Existem diferenças entre hiperfixação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e outras condi

3 respostas
Existem diferenças entre hiperfixação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e outras condições de Saúde Mental, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
 Luiz Gustavo Amadei
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
A hiperfixação pode se manifestar de formas muito distintas. No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), costuma aparecer ligada à intensidade dos vínculos e ao medo de perda; no TOC, surge como tentativa de conter a angústia por meio de repetições e rituais.
Na psicanálise, o ponto central não é a categoria diagnóstica, mas o sentido que cada pessoa dá ao que a prende — e ao que não consegue deixar ir.

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Existem diferenças importantes entre a hiperfixação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e em outras condições de saúde mental, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
A distinção é feita principalmente pela função cognitiva e emocional do comportamento, e não apenas pelo conteúdo da fixação.
Embora a hiperfixação possa aparecer em diferentes transtornos, no TPB ela está ligada à regulação emocional e medo de abandono, enquanto no TOC está associada à ansiedade, pensamentos intrusivos e busca de certeza. A distinção funcional é essencial para uma intervenção eficaz.
Existem diferenças bem marcadas na raiz e no motivo desse foco total em cada condição.

No Transtorno de Personalidade Borderline, a fixação quase sempre é em uma pessoa ou em um relacionamento. O motor aqui é a emoção. A raiz está no medo do abandono, na rejeição ou na busca por identidade. Começa com uma admiração gigante e uma busca por atenção. Se a outra pessoa se afasta, a fixação vira raiva ou desespero.

No TOC, o foco não é um interesse ou alguém, mas sim uma obsessão invasiva, como o medo de uma doença ou de que algo ruim aconteça. O motor aqui é a ameaça e a culpa. A pessoa não sente nenhum prazer nisso, ela se sente refém do pensamento e usa o ritual apenas para tentar afastar o medo e a intolerância à incerteza.

Para complementar, no TDAH e no Autismo a fixação é em assuntos, hobbies ou objetos específicos. O motor é o prazer e o interesse genuíno do cérebro pelo tema, sem o sofrimento do TOC ou a dependência emocional do Borderline.

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