Fui diagnosticada com TDAH já na fase adulta (mas os sintomas são desde criança), a médica passou o

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Fui diagnosticada com TDAH já na fase adulta (mas os sintomas são desde criança), a médica passou o tratamento com Lidexor 30mg, porém percebo que a medicação só age bem no primeiro dia depois da pausa do fim de semana (na segunda-feira), melhorando meu foco, minha atenção, me ajudando a me distrair menos e finalmente cumprir com as minhas tarefas que antes era impossível devido aos muitos pensamentos ao mesmo tempo. Nos dias seguintes é como se eu estivesse com "superdose" do medicamento porque o efeito é quase oposto, o foco e a atenção diminui, me dá taquicardia, inquietação interna (quase que uma ansiedade), mãos frias, e eu não consigo focar no trabalho tão bem porque sinto meu coração palpitando no peito e isso me distrai, pode ser período de adaptação ou existe a chance de precisar diminuir a dose?
Os sintomas de TDAH, por definição, começam na infância. É que, às vezes, como talvez tenha sido seu caso, são reconhecidos apenas na fase adulta. Normalmente, não se indica pausa aos finais de semana, mantendo-se o uso contínuo. Mas, certamente, esta conduta depende do seu psiquiatra, não há como saber se está correta, sem avaliar você. "Taquicardia, inquietação interna e mãos frias" ë "palpitação no peito" podem ter várias causas, não necessariamente relacionadas à medicação. Novamente, não há como saber, sem avaliar você. Porém, se o foco ("foco" e "atenção" são, basicamente, o mesmo) diminui, certamente não é por "superdosagem". Pode ser porque a dose ainda não é suficiente, que não seja a melhor medicação para seu caso ou outro motivo, não relacionado diretamente à medicação. Converse com seu psiquiatra, que conhece os detalhes de seu caso.

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Dr. Iago Koerich
Psiquiatra
Florianópolis
Pode ser, sim, tanto um período de adaptação quanto sinal de que a dose esteja acima do ideal para você — especialmente porque taquicardia, inquietação interna, palpitações e piora do foco são efeitos adversos compatíveis com superestimulação por lisdexanfetamina. O fato de você perceber melhora só na segunda-feira, após a pausa do fim de semana, sugere que a reintrodução após o “drug holiday” pode estar mudando sua tolerabilidade ao medicamento. Em adultos, não há evidência robusta sobre esse uso intermitente, então a avaliação precisa ser individualizada. Se esses sintomas persistem nos dias seguintes, existe sim a chance de ser necessário ajustar a dose, inclusive reduzir, mas isso deve ser feito com a médica que prescreveu.
Um dos efeitos colaterais mais comuns da lisdexanfetamina é o aumento da sensação de ansiedade. Efeito que tende a ser menos referido com uso de outras medicações, inclusive da atomoxetina (opção não psicoestimulante para o manejo dos sintomas relacionados ao TDAH).
Dra. Daniele  Costa Rachid Lacerda
Psiquiatra, Especialista em clínica médica
Belo Horizonte
O que você descreve é algo que pode acontecer com estimulantes no tratamento do TDAH. A lisdexanfetamina (Lidexor) costuma ter uma fase inicial de adaptação, mas o padrão que você relata, de boa resposta no primeiro dia após a pausa e depois sensação de “excesso” nos dias seguintes, merece uma análise mais cuidadosa.

Esses sintomas como taquicardia, inquietação interna, mãos frias e dificuldade de foco por desconforto físico sugerem que a dose pode estar acima do ideal para você, ou que seu organismo está sensível ao efeito estimulante contínuo. Em vez de melhorar a atenção, o excesso de ativação pode gerar justamente o efeito oposto, com ansiedade e piora da concentração.

Outra possibilidade é um efeito de “empilhamento” ou percepção mais intensa do medicamento ao longo dos dias, embora a lisdexanfetamina não costume se acumular de forma significativa. Ainda assim, a experiência subjetiva de aumento de efeitos ao longo da semana é relatada por alguns pacientes.

Isso não costuma ser apenas uma fase de adaptação quando há sintomas físicos marcantes como palpitação e desconforto. Nesses casos, frequentemente é necessário ajustar a dose, o horário ou até reconsiderar a medicação.

O mais importante é não insistir em uma dose que esteja causando esse nível de desconforto. Converse com sua médica para reavaliar, pois muitas vezes uma dose menor traz melhor equilíbrio entre benefício e tolerabilidade.

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Atenciosamente,
Dra. Daniele Lacerda

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