Minha mãe teve um AVC isquêmico ela está com a visão do lado esquerdo embaçado será que a visão dela
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Minha mãe teve um AVC isquêmico ela está com a visão do lado esquerdo embaçado será que a visão dela poderá voltar?
Olá, se a área onde aconteceu o AVC for responsável pela visão e essa área morreu, não. No entanto, existem situações em que aconteceu uma redução do fluxo de sangue, gerando sintomas, mas os danos foram parciais da função. Nesses casos, existe uma melhora dos sintomas, não sendo possível precisar tempo de recuperação, frequentemente em meses.
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O tempo de reabilitação após um acidente vascular cerebral (AVC) é altamente variável e depende de múltiplos fatores, incluindo a gravidade do déficit neurológico, a idade do paciente, comorbidades, tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico), e o acesso a programas estruturados de reabilitação. A literatura demonstra que a recuperação funcional ocorre principalmente nos primeiros meses após o evento, mas pode se estender por anos em alguns casos.
A recuperação funcional é mais rápida nas primeiras semanas, com ganhos substanciais observados nos primeiros 30 dias e atingindo um platô por volta de 3 a 4 meses. Para melhor recuperação é importante uma otimização do estado de saúde. Consulte um bom médico.
A recuperação funcional é mais rápida nas primeiras semanas, com ganhos substanciais observados nos primeiros 30 dias e atingindo um platô por volta de 3 a 4 meses. Para melhor recuperação é importante uma otimização do estado de saúde. Consulte um bom médico.
Excelente pergunta — e muito importante, pois alterações visuais após um AVC isquêmico são relativamente comuns e o prognóstico depende da área cerebral afetada e da extensão da lesão.
Quando sua mãe relata visão embaçada ou perda parcial do campo visual no lado esquerdo, isso normalmente indica que o AVC atingiu regiões cerebrais relacionadas ao processamento visual, como o lobo occipital (responsável pela visão) ou as vias ópticas (que conectam o olho ao cérebro).
1. Por que a visão fica embaçada após o AVC:
Mesmo que os olhos estejam saudáveis, o AVC pode danificar as áreas cerebrais que interpretam as imagens, causando:
Perda de parte do campo visual (como metade da visão — chamada hemianopsia);
Visão dupla, embaçada ou distorcida;
Dificuldade para enxergar objetos no lado afetado;
Ou, mais raramente, negligência visual, quando o cérebro ignora estímulos daquele lado.
2. A visão pode voltar?
Em muitos casos, sim, há possibilidade de recuperação parcial ou total, especialmente nos primeiros meses após o AVC.
O cérebro tem uma capacidade chamada neuroplasticidade, que permite que outras áreas assumam parcialmente a função das regiões lesadas. A recuperação depende de:
Tamanho e localização da lesão;
Idade e saúde geral da paciente;
Tempo decorrido desde o AVC (quanto mais precoce a reabilitação, melhor o prognóstico);
Participação em terapias de reabilitação visual e neurológica.
A melhora pode ocorrer em semanas ou meses, e em alguns casos estabiliza com alguma limitação residual, mas ainda assim é possível adaptar-se bem com reabilitação específica.
3. O que pode ajudar na recuperação:
Avaliação com neurologista e oftalmologista neuro-visual, para definir se a perda é cortical (no cérebro) ou ocular;
Terapia visual e reabilitação neuro-oftalmológica, que estimula o cérebro a reaprender a processar informações visuais;
Fisioterapia e terapia ocupacional, com exercícios que integram visão, coordenação e equilíbrio;
Controle rigoroso dos fatores de risco (pressão alta, glicose, colesterol), para evitar novos eventos.
4. Quando procurar ajuda imediata:
Se houver piora súbita da visão, novos sintomas neurológicos (fraqueza, fala arrastada, confusão) ou dor intensa, é importante procurar atendimento urgente, pois pode indicar novo evento vascular.
Em resumo:
Sim, a visão pode melhorar parcial ou totalmente, dependendo da extensão e localização da lesão;
O ideal é iniciar reabilitação neuro-visual o quanto antes;
E manter acompanhamento conjunto com neurologista e oftalmologista para ajustar o tratamento e monitorar a evolução.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, reabilitação pós-AVC, medicina do sono e neuroplasticidade visual, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Quando sua mãe relata visão embaçada ou perda parcial do campo visual no lado esquerdo, isso normalmente indica que o AVC atingiu regiões cerebrais relacionadas ao processamento visual, como o lobo occipital (responsável pela visão) ou as vias ópticas (que conectam o olho ao cérebro).
1. Por que a visão fica embaçada após o AVC:
Mesmo que os olhos estejam saudáveis, o AVC pode danificar as áreas cerebrais que interpretam as imagens, causando:
Perda de parte do campo visual (como metade da visão — chamada hemianopsia);
Visão dupla, embaçada ou distorcida;
Dificuldade para enxergar objetos no lado afetado;
Ou, mais raramente, negligência visual, quando o cérebro ignora estímulos daquele lado.
2. A visão pode voltar?
Em muitos casos, sim, há possibilidade de recuperação parcial ou total, especialmente nos primeiros meses após o AVC.
O cérebro tem uma capacidade chamada neuroplasticidade, que permite que outras áreas assumam parcialmente a função das regiões lesadas. A recuperação depende de:
Tamanho e localização da lesão;
Idade e saúde geral da paciente;
Tempo decorrido desde o AVC (quanto mais precoce a reabilitação, melhor o prognóstico);
Participação em terapias de reabilitação visual e neurológica.
A melhora pode ocorrer em semanas ou meses, e em alguns casos estabiliza com alguma limitação residual, mas ainda assim é possível adaptar-se bem com reabilitação específica.
3. O que pode ajudar na recuperação:
Avaliação com neurologista e oftalmologista neuro-visual, para definir se a perda é cortical (no cérebro) ou ocular;
Terapia visual e reabilitação neuro-oftalmológica, que estimula o cérebro a reaprender a processar informações visuais;
Fisioterapia e terapia ocupacional, com exercícios que integram visão, coordenação e equilíbrio;
Controle rigoroso dos fatores de risco (pressão alta, glicose, colesterol), para evitar novos eventos.
4. Quando procurar ajuda imediata:
Se houver piora súbita da visão, novos sintomas neurológicos (fraqueza, fala arrastada, confusão) ou dor intensa, é importante procurar atendimento urgente, pois pode indicar novo evento vascular.
Em resumo:
Sim, a visão pode melhorar parcial ou totalmente, dependendo da extensão e localização da lesão;
O ideal é iniciar reabilitação neuro-visual o quanto antes;
E manter acompanhamento conjunto com neurologista e oftalmologista para ajustar o tratamento e monitorar a evolução.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, reabilitação pós-AVC, medicina do sono e neuroplasticidade visual, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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