Meu pai há alguns anos teve Avc. E a alguns dias tem sofrido queimação, ardência por todo o corpo, a

4 respostas
Meu pai há alguns anos teve Avc. E a alguns dias tem sofrido queimação, ardência por todo o corpo, até nos olhos, boca e cabeça, resumindo o corpo tođo. Tem dias q não consegue şuportar. Os médicos não consegue diagnosticar oque ele tem.??
provavelmente dor neuropática.
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Dra. Fabiana Veloso Ferreira
Neurologista
Juiz de Fora
O AVC pode causar um quadro de dor crônica , às vezes se fortíssima intensidade devido a lesões em áreas do cérebro responsáveis pelo processamento da dor. na maioria das vezes são dores em apenas uma metade do corpo. Procure um neurologista para melhor avaliação do quadro pois existem medicações e orientações que podem ajudar muito no controle deste tipo de dor.
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
São Paulo
Excelente pergunta — e muito importante, pois o quadro que você descreve — sensação de queimação, ardência difusa e dor em todo o corpo após um AVC — pode representar uma condição chamada dor central pós-AVC (ou síndrome talâmica), um tipo de dor neuropática complexa causada por lesão nas vias sensoriais do cérebro. Essa é uma das complicações mais desafiadoras e subdiagnosticadas após o AVC. Quando o AVC afeta estruturas responsáveis por processar a sensibilidade, como o tálamo, tronco cerebral ou áreas corticais sensitivas, ocorre uma espécie de “curto-circuito” nos nervos, que passam a transmitir impulsos de dor mesmo sem estímulo externo. O paciente sente queimação intensa, formigamento, ardor, calor, dor profunda ou hipersensibilidade, podendo atingir o rosto, tronco e membros, às vezes até olhos e boca, como no caso descrito. Essa dor é real e de origem neurológica, não psicológica, e costuma ser resistente a analgésicos comuns. É importante saber que nem todo médico generalista ou emergencista reconhece essa síndrome facilmente, pois os exames de imagem (como tomografia ou ressonância) podem não mostrar alterações novas — a dor decorre de disfunção elétrica nos circuitos cerebrais, não de nova lesão estrutural. O tratamento é neurológico e específico, baseado em neuromodulação da dor. Os medicamentos mais eficazes são os que agem nos circuitos nervosos centrais, como amitriptilina, duloxetina, pregabalina ou gabapentina, podendo ser associados conforme tolerância. Em alguns casos, são utilizados estimuladores magnéticos transcranianos (EMT) ou estimulação cerebral profunda em centros especializados, com bons resultados. Além disso, fisioterapia neurofuncional, reabilitação sensorial e técnicas de relaxamento (como biofeedback e meditação guiada) ajudam a modular a percepção da dor. É fundamental excluir causas adicionais — como deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo, neuropatia periférica, distúrbios metabólicos ou medicamentos que causem ardência — para não confundir diagnósticos. Em resumo: seu pai provavelmente apresenta dor central pós-AVC, uma complicação neurológica real e tratável, mas que exige acompanhamento com neurologista especializado em dor neuropática. Mesmo após anos do AVC, há tratamentos eficazes que reduzem a dor e devolvem qualidade de vida. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para definir a causa exata e ajustar o tratamento corretamente. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor neuropática e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
Os sintomas que você descreve — queimação, ardência e sensação dolorosa difusa em todo o corpo (inclusive em olhos, boca e cabeça) — podem estar relacionados a uma síndrome dolorosa pós-AVC, também conhecida como dor central pós-AVC (síndrome talâmica). Essa condição ocorre quando o acidente vascular cerebral afeta áreas do cérebro responsáveis pela percepção da dor e da sensibilidade, como o tálamo, tronco cerebral ou regiões corticais sensitivas. Com o tempo, o cérebro pode interpretar estímulos normais como dolorosos, gerando sensações de ardência, formigamento, queimação, frio doloroso ou pressão constante, mesmo sem lesão aparente na pele. Essa dor costuma ser intensa, contínua e de difícil controle, variando em intensidade ao longo do dia. Além disso, mudanças de temperatura, estresse e privação de sono podem agravar os sintomas. É uma condição neurológica, não psicológica, e pode ser confundida com neuropatias periféricas, fibromialgia ou reações medicamentosas. O tratamento deve ser conduzido por um neurologista especializado em dor ou doenças neuromusculares, pois não responde bem a analgésicos comuns. As terapias mais eficazes incluem medicações neuromoduladoras, como gabapentina, pregabalina, duloxetina, amitriptilina ou lamotrigina, que atuam na condução nervosa e ajudam a reequilibrar os circuitos cerebrais da dor. Em alguns casos mais resistentes, podem ser indicadas abordagens como estimulação magnética transcraniana (EMT), bloqueios anestésicos ou tratamento combinado com reabilitação e fisioterapia sensorial. Em resumo: o quadro descrito é compatível com dor neuropática central pós-AVC, uma complicação possível e bastante debilitante, que exige tratamento especializado e individualizado. Recomenda-se avaliação neurológica detalhada com revisão de exames de imagem (ressonância magnética de encéfalo) e ajuste medicamentoso direcionado à modulação da dor. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, dor neuropática e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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