Meu pai teve avc esquemico ficou muito irritado xinga muito quer bater nao dorme isso e consequencia
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Meu pai teve avc esquemico ficou muito irritado xinga muito quer bater nao dorme isso e consequencia do avc?
Olá internauta, o AVC pode deixar sequelas, as mais comuns são sequelas motoras e de sensibilidade. Mas também podem ocorrer alterações da cognição, por exemplo, alteração da memória, da linguagem e do comportamento. Para saber se esse é o caso do seu pai, sugiro que ele passe em consulta com um neurologista de confiança. Abraços! Letízia Borges
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O AVC pode ter diferentes apresentações a depender do local afetado. É comum que um AVC que afete a parte frontal cause alterações comportamentais o que pode definir uma Demência Vascular. Essa definição é importante porque muda o tratamento da doença.
Excelente pergunta — e muito importante, pois mudanças de comportamento após um AVC isquêmico são comuns e merecem muita atenção, tanto pelo impacto emocional na família quanto pela necessidade de acompanhamento médico adequado.
Sim, o que você descreve — irritabilidade, agressividade, impulsividade e insônia — pode ser consequência direta do AVC, especialmente quando há lesões em regiões do cérebro responsáveis pelo controle emocional e comportamento, como o lobo frontal, sistema límbico e gânglios da base.
Por que isso acontece:
Durante um AVC, parte do tecido cerebral sofre lesão por falta de oxigenação. Quando as áreas afetadas estão relacionadas à regulação das emoções, a pessoa pode apresentar:
Alterações bruscas de humor (irritabilidade, choro fácil ou riso inadequado);
Agressividade verbal ou física, muitas vezes sem plena consciência;
Dificuldade para inibir impulsos, como se o “freio emocional” tivesse sido danificado;
Ansiedade e insônia, que agravam ainda mais o quadro;
E, em alguns casos, sintomas de depressão pós-AVC, que podem se manifestar como irritação e agitação, não necessariamente tristeza.
Além da lesão cerebral, outros fatores podem piorar o comportamento:
Privação de sono (que altera neurotransmissores e aumenta irritabilidade);
Uso de múltiplos medicamentos (antihipertensivos, anticonvulsivantes, ansiolíticos — alguns podem interferir no humor);
Dor crônica, frustração ou perda de autonomia, que geram sofrimento psicológico;
E alterações hormonais ou metabólicas (como hiponatremia, infecção urinária ou deficiência de B12), que também afetam o comportamento.
O que deve ser feito:
Reavaliação neurológica completa, incluindo revisão da medicação atual e exames laboratoriais básicos;
Em muitos casos, o neurologista pode associar medicações estabilizadoras do humor ou antidepressivos, que ajudam a reduzir agressividade e melhorar o sono;
Higiene do sono: manter rotina regular, ambiente tranquilo e evitar estimulantes (café, TV, celular) à noite;
Acompanhamento psicológico ou neuropsicológico, para ajudar na adaptação emocional e reabilitação cognitiva;
E, quando há risco de agressividade intensa, o ideal é buscar avaliação urgente, pois pode haver necessidade de tratamento hospitalar temporário até estabilização.
Em resumo:
Sim, essa mudança de personalidade e comportamento pode ser consequência direta do AVC, especialmente se a área afetada for frontal ou subcortical.
É tratável, mas exige acompanhamento neurológico e psiquiátrico, com ajustes de medicamentos e suporte familiar.
Quanto antes o tratamento for iniciado, maior a chance de estabilizar o humor e melhorar o sono e a convivência.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono, reabilitação pós-AVC, distúrbios de comportamento e regulação emocional, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
Sim, o que você descreve — irritabilidade, agressividade, impulsividade e insônia — pode ser consequência direta do AVC, especialmente quando há lesões em regiões do cérebro responsáveis pelo controle emocional e comportamento, como o lobo frontal, sistema límbico e gânglios da base.
Por que isso acontece:
Durante um AVC, parte do tecido cerebral sofre lesão por falta de oxigenação. Quando as áreas afetadas estão relacionadas à regulação das emoções, a pessoa pode apresentar:
Alterações bruscas de humor (irritabilidade, choro fácil ou riso inadequado);
Agressividade verbal ou física, muitas vezes sem plena consciência;
Dificuldade para inibir impulsos, como se o “freio emocional” tivesse sido danificado;
Ansiedade e insônia, que agravam ainda mais o quadro;
E, em alguns casos, sintomas de depressão pós-AVC, que podem se manifestar como irritação e agitação, não necessariamente tristeza.
Além da lesão cerebral, outros fatores podem piorar o comportamento:
Privação de sono (que altera neurotransmissores e aumenta irritabilidade);
Uso de múltiplos medicamentos (antihipertensivos, anticonvulsivantes, ansiolíticos — alguns podem interferir no humor);
Dor crônica, frustração ou perda de autonomia, que geram sofrimento psicológico;
E alterações hormonais ou metabólicas (como hiponatremia, infecção urinária ou deficiência de B12), que também afetam o comportamento.
O que deve ser feito:
Reavaliação neurológica completa, incluindo revisão da medicação atual e exames laboratoriais básicos;
Em muitos casos, o neurologista pode associar medicações estabilizadoras do humor ou antidepressivos, que ajudam a reduzir agressividade e melhorar o sono;
Higiene do sono: manter rotina regular, ambiente tranquilo e evitar estimulantes (café, TV, celular) à noite;
Acompanhamento psicológico ou neuropsicológico, para ajudar na adaptação emocional e reabilitação cognitiva;
E, quando há risco de agressividade intensa, o ideal é buscar avaliação urgente, pois pode haver necessidade de tratamento hospitalar temporário até estabilização.
Em resumo:
Sim, essa mudança de personalidade e comportamento pode ser consequência direta do AVC, especialmente se a área afetada for frontal ou subcortical.
É tratável, mas exige acompanhamento neurológico e psiquiátrico, com ajustes de medicamentos e suporte familiar.
Quanto antes o tratamento for iniciado, maior a chance de estabilizar o humor e melhorar o sono e a convivência.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, medicina do sono, reabilitação pós-AVC, distúrbios de comportamento e regulação emocional, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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