca de parceiro
3. Trabalhe a culpa de forma terapêutica
A culpa, quando saudável, nos ajuda a agir de forma ética. Mas quando vira autocondenação, pode ser injusta. Você não traiu, não flertou, não alimentou um contato: apenas teve uma lembrança involuntária. Isso não é infidelidade
4. É positivo que você tenha conversado com seu namorado sobre a falta de demonstrações afetivas. Essa é uma atitude madura. Continue reforçando o diálogo, sem exigir perfeição, mas expressando como se sente.
5. Um processo terapêutico pode ajudar muito a reorganizar emoções, lidar com a culpa de forma mais justa, fortalecer sua autoestima e manter seu vínculo amoroso com mais leveza e verdade.
Você viveu uma situação inesperada, que mexeu com a sua mente em um momento de vulnerabilidade emocional no seu relacionamento. Isso não quer dizer que você quer estar com essa outra pessoa, mas sim que sua mente está tentando entender emoções mal resolvidas, enquanto lida com a falta de afeto atual.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, chamamos isso de pensamento automático associado a lacunas emocionais: quando o afeto que não estamos recebendo nos deixa mais sensíveis a lembranças ou gatilhos que antes não nos afetavam.
Você já colocou limites importantes (bloqueou, se afastou), o que mostra clareza de valores. Agora, é importante:
Não se punir por sentir
Validar que lembrar não é o mesmo que desejar
Reconhecer que essa dor pode estar sinalizando necessidades emocionais não atendidas no momento atual
Uma pergunta que pode te ajudar: O que essa lembrança está tentando me contar sobre o que estou sentindo falta hoje?
Você ama seu parceiro, e isso é nítido. Agora é hora de acolher sua própria dor sem culpa — e buscar entender o que você está precisando emocionalmente para voltar a se sentir segura e em paz dentro da relação.
Se quiser conversar mais a fundo sobre isso, estou à disposição. Você merece leveza emocional.
Na psicanálise, compreendemos que o sintoma não fala apenas do presente, mas é uma formação do inconsciente que resgata algo da história psíquica de quem sofre. O impacto dessa lembrança pode não estar ligado ao outro em si, mas ao que essa situação representa para você. Quando a palavra ou o gesto amoroso escasseiam no vínculo atual, a memória de um momento em que você foi desejada pode emergir com intensidade, mesmo sem desejo real por essa pessoa. Isso não significa infidelidade, mas um conflito interno que pede escuta.
Talvez valha pensar : o que que essa lembrança tenta te dizer sobre as suas necessidades emocionais hoje? O que te falta ser dita, escutada ou reconhecida dentro do seu próprio laço amoroso? Por que se sente tão culpada por algo que não escolheu conscientemente pensar? Essas perguntas podem abrir caminhos para você elaborar esse incômodo, que parece estar menos na situação em si e mais no modo como você se relaciona com o que sente.
A terapia é um espaço possível para dar palavra ao que hoje aparece como culpa e desconforto. Falar disso com alguém que possa escutar sem julgamento pode ser um passo importante para transformar esse mal-estar e restituir a você a posição de sujeito da sua história.
Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Pensamentos e sentimentos não são o problema em si — o problema está em como nos relacionamos com eles. Lembrar da declaração de outra pessoa, especialmente em um momento de carência no seu relacionamento atual, não faz de você uma má namorada. É apenas a mente tentando suprir uma necessidade emocional — e isso é humano.
Em vez de tentar lutar contra esses pensamentos e sentimentos, experimente observá-los com curiosidade e gentileza, sem precisar segui-los nem se definir por eles. As dores emocionais costumam ser uma lanterna para aquelas coisas que são realmente importantes para nós. Pergunte a si mesma: qual é o valor que esse meu sofrimento revela? Pelo que você compartilhou, parece que é o desejo de viver um amor profundo, romântico e cuidadoso. Esse é um valor bonito — e pode ser um ponto de partida.
Relações de longo prazo precisam ser cultivadas. O romantismo pode diminuir com o tempo, mas isso não significa que ele tenha acabado — apenas que talvez precise ser intencionalmente renovado. Podes pensar em pequenas ações para se reconectar com esse lado da relação, com afeto e criatividade.
Enfim, você não precisa se culpar por pensamentos que surgem, mas pode escolher agir com base no tipo de pessoa e de parceira que deseja ser. Isso é fidelidade no sentido mais profundo. E se os sentimentos continuarem a gerar sofrimento, conversar com um terapeuta pode ajudar a trazer mais clareza e leveza nesse processo.
Em vez de se julgar, acolha o que está sentindo. Pergunte-se com carinho: O que essa lembrança está tentando me mostrar sobre mim mesma ou sobre minhas necessidades hoje?
E se possível, busque um espaço terapêutico. Às vezes, a dor que sentimos hoje também tem raízes antigas e olhar para isso com cuidado pode ser libertador.
Com Carinho,
Juliana P Arnhold
CRP 07/40482
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Especialista em clínica médica, Médico clínico geral
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