Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostav

21 respostas
Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostava de mim, foi bonito, no tempo não me causou nada, sempre achei mais bonito as declarações do meu namorado, mas agora fico lembrando dessa declaração dele, estou num período que meu namorado não se declara tanto assim (ja conversei com ele sobre).Me dói lembrar disso, eu ja o bloqueei pq até foto intima dele ele mandou, mas lembrar de tudo isso me deixa mal e infiel no relacionamento, mesmo não querendo essa pessoa, me ajudem, queria me sentir melhor. Eu amo muito meu namorado e ele é incrível, mas me sinto uma péssima namorada. Qual a melhor forma de lidar com isso?
Olá, como vai?
Pelo o que entendi, esse amigo fingiu se declarar para você e te enviou fotos íntimas, praticando algo que pode gerar consequências legais a ele.
Com relação aos seus sentimentos, esse pesar, me parece que ele tem origens mais profundas e essa dor ser um sintoma. Sugiro que você procure por um psicólogo, para te ajudar a elaborar esses sentimentos. Além disso, tente escrever ou desenhar o que você sente; se quiser, converse com seu namorado como você se sente.
Espero ter ajudado, fico à disposição.

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Olá! A tua angústia parece estar ligada não apenas ao que aconteceu, mas ao modo como isso te afetou depois. Isso mostra que o problema não é o outro rapaz, nem o relacionamento atual em si — mas algo que se move dentro de você, e que não será resolvido só com decisões práticas (como bloquear ou conversar com o amigo).

Quando alguém nos deseja — mesmo que a gente não deseje de volta — algo disso fica, se inscreve em nós, e às vezes retorna em momentos de insegurança ou falta. O amor que você sente pelo seu namorado não é diminuído por isso. Mas talvez a ausência de declarações recentes tenha tocado em um ponto importante para ti, e aí a lembrança volta a se insinuar.

Falar sobre isso com alguém que possa escutar sem te julgar, como um(a) psicanalista, te ajude a se sentir melhor e ter noção do que está ocorrendo.

A culpa não precisa ser o caminho. Pode haver um caminho diferente: o da escuta do que isso quer dizer de você para você mesma.
É sempre importante perceber a motivação de cada atitude, se alguém "finge" um interesse com declarações bonitas, mandando fotos intimas, talvez o interesse não seja o mais preocupado com você, mas talvez te usar para o deleite próprio dele. A melhor forma de perceber o verdadeiro interesse de alguém está mais alinhado com as atitudes do que com o que se fala, pois muitas pessoas usam das palavras para manipulação. A sua necessidade de palavras de afirmação, de ser importante, ser querida, etc. é comum a todos, porém se está te movendo muito, pode ser um sinal de que precisa de um fortalecimento emocional e ,nesse sentido, um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
O que você está sentindo não define quem você é nem o amor que sente pelo seu namorado. Às vezes, quando algo falta no presente, nossa mente recorre ao passado como tentativa de preencher esse vazio. Isso não significa que você quer outra pessoa, mas sim que está lidando com uma necessidade emocional não atendida agora. A culpa pode esconder um sofrimento mais profundo, e é isso que merece ser escutado com cuidado.

Se quiser explorar isso com mais acolhimento e profundidade, estou disponível para atendimentos psicológicos.
É muito comum a mente trazer à tona lembranças que mexem com a gente especialmente quando estamos vivendo alguma falta ou frustração no presente como você mesma disse sobre sentir falta de declarações do seu namorado. Isso não significa que você quer estar com o outro rapaz ou que está sendo infiel.

Na psicanálise a gente entende que os sentimentos nem sempre seguem a lógica, eles vêm de lugares profundos e muitas vezes contraditórios. Sentir culpa por isso é sinal de que você leva seu relacionamento a sério e quer cuidar dele. Mas é importante entender que pensamentos e lembranças não definem quem você é nem o quanto você ama seu parceiro.

Falar sobre essas questões em um processo terapêutico pode te ajudar a entender melhor de onde vem esse incômodo e por que ele ganhou força agora. A escuta psicanalítica não julga ela ajuda você a se escutar com mais cuidado e profundidade.

Você não está sozinha nesse tipo de sentimento e buscar ajuda já é um passo muito importante.
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão sensível. O que você relata aponta para um conflito interno que merece ser escutado com cuidado, sem julgamentos. A culpa, nesse contexto, pode estar ligada não apenas ao fato em si, mas ao que essa lembrança desperta em você: talvez um vazio, um desejo de ser reconhecida, de sentir-se amada; especialmente em um momento em que isso parece um pouco mais escasso na relação atual.

Na psicanálise, entendemos que nem tudo que sentimos está sob nosso controle consciente, e isso não nos torna “infieis” ou “más”. Pelo contrário: o sofrimento que você expressa mostra o quanto está implicada afetivamente na relação e o quanto deseja compreender o que se passa em si.

Mais do que tentar apagar esse pensamento, pode ser interessante se perguntar, com delicadeza: por que isso vem à tona agora? O que essa lembrança me toca, além da situação concreta? A escuta terapêutica pode ajudar muito nesse processo; para transformar a culpa em compreensão.

Se puder, considere procurar um espaço de escuta contínua. Seu sofrimento merece ser acolhido, não julgado.
 Patrícia Nunes
Psicólogo
São Paulo
A sugestão é não se culpar e identificar seus reais sentimentos para com você, seu amigo e seu namorado. A terapia pode te auxiliar no processo de autoconhecimento.
Você está lidando com algo confuso. Às vezes, quando se vive uma falta ou carência no relacionamento, como a ausência de declarações ou demonstrações de afeto, o olhar pode se voltar para momentos passados em que foi possível se sentir desejada, vista ou valorizada. Isso não significa que exista um desejo por essa outra pessoa, mas talvez esteja faltando algo no presente que, naquele momento, foi atendido. Esse incômodo pode ser um sinal de que seria importante pensar em como reconstruir esse espaço de afeto dentro da relação ou conversar com o seu namorado sobre o que tem feito falta. Falar sobre as próprias necessidades não é um erro, mas um caminho de cuidado e honestidade.
O que você está sentindo é natural, principalmente em momentos em que estamos mais sensíveis ou carentes em alguma área do relacionamento. O fato de uma lembrança ter voltado à tona não significa que você deseje aquela pessoa e muito menos que está sendo infiel. Na verdade, seu desconforto com isso mostra o quanto você valoriza seu namoro e quer agir de forma coerente com seus sentimentos.
Às vezes, lembranças ficam fixadas justamente porque estão ligadas a uma necessidade emocional que não está sendo completamente atendida no presente, como a falta de demonstrações de afeto que você mesma identificou. O seu incômodo pode estar mais relacionado à carência atual do que ao passado em si.
Bloquear essa pessoa foi um limite importante que você soube colocar. Agora, talvez o mais necessário seja olhar com mais compaixão para si mesma. Sentir-se culpada por algo que você não provocou, nem deseja repetir, só reforça uma rigidez interna que pode te machucar mais do que proteger. Fale sobre isso com alguém de confiança ou considere procurar apoio psicológico, se isso continuar te angustiando. Você não é uma péssima namorada, mas sim uma pessoa tentando lidar com emoções complexas com honestidade. E isso já é muito.
Vou deixar algumas dicas para você.
1. O fato de uma lembrança aparecer não significa que você deseja aquilo.
2. Você já bloqueou essa pessoa e estabeleceu um limite. Isso mostra que está protegendo sua relação. O incômodo atual provavelmente está ligado a uma carência afetiva momentânea, não a um desejo real de troca de parceiro
3. Trabalhe a culpa de forma terapêutica
A culpa, quando saudável, nos ajuda a agir de forma ética. Mas quando vira autocondenação, pode ser injusta. Você não traiu, não flertou, não alimentou um contato: apenas teve uma lembrança involuntária. Isso não é infidelidade
4. É positivo que você tenha conversado com seu namorado sobre a falta de demonstrações afetivas. Essa é uma atitude madura. Continue reforçando o diálogo, sem exigir perfeição, mas expressando como se sente.
5. Um processo terapêutico pode ajudar muito a reorganizar emoções, lidar com a culpa de forma mais justa, fortalecer sua autoestima e manter seu vínculo amoroso com mais leveza e verdade.

Olá! Alguns pensamentos intrusivos são normais diante o repertório e situações que já aconteceram em nossa vida. Ainda mais quando há margem para comparação. Se quiser marcar um horário, podemos falar sobre essa culpa e aliviar esse sentimento. Lembre-se somos feitos de afeto! Fico à disposição!
Seria necessário entender melhor a situação, como por exemplo como reagiu a fala desse amigo e se conseguiu se posicionar quanto a estar em um relacionamento e que tem intenção de continuar com seu namorado. É importante observar como está o seu relacionamento, se há outras demonstrações de afeto do seu namorado, cada um se comporta e mostra que ama a seu modo. Outro ponto é observar como se sentia sobre seu namorado se declarar ou não antes dessa situação. Há inúmeras perguntas a responder para compreender melhor seu sentimento. Se há o sentimento de culpa, significa que você se importa e se você se sente assim pense nos motivos que a levam a amar seu namorado e decidir estar com ele. Mas em terapia ficaria bem mais fácil entender a situação e encontrar o caminho para se libertar desse sentimento.
Inicialmente, pode ser interessante buscar caminhos de autoconhecimento. Mesmo que exista amor pelo namorado, isso não impede que surjam conflitos na relação — ou até desejos por outras pessoas. Quanto ao amigo, se ele enviou fotos íntimas ou fez brincadeiras de cunho sexual sem o seu consentimento, vale a pena refletir sobre os padrões que se repetem nos seus relacionamentos, incluindo o que tem sido tolerado ou ignorado. Uma boa forma de lidar com tudo isso é se perguntando como você tem se sentido e de que maneira suas relações estão impactando seu bem-estar. Se for possível, contar com o apoio de um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante nesse processo.

 Elizangela Cabral Camargo
Psicólogo
São Miguel Do Guaporé
Olá! Obrigada por confiar e compartilhar algo tão sensível. O que você está sentindo é muito mais comum do que parece — e não significa que você é uma má namorada. Vamos entender com calma, tá?
Você viveu uma situação inesperada, que mexeu com a sua mente em um momento de vulnerabilidade emocional no seu relacionamento. Isso não quer dizer que você quer estar com essa outra pessoa, mas sim que sua mente está tentando entender emoções mal resolvidas, enquanto lida com a falta de afeto atual.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, chamamos isso de pensamento automático associado a lacunas emocionais: quando o afeto que não estamos recebendo nos deixa mais sensíveis a lembranças ou gatilhos que antes não nos afetavam.
Você já colocou limites importantes (bloqueou, se afastou), o que mostra clareza de valores. Agora, é importante:

Não se punir por sentir
Validar que lembrar não é o mesmo que desejar
Reconhecer que essa dor pode estar sinalizando necessidades emocionais não atendidas no momento atual
Uma pergunta que pode te ajudar: O que essa lembrança está tentando me contar sobre o que estou sentindo falta hoje?
Você ama seu parceiro, e isso é nítido. Agora é hora de acolher sua própria dor sem culpa — e buscar entender o que você está precisando emocionalmente para voltar a se sentir segura e em paz dentro da relação.
Se quiser conversar mais a fundo sobre isso, estou à disposição. Você merece leveza emocional.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Na psicanálise, compreendemos que o sintoma não fala apenas do presente, mas é uma formação do inconsciente que resgata algo da história psíquica de quem sofre. O impacto dessa lembrança pode não estar ligado ao outro em si, mas ao que essa situação representa para você. Quando a palavra ou o gesto amoroso escasseiam no vínculo atual, a memória de um momento em que você foi desejada pode emergir com intensidade, mesmo sem desejo real por essa pessoa. Isso não significa infidelidade, mas um conflito interno que pede escuta.
Talvez valha pensar : o que que essa lembrança tenta te dizer sobre as suas necessidades emocionais hoje? O que te falta ser dita, escutada ou reconhecida dentro do seu próprio laço amoroso? Por que se sente tão culpada por algo que não escolheu conscientemente pensar? Essas perguntas podem abrir caminhos para você elaborar esse incômodo, que parece estar menos na situação em si e mais no modo como você se relaciona com o que sente.
A terapia é um espaço possível para dar palavra ao que hoje aparece como culpa e desconforto. Falar disso com alguém que possa escutar sem julgamento pode ser um passo importante para transformar esse mal-estar e restituir a você a posição de sujeito da sua história.
Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Olá! Uma possiblidade para lidar com situações que podem lhe trazer angústia, é levar isso a um processo de terapia. É um ambiente propício para a escuta sem julgamentos, e que além do alívio de poder falar sobre essas situações, pode lhe ajudar à buscar caminhos mais claros para lidar com elas. Fico à disposição!
Olá! É compreensível que essa situação esteja te gerando desconforto. Você valoriza muito seu relacionamento e quer ser fiel não só nas atitudes, mas também nos sentimentos. Um ponto fundamental aqui é entender que não escolhemos os pensamentos ou lembranças que aparecem em nossa mente. Na verdade, fazer muita força para que eles desapareçam geralmente só aumenta sua frequência e intensidade.

Pensamentos e sentimentos não são o problema em si — o problema está em como nos relacionamos com eles. Lembrar da declaração de outra pessoa, especialmente em um momento de carência no seu relacionamento atual, não faz de você uma má namorada. É apenas a mente tentando suprir uma necessidade emocional — e isso é humano.

Em vez de tentar lutar contra esses pensamentos e sentimentos, experimente observá-los com curiosidade e gentileza, sem precisar segui-los nem se definir por eles. As dores emocionais costumam ser uma lanterna para aquelas coisas que são realmente importantes para nós. Pergunte a si mesma: qual é o valor que esse meu sofrimento revela? Pelo que você compartilhou, parece que é o desejo de viver um amor profundo, romântico e cuidadoso. Esse é um valor bonito — e pode ser um ponto de partida.

Relações de longo prazo precisam ser cultivadas. O romantismo pode diminuir com o tempo, mas isso não significa que ele tenha acabado — apenas que talvez precise ser intencionalmente renovado. Podes pensar em pequenas ações para se reconectar com esse lado da relação, com afeto e criatividade.

Enfim, você não precisa se culpar por pensamentos que surgem, mas pode escolher agir com base no tipo de pessoa e de parceira que deseja ser. Isso é fidelidade no sentido mais profundo. E se os sentimentos continuarem a gerar sofrimento, conversar com um terapeuta pode ajudar a trazer mais clareza e leveza nesse processo.
 Juliana Patrícia Arnhold
Psicólogo
Santo Antônio Da Patrulha
Olá! A lembrança dessa declaração não significa que você queira essa pessoa, mas pode estar funcionando como um "eco" emocional. Quando algo bonito que nos foi dito por outra pessoa ressurge num momento em que nosso parceiro atual está menos expressivo, isso pode ativar carências não atendidas ou necessidades afetivas em aberto.
Em vez de se julgar, acolha o que está sentindo. Pergunte-se com carinho: O que essa lembrança está tentando me mostrar sobre mim mesma ou sobre minhas necessidades hoje?
E se possível, busque um espaço terapêutico. Às vezes, a dor que sentimos hoje também tem raízes antigas e olhar para isso com cuidado pode ser libertador.

Com Carinho,
Juliana P Arnhold
CRP 07/40482
Sentir-se desconfortável ou até mesmo culpada diante de lembranças inesperadas, especialmente quando envolvem situações que ultrapassaram seus limites, é uma resposta emocional legítima, não uma falha sua. É importante lembrar que pensamentos não são ações nem fatos, e ter lembranças involuntárias não te torna infiel nem uma “péssima namorada” — pelo contrário, sua consciência e seu amor pelo relacionamento mostram o quanto você se importa. A Psicologia pode te ajudar a compreender essas emoções sem se culpar por elas, a diferenciar o que é reflexo de um momento emocional mais vulnerável e o que de fato importa para sua vida afetiva. Como psicólogo posso te apoiar nesse processo, trazendo mais clareza, autocompaixão e estratégias para lidar com o que ficou mal resolvido — inclusive fortalecendo o vínculo com seu parceiro. Você merece se sentir bem e em paz com quem é e com quem escolhe amar.
 Alessandro Felippe
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Entendo perfeitamente o seu sofrimento e a confusão que você está sentindo. Sua dor é real, e é um emaranhado de emoções: a culpa por algo que já passou, a dor de um desejo não atendido no presente, e o medo de ser uma "péssima namorada", mesmo amando seu parceiro. O que você descreve é um ciclo onde a insegurança atual, sobre a falta de declarações do seu namorado, faz com que uma memória antiga ressurja e ganhe um peso que ela não tinha antes. É como se a sua mente estivesse usando essa lembrança como um sintoma para algo que te falta agora, e isso não te faz uma pessoa infiel. O que você sente são pensamentos e emoções, não ações. O fato de você ter bloqueado essa pessoa e se sentir mal com tudo isso mostra o quanto você se importa com seu namorado e com a integridade do seu relacionamento. A melhor forma de lidar com isso não é tentar apagar a lembrança, mas sim entender por que ela está te afetando tanto agora. Um espaço de terapia pode te ajudar a desvendar essa culpa, a fortalecer sua segurança no relacionamento e a encontrar uma forma de se sentir mais leve e em paz. Se quiser, estou à disposição para conversarmos.
Sentir culpa é um sinal de que você valoriza seu relacionamento e quer ser fiel aos seus sentimentos. Lembre-se de que lembrar de algo do passado não significa agir de forma desleal. Bloquear essa pessoa foi um passo saudável para preservar seu compromisso. O que pode ajudar agora é focar na comunicação aberta com seu namorado e fortalecer a confiança entre vocês. Se essas lembranças continuarem te incomodando muito, pode ser útil conversar com um psicólogo para explorar esses sentimentos e encontrar formas de lidar com eles sem se autocríticas tão duras.

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