Meu pai há alguns anos teve Avc. E a alguns dias tem sofrido queimação, ardência por todo o corpo, a
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Meu pai há alguns anos teve Avc. E a alguns dias tem sofrido queimação, ardência por todo o corpo, até nos olhos, boca e cabeça, resumindo o corpo tođo. Tem dias q não consegue şuportar. Os médicos não consegue diagnosticar oque ele tem.??
provavelmente dor neuropática.
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O AVC pode causar um quadro de dor crônica , às vezes se fortíssima intensidade devido a lesões em áreas do cérebro responsáveis pelo processamento da dor. na maioria das vezes são dores em apenas uma metade do corpo. Procure um neurologista para melhor avaliação do quadro pois existem medicações e orientações que podem ajudar muito no controle deste tipo de dor.
Os sintomas que você descreve — queimação, ardência e sensação dolorosa difusa em todo o corpo (inclusive em olhos, boca e cabeça) — podem estar relacionados a uma síndrome dolorosa pós-AVC, também conhecida como dor central pós-AVC (síndrome talâmica). Essa condição ocorre quando o acidente vascular cerebral afeta áreas do cérebro responsáveis pela percepção da dor e da sensibilidade, como o tálamo, tronco cerebral ou regiões corticais sensitivas. Com o tempo, o cérebro pode interpretar estímulos normais como dolorosos, gerando sensações de ardência, formigamento, queimação, frio doloroso ou pressão constante, mesmo sem lesão aparente na pele. Essa dor costuma ser intensa, contínua e de difícil controle, variando em intensidade ao longo do dia. Além disso, mudanças de temperatura, estresse e privação de sono podem agravar os sintomas. É uma condição neurológica, não psicológica, e pode ser confundida com neuropatias periféricas, fibromialgia ou reações medicamentosas. O tratamento deve ser conduzido por um neurologista especializado em dor ou doenças neuromusculares, pois não responde bem a analgésicos comuns. As terapias mais eficazes incluem medicações neuromoduladoras, como gabapentina, pregabalina, duloxetina, amitriptilina ou lamotrigina, que atuam na condução nervosa e ajudam a reequilibrar os circuitos cerebrais da dor. Em alguns casos mais resistentes, podem ser indicadas abordagens como estimulação magnética transcraniana (EMT), bloqueios anestésicos ou tratamento combinado com reabilitação e fisioterapia sensorial. Em resumo: o quadro descrito é compatível com dor neuropática central pós-AVC, uma complicação possível e bastante debilitante, que exige tratamento especializado e individualizado. Recomenda-se avaliação neurológica detalhada com revisão de exames de imagem (ressonância magnética de encéfalo) e ajuste medicamentoso direcionado à modulação da dor. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor neuropática e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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