Minha esposa é bipolar está em período de mania e pediu o divórcio, não quer mais ter contato de for

Minha esposa é bipolar está em período de mania e pediu o divórcio, não quer mais ter contato de forma alguma comigo, foi embora e me bloqueou em todos os meios. O que devo fazer?

3 respostas


Deve conversar com o psiquiatra dela e pedir orientações específicas para seu caso: várias vezes, desejos de separar-se são restritos ao episódio, momento em que a paciente geralmente não está em condições de tomar decisões responsáveis.

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Diante desta situação é importante entrar em contato com os profissionais que acompanham a sua esposa (psicólogo e psiquiatra) para entender a melhor forma de manejar a situação. Se a mesma ainda não realiza esse acompanhamento é importante entrar em contato com a rede de apoio dela para sensibilização do cuidado.


É uma situação extremamente dolorosa e desafiadora. Compreendo a angústia que você deve estar sentindo. As ações da sua esposa, como pedir o divórcio, cortar contato e ir embora, são comportamentos muito característicos de um episódio de mania no Transtorno Bipolar. Durante a mania, o julgamento da pessoa pode estar significativamente alterado, levando a decisões impulsivas, quebra de relacionamentos, gastos excessivos, comportamento de risco e uma percepção distorcida da realidade. O que ela está expressando agora provavelmente não reflete seus desejos verdadeiros quando está em um estado de estabilidade, mas sim a manifestação da doença. A recusa de contato e o bloqueio são formas de evitar o confronto ou de se manter na impulsividade característica da mania. O que você pode fazer: Priorize a segurança dela: A primeira preocupação deve ser o bem-estar e a segurança da sua esposa. Durante um episódio de mania, as pessoas podem se colocar em situações de risco financeiro, físico ou emocional. Tentar contato indireto e acionar suporte: Família e amigos próximos: Se houver familiares ou amigos em comum que ela não tenha bloqueado ou que possam ter algum contato, tente alcançá-los para verificar se ela está segura e se eles podem intervir de alguma forma. Médico psiquiatra dela: Se você tiver o contato do psiquiatra dela, é crucial informá-lo imediatamente sobre o ocorrido e o comportamento dela. O médico precisa saber para poder intervir e ajustar o tratamento, visando à estabilização do quadro. Evitar confrontos diretos: Neste momento, tentar discutir ou confrontar a decisão dela pode ser contraproducente e até agravar a situação. Ela não está em um estado de racionalidade plena para lidar com isso. Documentar: Mantenha um registro de datas, horários e detalhes dos eventos (saída de casa, bloqueio, etc.). Isso pode ser útil caso seja necessário buscar apoio legal ou psiquiátrico mais formal no futuro. Buscar apoio para você: Esta é uma situação de alto estresse. Procure suporte emocional para você, seja com amigos, família ou um profissional de saúde mental (terapeuta). É fundamental cuidar da sua própria saúde mental neste período. Questões legais (com cautela): Decisões tomadas na mania: Legalmente, decisões significativas como um divórcio podem ser questionadas se forem tomadas durante um período de incapacidade mental comprovada (como um episódio grave de mania). Consulta legal: Se ela prosseguir com ações legais de divórcio, é recomendável que você procure um advogado para entender seus direitos e as implicações de decisões tomadas por alguém em um estado de mania. No entanto, é importante lembrar que o foco inicial é a saúde dela. Perspectiva: Episódios de mania são temporários. Com o tratamento adequado (que provavelmente precisará de ajuste), ela tenderá a se estabilizar e, ao retomar a lucidez, sua percepção sobre a relação e a vida pode mudar drasticamente. Muitas pessoas se arrependem profundamente das ações e palavras ditas durante um surto de mania. Não desista dela como paciente, mas entenda que a doença está no controle no momento. O principal objetivo é que ela receba a assistência médica necessária para sair desse estado de mania.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.