Faz um tempo que venho tendo problemas com a questão de ter filhos, eu tenho 20 anos, e não tenho ne

12 respostas
Faz um tempo que venho tendo problemas com a questão de ter filhos, eu tenho 20 anos, e não tenho nenhuma vontade de ser pai, não curto, mas esse problema vem aumentando muito quando meu pai falou para mim que ele tinha engravidado uma namorada, e esse meu meio irmão já nasceu, ele tem meses, mas eu simplesmente nem quero conhecê-lo, venho enfrentando muitos problemas por causa disso, sempre quando vejo ou escuto falar de alguém que está grávida ou está tendo filhos é algo que me traumatiza, não sei porque, essa questão de eu não querer ter filhos não está sendo somente uma opção, e sim um medo patológico, que afeta minha vida, eu tenho vontade de ter namorada, mas tenho muito medo de ter uma, eu tenho vontade de viver um amor, mas eu não quero construir uma família, e não sei se vou achar alguém assim um dia nesse mundo.
Entendo! Sugiro que procure psicoterapia para discutir sobre seus medos e angústias de forma clara e aberta.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Giovanna Botini Zortea
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá! Entendo sua angústia com essa questão, mas saiba que não querer ter filho é absolutamente normal, e acredito sim que você pode encontrar uma pessoa para compartilhar a vida que tenha essa mesma pretensão que você.
Contudo, me parece que você fala de algo mais profundo, relacionado à um medo patológico de tudo que envolve gravidez. Na psicanálise, compreendemos que alguns medos "irracionais" podem estar expressando um outro sofrimento que está oculto para você, ou inconsciente. Assim, um processo de análise pode te ajudar a compreender o que está sendo simbolizado por esse medo de gravidez, que pode ter relação com fantasias suas, ideais, bem como com sua história de vida. Além disso, a psicanálise pode te proporcionar maior conhecimento sobre si mesmo de maneira geral, e isso pode te fortalecer em diversos aspectos de sua vida.
Fico à disposição!
Dra. Raquel Saturnina
Psicólogo
Ribeirão das Neves
O que você sente não te torna “estranho” ou “errado”. Muitas pessoas têm desejos diferentes em relação a ter filhos e, às vezes, isso se mistura com ansiedade e medo. O importante é perceber que esse medo está afetando sua vida seus relacionamentos, suas escolhas e até sua tranquilidade.

O que pode ajudar é conversar sobre esses sentimentos em terapia, explorando de onde vem esse medo e como ele se manifesta.

Entender melhor o que você realmente quer na vida e nos relacionamentos, sem pressão externa.

Desenvolver estratégias para lidar com ansiedade e gatilhos, para que você consiga viver relacionamentos e experiências afetivas sem ser paralisado pelo medo.

Não é sobre forçar a querer filhos, mas sobre compreender seus sentimentos, se aceitar e conseguir viver de forma mais leve, mesmo que seu desejo seja não ter filhos.

Fico a disposição!
Atenciosamente Psicologa Raquel Saturnina
lá, boa tarde.

O que você descreve não é apenas uma escolha consciente de não querer filhos, é um medo intenso e persistente associado ao tema da parentalidade, que passou a ser ativado por gatilhos específicos, como a gravidez da namorada do seu pai e o nascimento do seu meio-irmão. Pela psicologia baseada em evidências, quando um tema provoca reações emocionais desproporcionais, evitação, impacto na vida afetiva e sofrimento recorrente, falamos menos de “opinião” e mais de um processo de ansiedade.

Na TCC, entendemos que esse tipo de medo costuma se organizar em três níveis.
No nível emocional, há ativação de ameaça, angústia e sensação de invasão ou perda de controle.
No nível cognitivo, aparecem pensamentos rígidos como “ter filhos prende a vida”, “relacionamento inevitavelmente leva a filhos” ou “vou perder quem eu sou”.
No nível comportamental, surge a evitação, evitar conhecer o bebê, evitar relacionamentos, evitar até pensar no assunto, o que alivia no curto prazo, mas mantém o medo no longo prazo.

É importante diferenciar duas coisas. Não querer ter filhos é uma escolha legítima, cada vez mais reconhecida e validada socialmente. O sofrimento não está nisso. O sofrimento está no fato de que o tema passou a gerar medo, bloqueio e limitação da sua vida afetiva, algo que você não escolheu sentir.

A situação com seu pai pode ter funcionado como um gatilho simbólico importante. Para muitas pessoas, eventos assim ativam conflitos ligados a responsabilidade, liberdade, abandono, lealdades familiares ou medo de repetir histórias. Isso não significa que você esteja errado ou “quebrado”, significa que algo foi ativado e precisa ser compreendido.

Do ponto de vista terapêutico, a TCC e as terapias contextuais são indicadas para:
– Diferenciar medo aprendido de valores pessoais reais.
– Trabalhar crenças catastróficas associadas a relacionamento e parentalidade.
– Reduzir a evitação, permitindo que você se relacione sem viver sob ameaça constante.
– Construir uma visão mais flexível de vínculo, onde amar alguém não signifique automaticamente ter filhos.

Também é importante dizer que existem pessoas que desejam relacionamentos sem filhos, e isso não torna o amor menos válido. O problema agora não é encontrar essa pessoa, mas reduzir o medo para que você possa viver vínculos com mais liberdade.

Buscar psicoterapia é um passo muito indicado neste momento, justamente para que essa questão deixe de comandar suas escolhas e volte a ser algo que você decide, e não algo que o paralisa.

Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Olá, tudo bem? Entendo como esse tipo de pressão pode parecer intensa. Afinal, é muito difícil vivermos de forma diferente do que nossa família espera de nós. Esse medo e isolamento que você sente, falam mais sobre a vida que você viveu até então do que do estado do mundo. Pois há sim várias pessoas que não querem ter filho hoje em dia. Talvez o importante seja que você mude a sua vida de forma a você poder encontrar pessoas assim. Nesse sentido, eu acho que a terapia poderia te ajudar muito. Nesse processo, você pode repensar como você tem vivido, com quem você tem convívio e como essas pessoas te afetam. Caso pense em optar pelo processo, estou disponível para acompanhá-lo.
O que você está sentindo merece ser olhado com calma, porque uma coisa é não querer ter filhos por escolha e outra é perceber que esse tema virou um medo intenso que começa a afetar sua vida e seus relacionamentos. É importante lembrar que existem diferentes configurações de família e que há, sim, muitas pessoas que escolhem não ter filhos e constroem relações saudáveis dessa forma, então não querer ser pai aos 20 anos, ou até nunca, não é errado. Porém, quando ouvir sobre gravidez ou filhos te causa uma reação tão forte, quase traumática, isso pode indicar que existe algo além da simples decisão de não querer, talvez medo de responsabilidade, de perder liberdade, de repetir histórias ou até algo ligado à relação com seu pai e ao impacto da chegada do seu meio-irmão. Quando um assunto começa a gerar sofrimento constante, sobrecarga e te impede de viver outras áreas da vida, como se relacionar afetivamente, se faz importante investigar isso com mais profundidade. Você pode, sim, encontrar alguém que também não queira filhos, mas antes disso pode ser muito válido buscar acompanhamento psicológico para entender de onde vem essa angústia, diferenciar o que é escolha do que é medo e aliviar essa pressão que hoje está tomando conta de você.
Olá! Como vai? O que você descreve não é estranho nem raro, e também não significa, automaticamente, que exista algo “errado” com você.
Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), o que aparece com muita clareza é que a ideia de ter filhos deixou de ser apenas uma preferência pessoal e passou a funcionar como um estímulo altamente aversivo, capaz de gerar medo intenso, esquiva e sofrimento — especialmente após o acontecimento envolvendo seu pai. É importante diferenciar duas coisas: não querer ter filhos como escolha de vida é totalmente legítimo; o sofrimento surge quando essa escolha vira um medo patológico, que limita sua vida, seus relacionamentos e seus projetos. O fato de você desejar amar, ter uma namorada e viver um vínculo afetivo, mas sentir que isso é impossível por causa do medo de construir família, mostra que o problema não é falta de afeto ou incapacidade de se relacionar, e sim a associação automática entre relacionamento e obrigação de ter filhos.

Esse medo também pode estar ligado a conflitos mais profundos, como: Medo de repetir histórias familiares, medo de responsabilidade irreversível, sensação de perda de liberdade, raiva, confusão ou ambivalência em relação à figura paterna e ao novo meio-irmão, experiências internas que ainda não foram elaboradas emocionalmente.
Nada disso te torna uma pessoa fria ou insensível. O fato de você não querer conhecer seu meio-irmão, por exemplo, não indica falta de humanidade, mas uma tentativa de se proteger emocionalmente de algo que hoje é vivido como ameaçador.
O ponto central é: Quando o medo começa a organizar a sua vida, restringindo escolhas afetivas e gerando sofrimento constante, vale buscar ajuda. O profissional mais indicado é um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com Análise do Comportamento, ansiedade ou processos de esquiva emocional. A terapia pode ajudar a entender como esse medo se formou, o que exatamente ele protege e como flexibilizar essa resposta, para que você possa escolher seus caminhos a partir de valores — e não do pânico.
Por fim, algo muito importante: Existem, sim, pessoas que não desejam ter filhos e constroem relações amorosas satisfatórias assim. O mundo é mais diverso do que o medo faz parecer. Antes de tentar resolver todas essas respostas agora, o mais saudável é cuidar do impacto emocional que esse tema ganhou para você. Com acompanhamento adequado, é possível reduzir esse medo, recuperar liberdade de escolha e viver vínculos afetivos sem que a ideia de filhos funcione como uma ameaça constante. E sabe o que mais? Eu consigo te ajudar! Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!
Não querer ter filhos é uma escolha legítima e não significa, por si só, que exista algo errado com você. O que chama atenção no seu relato é o sofrimento, o medo intenso e a sensação de que isso virou algo traumático. Quando o tema gera ansiedade desproporcional ou interfere na sua vida e nos seus relacionamentos, pode ser importante investigar de onde vêm esses medos e crenças. Um espaço terapêutico pode ajudar a diferenciar o que é escolha pessoal do que é medo ou experiência mal elaborada. Você não precisa decidir tudo agora, mas merece entender melhor o que está sentindo para viver suas relações com mais tranquilidade.
Olá, como vai?
Parece que o seu novo irmão te mobilizou muitas questões. Ter medo de algo é algo normal, pois o medo é uma reação a algum tipo de ameaça, algo que pode desorganizar nossa vida, e um filho geraria tudo isso. Sim, há mulheres que não querem ter filhos ou gerar crianças e também têm reações expressivas com o assunto, e isso é normal. As pessoas têm desejos diferentes, e é a partir do desejo que o psicanalista pode ajudar você a trabalhar suas questões pessoais, como a relação com seu pai, mãe, madrasta e irmão; sua relação com você mesmo; o amor e seus destinos além de outros temas que você queira conversar. O importante é você se sentir acolhido, escutado e validado na sua angústia, para que mudanças possam ocorrer.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá! O que você descreve não é exagero nem frescura. Existe diferença entre não querer ter filhos (que é uma escolha legítima) e sentir um medo intenso, que gera ansiedade e começa a afetar sua vida, seus relacionamentos e suas decisões. Pelo que você relata, esse tema virou um gatilho emocional forte. A situação com seu pai e o nascimento do seu meio-irmão podem ter despertado medos mais profundos, como perder a liberdade, repetir histórias familiares ou ser colocado em um papel que você não quer. Quando isso não é elaborado, o corpo reage com ansiedade e sensação de trauma, mesmo sem você entender exatamente o motivo. Você não precisa decidir agora como será sua vida inteira, e existem sim pessoas que também não querem ter filhos. O ponto principal é cuidar desse medo para que ele não te impeça de viver um relacionamento. A terapia pode te ajudar a entender a origem disso e transformar esse medo em uma escolha consciente, e não em algo que te paralisa.
O medo de ter filhos pode ir além de uma simples escolha de não querer ser pai. Quando o tema gera angústia intensa, evitação, sofrimento ou impacto nos relacionamentos, pode estar ligado a conflitos emocionais mais profundos.
Pelo que você descreve, alguns sinais chamam atenção:
Reação emocional forte ao ouvir falar de gravidez
Evitação de contato com o meio-irmão
Medo de se envolver afetivamente por receio de formar família
sensação de “medo patológico”, não apenas decisão racional
É importante entender que não querer ter filhos é uma escolha legítima. Porém, quando isso vem acompanhado de sofrimento, ansiedade ou sensação de trauma, pode estar relacionado a:
Conflitos com a própria história familiar
Medo de repetir padrões do pai
Ansiedade sobre responsabilidade e perda de liberdade
Dificuldade em integrar desejo de amor com medo de compromisso
Esse tipo de reação não significa que há algo “errado” com você, mas indica que o tema toca em conteúdos emocionais sensíveis.
A psicoterapia pode ajudar a diferenciar o que é uma escolha consciente do que é medo ou conflito interno, permitindo que você viva relacionamentos com mais liberdade e segurança.
Se fizer sentido para você, posso te acompanhar nesse processo de autoconhecimento e organização emocional. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
 Esther Becker
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Você pode responder de forma breve, acolhedora e dentro de uma leitura psicanalítica assim:

---

O que você descreve parece ir além de uma simples escolha racional de não querer ter filhos. Quando o tema provoca medo intenso ou sofrimento, é possível que ele esteja ligado a questões emocionais mais profundas, talvez relacionadas à sua própria história familiar e às vivências com a função paterna.

Na psicanálise, entendemos que certos acontecimentos podem reativar conflitos inconscientes que ainda não foram elaborados. Buscar um espaço de escuta pode ajudá-lo a compreender melhor esses sentimentos, sem pressa de tomar decisões, mas favorecendo mais clareza e tranquilidade em relação ao seu próprio desejo.

Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!

  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.