Existem diferenças entre distimia e transtorno borderline? Em ambos o tratamento medicamentoso é pra toda vida? Obrigado.
 Alber Morais Dias
Alber Morais Dias
Psiquiatra
São Paulo
São transtornos totalmente diferentes.

A distimia é definida como um transtorno persistente do humor, menos grave do que a depressão maior, porém de duração prolongada. Costuma cursar com desânimo, irritabilidade, mau humor, pessimismo, dificuldades cognitivas (por exemplo, dificuldades para tomar decisões), por, no mínimo, dois anos.

Já o transtorno de personalidade borderline caracteriza-se por um padrão de instabilidade nos relacionamentos interpessoais, sendo comuns a sensação crônica de vazio, impulsividade, irritabilidade, ideação suicida e distorções de autoimagem.

Quanto à duração do tratamento medicamentoso, é bastante variável, e depende da gravidade dos sintomas, comorbidades, etc. Psicoterapia também é indicada.

Olá! Complementando o que o colega já falou, a questão do tratamento depende muito de cada caso, sendo importante levar em consideração a gravidade dos sintomas, tempo de doença, se tem outras doenças psiquiátricas associadas, etc. Entretanto, é bem provável que em tanto no transtorno borderline (que tem a ver com a personalidade da pessoa, seu jeito de funcionar no mundo) quanto na distimia (onde o problema está no humor da pessoa) seja necessário uso da medicação por longos períodos, ou até mesmo por toda vida, não apenas para tratar os sintomas como para evitar novas recaídas.
Outra importante diferença entre as duas doenças, é que a distimia tem uma resposta melhor dos sintomas ao uso de medicamentos. No transtorno borderline conseguimos apenas amenizar alguns sintomas com as medicações, como a impulsividade e a raiva excessiva.
Para finalizar, é muito comum que o transtorno borderline venha associado a transtornos do humor, tais como a distimia, a depressão, etc.
Um abraço

Dr. Rôneo Reis Machado
Dr. Rôneo Reis Machado
Psiquiatra
Dourados
Já está bem definido nas respostas anteriores, só reforço aqui a grande importância da psicoterapia no tratamento de ambas as patologias.

Muito bem resumido pelos colegas acima. Reforço a importância da busca por psicólogo que irá contribuir significativamente na melhora do quadro, devolvendo ao indivíduo qualidade de vida. Indico a terapia cognitivo comportamental pela eficácia visto nesses transtornos. Mas considero que o indivíduo deve procu

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