Olá , Sou casada a 14 anos , tenho uma vida sexual ativa com meu esposo . De uns anos para cá ,

3 respostas
Olá ,

Sou casada a 14 anos , tenho uma vida sexual ativa com meu esposo . De uns anos para cá , ele vem falando umas coisas que não me sinto nada confortável e isso tora totalmente minha vontade, ele fala em me ver com outros caras , pagar viagens com acompanhantes , isso me deixa triste , já falei p ele que não gosto e ele continua falando , eu amo meu marido , mas infelizmente isso me deixa enojada quando ele fala ..Como agir?
 Marcia Lins de Oliveira
Psicólogo, Sexólogo
João Pessoa
Limites são importantes para as relações. Expor de uma forma mais enfática o seu descontentamento com este comportamento dele e asua indisponibilidade para tais práticas. Terapia individual ou de casal pode te auxiliar nisso.

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Dra. Lelah Monteiro
Psicanalista, Sexólogo
São Paulo
A terapia de casal é fundamental para que ele te compreenda.
Alguns casais passam por essa fase numa tentativa de aumnetar a libido atraves desses fetiches e depois de um tempo voltam como eram antes.
tb sugiro que agende algumas sessões individuais como sexologa poderei ajuda la a rever esse sentimento enojado ao falarem desses assuntos.
 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
Quando algo que deveria ser espaço de intimidade começa a gerar nojo, tristeza ou afastamento, isso é um sinal importante — não sobre “certo ou errado”, mas sobre limite.

Você está casada há 14 anos. Existe história, vínculo, construção. E, ao mesmo tempo, existe um ponto em que o desejo dele toca em algo que não conversa com o seu. Na terapia sistêmica, nós entendemos que o casal funciona como um sistema: o que um propõe afeta o outro. A sexualidade não é individual dentro do casamento, ela é relacional. Ela precisa ser negociada, consentida e segura para ambos.

Fantasias existem. Muitas vezes, falar sobre terceiros, ménage, acompanhantes ou voyeurismo pode estar ligado a curiosidade, excitação simbólica ou tentativa de renovar o desejo. Isso, por si só, não define caráter nem amor. Mas o ponto central não é a fantasia — é o efeito que ela produz no vínculo.

Quando você já disse que não gosta e ele continua insistindo, saímos do campo da fantasia compartilhada e entramos no campo da desconsideração do limite. E limite desrespeitado corrói o desejo. Porque desejo precisa de segurança emocional para existir.

Vale se perguntar:
– Ele fala disso como fantasia verbal ou como intenção real?
– Ele entende o impacto emocional que isso causa em você?
– Você consegue expressar o que sente sem acusar, mas também sem minimizar?

Na sexualidade humana saudável, o consentimento não é apenas físico — é psíquico. Se algo gera nojo, repulsa ou tristeza, isso precisa ser levado a sério. O corpo costuma reagir antes da razão.

Talvez o caminho não seja “aceitar” ou “proibir”, mas aprofundar a conversa:
“O que isso significa para você?”
“O que você busca quando fala nisso?”
“Você percebe o que acontece comigo quando escuto isso?”

Às vezes, por trás de fantasias mais ousadas, existe medo da rotina, insegurança, busca por validação ou tentativa de manter a excitação viva. Mas nenhuma dessas hipóteses justifica ignorar o desconforto do parceiro.

Você não está errada por se sentir enojada. Esse sentimento é uma informação. A questão agora é: vocês conseguem transformar isso em diálogo verdadeiro ou isso está criando uma fissura silenciosa no vínculo?

Se for possível, uma terapia de casal pode ajudar a mediar essa conversa, trazendo compreensão das dinâmicas e reorganizando acordos com respeito mútuo.

Porque sexualidade madura não é sobre fazer tudo.
É sobre construir algo que faça sentido para os dois.

Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica, e espero ter ajudado você a refletir.

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