Existe diferença entre “estar em remissão” e “estar recuperado” no Transtorno de Personalidade Borde
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Existe diferença entre “estar em remissão” e “estar recuperado” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Oi, é um prazer te ter por aqui.
Sim. “Estar em remissão” significa que os sintomas estão reduzidos a ponto de não causar prejuízo significativo. “Estar recuperado” implica mudanças estruturais profundas, incluindo identidade mais integrada, padrões relacionais estáveis e regulação emocional consistente.
A remissão é funcional; a recuperação é estrutural.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line em todo o Brasil e presencialmente em Vitória-ES
Abraços
Sim. “Estar em remissão” significa que os sintomas estão reduzidos a ponto de não causar prejuízo significativo. “Estar recuperado” implica mudanças estruturais profundas, incluindo identidade mais integrada, padrões relacionais estáveis e regulação emocional consistente.
A remissão é funcional; a recuperação é estrutural.
Atenciosamente,
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Olá, tudo bem? Sim, existe diferença entre estar em remissão e estar recuperado no Transtorno de Personalidade Borderline, embora esses termos às vezes sejam usados de maneira pouco precisa fora do contexto clínico. A remissão geralmente se refere à redução significativa dos sintomas e dos prejuízos associados ao transtorno, enquanto a recuperação costuma envolver uma melhora mais ampla, incluindo funcionamento emocional, social, profissional, relacional e uma vida mais estável e satisfatória.
Uma pessoa pode estar em remissão porque apresenta menos crises, menor impulsividade, mais estabilidade nos vínculos e menos sofrimento intenso, mas ainda carregar algumas vulnerabilidades emocionais residuais. Já a ideia de recuperação tende a incluir não apenas a diminuição dos sintomas, mas também a capacidade de sustentar projetos, vínculos, autonomia, identidade mais integrada e recursos emocionais mais consistentes ao longo do tempo.
Uma pergunta importante é: a pessoa apenas deixou de preencher critérios mais intensos do transtorno ou passou a viver com mais liberdade interna, estabilidade e coerência com seus valores? Ela consegue lidar com frustrações, conflitos e rejeições sem voltar rapidamente a padrões antigos? Consegue construir uma vida que não esteja organizada apenas em torno do medo, da instabilidade ou da urgência emocional?
Na prática clínica, essa distinção é relevante porque alguém pode melhorar muito e ainda precisar continuar trabalhando aspectos mais profundos, como autoestima, segurança nos vínculos, regulação emocional e senso de identidade. O cuidado ético está em não transformar “recuperação” em promessa absoluta, pois cada trajetória depende da história da pessoa, do tratamento, do contexto de vida e da presença de sintomas residuais ou comorbidades.
Portanto, estar em remissão e estar recuperado não são exatamente a mesma coisa. A remissão aponta para uma melhora clínica importante, enquanto a recuperação sugere uma reorganização mais ampla da vida e do funcionamento emocional. Ambas são conquistas relevantes e merecem ser acompanhadas com cuidado, realismo e esperança responsável. Caso precise, estou à disposição.
Uma pessoa pode estar em remissão porque apresenta menos crises, menor impulsividade, mais estabilidade nos vínculos e menos sofrimento intenso, mas ainda carregar algumas vulnerabilidades emocionais residuais. Já a ideia de recuperação tende a incluir não apenas a diminuição dos sintomas, mas também a capacidade de sustentar projetos, vínculos, autonomia, identidade mais integrada e recursos emocionais mais consistentes ao longo do tempo.
Uma pergunta importante é: a pessoa apenas deixou de preencher critérios mais intensos do transtorno ou passou a viver com mais liberdade interna, estabilidade e coerência com seus valores? Ela consegue lidar com frustrações, conflitos e rejeições sem voltar rapidamente a padrões antigos? Consegue construir uma vida que não esteja organizada apenas em torno do medo, da instabilidade ou da urgência emocional?
Na prática clínica, essa distinção é relevante porque alguém pode melhorar muito e ainda precisar continuar trabalhando aspectos mais profundos, como autoestima, segurança nos vínculos, regulação emocional e senso de identidade. O cuidado ético está em não transformar “recuperação” em promessa absoluta, pois cada trajetória depende da história da pessoa, do tratamento, do contexto de vida e da presença de sintomas residuais ou comorbidades.
Portanto, estar em remissão e estar recuperado não são exatamente a mesma coisa. A remissão aponta para uma melhora clínica importante, enquanto a recuperação sugere uma reorganização mais ampla da vida e do funcionamento emocional. Ambas são conquistas relevantes e merecem ser acompanhadas com cuidado, realismo e esperança responsável. Caso precise, estou à disposição.
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