Meu marido se masturba e vê pornografia com muita frequência. Acaba atrapalhando a nossa relação. É

7 respostas
Meu marido se masturba e vê pornografia com muita frequência. Acaba atrapalhando a nossa relação. É normal isso?
 Clarete Galdino
Psicólogo, Sexólogo
Marília
É compreensível que essa situação esteja causando preocupação e afetando seu relacionamento. A masturbação e o consumo de pornografia podem ser normais em certa medida, mas quando começam a interferir na vida sexual e na intimidade do casal, pode ser um sinal de que algo está desequilibrado.

É importante abordar esse assunto de maneira aberta e honesta com seu marido, expressando como você se sente e como isso está impactando a relação. Pode ser útil buscar a ajuda de um terapeuta sexual ou de casal para explorar as causas subjacentes e encontrar maneiras de melhorar a comunicação e a intimidade entre vocês.

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 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
Olá, Entendo que a frequência com que seu marido se masturba e vê pornografia está afetando a relação de vocês. Vamos explorar alguns pontos importantes sobre esse tema.

-Pornografia e Vício:

O consumo frequente de pornografia pode, em alguns casos, levar a um comportamento viciante. O vício em pornografia pode causar alterações no cérebro semelhantes às observadas em outros tipos de vícios, afetando os circuitos de recompensa e prazer. Isso pode resultar em uma necessidade crescente de consumir mais pornografia para obter o mesmo nível de excitação, o que pode prejudicar a vida sexual e emocional do indivíduo.

- Consequências na Vida Sexual:

O vício em pornografia pode levar a disfunções sexuais, como dificuldades em alcançar a excitação ou o orgasmo com o parceiro. Além disso, a pornografia pode criar expectativas irreais sobre o sexo, que podem ser difíceis de serem atendidas na vida real. Isso pode gerar frustração e insatisfação no relacionamento.

- Impacto na Relação do Casal:

Para o casal, o vício em pornografia pode criar um afastamento emocional e físico. A parceira pode se sentir negligenciada ou rejeitada, o que pode afetar a autoestima e a percepção de intimidade no relacionamento. É fundamental que ambos os parceiros estejam dispostos a conversar sobre suas necessidades e preocupações de maneira aberta e honesta.

# Lidando com a Questão da Pornografia:

1. Conscientização: O primeiro passo é reconhecer o impacto que a pornografia está tendo na vida sexual e emocional. É importante que seu marido esteja ciente dos possíveis efeitos negativos e esteja disposto a buscar ajuda, se necessário.

2. Apoio Profissional: Procurar a ajuda de um terapeuta especializado em sexualidade pode ser extremamente benéfico. A terapia pode ajudar a identificar os gatilhos para o consumo excessivo de pornografia e desenvolver estratégias para reduzir esse comportamento.

3. Alternativas Saudáveis: Explorar outras formas de intimidade e prazer pode ser uma boa alternativa. Focar em atividades que fortaleçam a conexão emocional e física entre vocês pode ajudar a redescobrir a intimidade no relacionamento.

#Dinâmica do Casal:

1. Comunicação:É essencial manter um diálogo aberto e sem julgamentos sobre a sexualidade e as expectativas de cada um. Ambos precisam se sentir ouvidos e compreendidos.

2. Redescoberta da Sexualidade: Trabalhem juntos para redescobrir o prazer e a intimidade. Isso pode incluir experimentar novas práticas sexuais, fantasias e formas de conexão que sejam gratificantes para ambos.

3. Autoconhecimento: Para a parceira, é importante refletir sobre suas próprias necessidades e desejos. Entender o que traz prazer e satisfação pessoalmente pode ajudar a comunicar isso de forma mais clara ao parceiro.

4. Fortalecimento do Vínculo: Investir em atividades que fortaleçam o vínculo emocional, como passeios, hobbies compartilhados, e momentos de qualidade juntos, pode ajudar a reconstruir a conexão e a intimidade.

Ao abordar essas questões com cuidado e empatia, vocês podem encontrar caminhos para melhorar a relação e a vida sexual de ambos. A sexualidade é uma parte vital do relacionamento, e trabalhar juntos para resolver essas questões pode fortalecer ainda mais o vínculo entre vocês.

Estou aqui para ajudar no que for necessário.

Atenciosamente,
Betânia Tassis, Psicóloga
 Tânia Passos Dickie
Psicanalista, Psicólogo, Sexólogo
Petrópolis
Isso indica vício, e pode realmente atrapalhar a vida sexual de vocês. Uma terapia de casal é aconselhável. Poderá agendar comigo caso seja o desejo de ambos.
 Luiz Silverio
Psicólogo, Sexólogo
Colombo
Tenho tratado muitos homens que são viciados em pornografia, é bem comum que este vício atrapalhe a relação sexual entre o casal e, consequentemente, o relacionamento como um todo. Acredito que seja interessante vocês procurarem uma terapia sexual de casal para ajudar no problema. Qualquer coisa só mandar mensagem. Abraços
 Jeová Batista
Psicólogo, Sexólogo
Salvador
O comportamento que você descreve pode ser comum, mas não necessariamente saudável, especialmente quando começa a impactar qualidades no relacionamento do casal. O consumo frequente de pornografia e a masturbação excessiva podem criar expectativas irreais sobre a intimidação, diminuir o interesse na relação sexual conjugal e afetar a conexão

O ideal é abordar o assunto com seu marido, expressando como isso afetou você e a relação de vocês. Muitas vezes, esses comportamentos podem estar ligados a fatores como estresse, ansiedade ou até mesmo vício em pornografia, que exigem atenção

Caso o diálogo não seja suficiente, buscar ajuda de um terapeuta de casais ou sexólogo pode ajudar a explorar as causas desse comportamento e a fortalecer a relação, promovendo um equilíbrio entre vocês. Espero ter ajudado.
 Barbara Juliana Ahlert
Psicólogo, Sexólogo
Rio de Janeiro
Não é esperado que ele se masturbe e veja pornografia com muita frequencia, dependendo da situação pode ter se tornado um vicio. Conversem e busquem ajuda.
Dr. Ségismar Bergasse
Psicanalista, Sexólogo, Psicólogo
Brasília
A masturbação, por si só, não é um comportamento “anormal” — faz parte da sexualidade humana em qualquer idade. O que merece atenção, no seu caso, é que você percebe que a frequência e o contexto estão interferindo na intimidade entre vocês.

A pergunta talvez não seja apenas “é normal?”, mas também: o que está acontecendo no vínculo de vocês para que o prazer solitário esteja mais presente — ou mais atraente — do que o encontro a dois?
Será que existe espaço para que vocês conversem, sem acusação, sobre os desejos, fantasias e necessidades de cada um? Será que ambos se sentem vistos, desejados e à vontade para pedir o que gostam?

A pornografia, para algumas pessoas, pode ser um estímulo ocasional; para outras, um refúgio diante de dificuldades emocionais, inseguranças ou mesmo da falta de diálogo sobre o prazer.
Mais do que proibir ou exigir mudanças imediatas, talvez o caminho seja construir juntos um espaço onde o contato físico e emocional volte a ter força, curiosidade e novidade.

O ponto central não é apenas a masturbação, mas o que ela está dizendo — em silêncio — sobre a relação que vocês têm hoje.

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