Minha filha de 8 anos está com pensamentos muito negativos, tudo que ela vê de ruim na tv, rua ou in

21 respostas
Minha filha de 8 anos está com pensamentos muito negativos, tudo que ela vê de ruim na tv, rua ou internet ela diz que pensa que é ela ou a maioria das vezes eu, ela já até chegou a dizer que queria que eu morresse igual a avó dela.
Após a partida da vó esses pensamentos vieram.
Todas as vezes que ela vê um personagem feio ou uma pessoa (diferente) ela diz que sou eu, sempre coloca desfeitos em mim.
Não sei mais como fazer, já conversei muito com ela mais não resolveu, sou uma mãe muito presente e cuidadosa.
Me ajudem por favor ando muito triste com toda essa situação .
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Imagino o quanto essa situação está sendo difícil pra você, especialmente ao perceber sua filha manifestando pensamentos tão negativos após a perda da avó. A perda de uma figura significativa muitas vezes impacta profundamente as crianças, e essas manifestações negativas podem ser a forma que o cérebro dela está encontrando para expressar emoções complexas, como dor, medo, insegurança e até mesmo raiva.

Quando uma criança atravessa uma situação de luto, é comum que algumas emoções difíceis apareçam disfarçadas em críticas, provocações ou pensamentos negativos direcionados a pessoas próximas, especialmente aquelas com quem têm vínculos mais fortes. É como se, na ausência de palavras para explicar o que sente, o cérebro dela encontrasse outros caminhos para comunicar o sofrimento. Pensando nisso, você já reparou em quais momentos esses comportamentos aparecem com maior intensidade? Ela costuma expressar outras emoções além das críticas?

Seria importante considerar a possibilidade de conversar com um profissional especializado, como um psicólogo infantil ou até mesmo um psiquiatra infantil, para uma avaliação mais detalhada, se for necessário. No contexto terapêutico, seria possível ajudá-la a elaborar esses sentimentos de maneira saudável, permitindo que ela desenvolva ferramentas emocionais para enfrentar essa perda tão significativa.

Nesse processo, seu papel como mãe é fundamental e, apesar de ser desafiador lidar com essas críticas, lembre-se que essa é uma expressão do sofrimento que ela não consegue nomear de outra maneira. Como você tem cuidado também da sua própria saúde emocional diante disso? De que forma você pode se fortalecer para apoiar melhor sua filha neste momento delicado?

Caso precise, estou à disposição.

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Olá! Antes de tudo, quero acolher a sua dor e a sua preocupação é muito compreensível que essa situação esteja te deixando triste, especialmente sendo uma mãe tão presente e cuidadosa como você demonstra ser.
O que você descreve pode estar relacionado a um processo de luto e confusão emocional que sua filha está vivenciando após a perda da avó. Crianças de 8 anos ainda estão em fase de desenvolvimento emocional e cognitivo, e muitas vezes expressam sentimentos difíceis de formas que não conseguem explicar com clareza. Esses pensamentos negativos e falas podem ser tentativas (ainda que desorganizadas) de lidar com a dor, o medo da perda e a insegurança.
É importante ressaltar que isso não significa falta de afeto ou rejeição real por você, mas sim um reflexo do sofrimento que ela ainda não sabe nomear nem controlar. A presença constante desses pensamentos e o impacto que estão gerando sugerem que pode ser muito benéfico buscar o apoio de um psicólogo infantil, que possa ajudá-la a elaborar esse luto e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com suas emoções.
O acompanhamento psicológico pode ser um grande aliado nesse momento para toda a família.
 Michelle Novello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Após a perda de alguém importante, como uma avó, é comum que crianças apresentem comportamentos confusos ou falas agressivas. Esses sinais podem ser formas de expressar sentimentos difíceis ligados ao luto, como medo, raiva ou tristeza. A psicanálise infantil oferece um espaço de escuta e elaboração, ajudando a criança a dar sentido ao que sente. O acompanhamento terapêutico também pode acolher a dor dos pais, que muitas vezes sofrem junto com os filhos.
 Rafaella Hoffmeister
Psicólogo
Torres
Olá, entendo sua dor e preocupação. O que você relata pode estar relacionado ao luto infantil e à dificuldade da sua filha em lidar com a perda da avó. Nessa idade, sentimentos intensos muitas vezes aparecem como comportamentos difíceis ou pensamentos negativos. Quando ela direciona isso a você, não significa rejeição — a mãe é, muitas vezes, a figura com quem ela mais se conecta e também a que mais teme perder. Esses pensamentos não são culpa dela, nem sua, mas indicam que ela precisa de apoio psicológico para entender e expressar o que sente. Buscar ajuda profissional é um passo importante e necessário. Você não está sozinha.
Obrigada por compartilhar esse relato com tanta honestidade e sensibilidade. Situações como essa são, sim, muito difíceis — e a sua busca por ajuda mostra o quanto há cuidado, presença e afeto nessa relação.

Quando uma criança passa por uma perda significativa, como a morte de uma avó, é comum que ela manifeste seu luto de formas que nem sempre parecem diretamente ligadas à tristeza. A raiva, a confusão, o medo e a sensação de desamparo podem aparecer através de comportamentos negativos, projeções ou falas agressivas — muitas vezes direcionadas justamente à figura com quem ela mais tem vínculo e segurança: a mãe.

A criança ainda está desenvolvendo seus recursos emocionais e simbólicos, por isso pode usar o que está ao alcance — como personagens ou imagens da mídia — para tentar dar forma ao que sente por dentro. Quando ela diz, por exemplo, que alguém "feio" é a mãe, ou deseja algo ruim, pode estar expressando raiva reprimida, medo da perda ou até mesmo culpa por sentimentos que ela mesma não compreende. São expressões que soam duras, mas que não devem ser interpretadas ao pé da letra.

É fundamental entender que esses comportamentos são um sinal de que algo está difícil de ser elaborado internamente. Não se trata de desamor, nem de falha materna — muito pelo contrário. Justamente porque há vínculo, afeto e presença, esse conteúdo inconsciente encontra um “lugar seguro” para emergir.

Nesse momento, o mais indicado é que a criança possa contar com um espaço terapêutico, onde consiga elaborar essas emoções com apoio profissional. A psicoterapia infantil oferece recursos lúdicos e simbólicos para que ela possa transformar essas expressões em compreensão emocional — ajudando-a a nomear, organizar e aliviar o que está sentindo.

Também pode ser muito importante que a mãe tenha um espaço de escuta nesse processo, tanto para acolher a própria dor quanto para se fortalecer emocionalmente. Cuidar de quem cuida também é parte do processo terapêutico.

Esse tipo de manifestação, embora preocupante, é tratável. E quanto antes for acolhido, melhor o prognóstico para o desenvolvimento emocional da criança e para a relação entre vocês.

Caso precise, posso orientar sobre os primeiros passos para iniciar esse acompanhamento. Você não está sozinha. Há ajuda, há caminho e há possibilidade de transformação.
Muitas reações das crianças tem relação com os ambientes onde elas convivem. É comum que a criança desenvolva, por exemplo, medo de certas coisas percebendo o medo dos pais, seja crítica como alguém crítico que convive com ela, fale muitos palavrões por ver outros falando, seja agressiva por conviver em um ambiente agressivo, etc. É comum também, como pais, repetirmos com os nossos filhos coisas que vimos nossos pais fazerem, mesmo que não gostamos do que nossos pais nos fizeram. Se você percebe que está repetindo, coisas que não gosta, com sua filha o que passou com seus pais ou cuidadores, é interessante buscar ajuda de uma psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para entender o que está acontecendo e te ajudar a elaborar as necessidades percebidas.
 Matheus Vieira
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Penso que pode ser adequado sua filho iniciar um processo de psicoterapia, o falecimento da avó pode ser uma questão a ser trabalhada com ela.
O que você relata parece estar ligado a um luto que sua filha ainda não conseguiu elaborar. A perda da avó pode ter mobilizado fantasias inconscientes intensas, que agora se manifestam através de pensamentos negativos e projeções voltadas principalmente para você, figura central de afeto e segurança. Na criança, é comum que sentimentos ambivalentes (amor e raiva) surjam de forma confusa e até agressiva, especialmente quando ela não consegue simbolizar o que está sentindo. Um espaço terapêutico seria importante para que esses afetos possam ser escutados, nomeados e transformados em algo menos angustiante, para ela e também para você.
Sinto muito por esse momento tão difícil. A perda da avó pode ter despertado sentimentos confusos na sua filha, e os pensamentos negativos podem ser uma forma de expressar essa dor. Mesmo com todo o seu cuidado, que é muito valioso, pode ser necessário o apoio de um psicólogo infantil para ajudá-la a elaborar esse luto. Você não está sozinha. Buscar ajuda é um passo importante. Estou à disposição.
 Silvia Coutinho
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, não dá para definir o que está acontecendo com sua filha sem escutá-la, mas um ponto importante para você considerar é que por mais que ela esteja "colocando defeitos"em você, dirigindo algo "ruim"para você , esse é um movimento de algum conflito psíquico que é dela e não significa que de fato ela te situa como uma mãe "ruim", nem que deseja sua morte. Imagino que deve estar difícil para você, mas tente fazer essa separação. O nosso psiquismo, diante de um ponto de muita angústia (e você já escutou que tem algo relativo a morte da avó), para se defender e minimamente suportar algo que está muito "ruim" e difícil pode localizar algo disso nas pessoas que são mais primordiais na nossa vida. Então escute isso que ela está dizendo como uma expressão de um desafio interno dela. A morte da avó pode ter gerado uma pergunta sobre a vida dela, a sua vida, sobre como ela pode contar com você, sobre o risco de perder você ou outras pessoas, enfim, não dá para identificar sem escutá-la... Caso você perceba que essa situação está persistente e gerando um impacto para ela será interessante buscar um atendimento psicológico.
Olá! Antes de tudo, receba meu acolhimento. O que você está vivendo é profundamente doloroso e desafiador para qualquer mãe. Sua tristeza é legítima e compreensível.

Pelos sinais que você descreve, é possível que sua filha esteja manifestando uma reação psíquica complexa ao luto, misturada com conteúdos internalizados que ela ainda não consegue elaborar emocionalmente. O cérebro infantil, aos 8 anos, está em uma fase de intensa atividade imaginativa e ainda com pouca maturidade para lidar com temas como morte, perda, rejeição e medo.

Quando uma criança começa a associar figuras negativas a pessoas próximas (como você, a mãe), isso pode ser um mecanismo simbólico inconsciente de expressão do medo, raiva, insegurança ou culpa, algo que ela sente mas não sabe verbalizar com clareza. Também é comum que emoções não compreendidas sejam “projetadas” nos pais, especialmente na mãe, por ser a figura de maior vínculo e segurança.

É essencial compreender que esse tipo de comportamento não é “birra” ou maldade, mas sim um sinal de sofrimento psíquico real, que precisa de cuidado clínico especializado. O luto pela avó provavelmente foi o gatilho inicial, mas o padrão que se instalou pode indicar risco de agravamento se não for tratado.

Minha orientação objetiva: procure o quanto antes uma avaliação com um(a) psicólogo(a) infantil com experiência em luto e regulação emocional. A criança precisa de um espaço terapêutico seguro para elaborar o que está sentindo e construir formas mais saudáveis de se expressar.

Você, como mãe, também merece acolhimento e orientação nesse processo. Seu cuidado e presença são fundamentais e agora é hora de contar com suporte profissional para não carregar isso sozinha.

Estou à disposição, caso queira uma avaliação inicial ou mais orientações personalizadas.
Sinto muito pela situação em que sua filha se encontra e pelo tanto que está interferindo na relação de vocês. É bem interessante que você procure um profissional da psicologia pra fazer atendimento presencial com tua filha o quanto antes. Mas sugiro que você procure suporte pra você também. Nunca é fácil perder um pai ou mãe e talvez sua filha esteja refletindo uma instabilidade emocional sua que você não esteja percebendo que está reproduzindo. Parentalidade é difícil mesmo, nunca para de ter desafios.
 Giulia Molossi Carneiro
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Primeiro, sinto muito pelo que você está passando. Não é fácil para uma mãe ouvir algo assim da própria filha. Se você já tentou conversar com ela e isso não ajudou, talvez outras pessoas da família — em quem ela confie e por quem tenha respeito — possam tentar dialogar com ela também. A perda da avó parece ter sido algo muito significativo para sua filha, e talvez ela ainda esteja tentando entender e lidar com isso. É difícil dizer muito mais diante de uma situação tão delicada, especialmente quando envolve uma criança, mas acredito que você se beneficiaria de conversar com alguém que possa acompanhar o caso mais de perto.
Olá! Aconselho a procura de profissional especializado (psicólogo e se necessário psiquiatra). São varias as possibilidades, desde um processo de luto pela perda da avó até outras condições que somente em atendimento especializado pode-se identificar.
Olá, muito importante sua mensagem. O processo de elaboração do luto é singular, cada pessoa lida com esse fenômeno de um jeito, e as crianças também. Por vezes vão fazer questionamentos, relacionar com desenhos, trazer o conteúdo na brincadeira. Por vezes podem fazer perguntas ou afirmações um tanto estranhas para o jeito de pensar do adulto. O importante é poder criar ambientes em que a criança possa sentir confiança em realizar essas elaborações. Nem sempre as mães e responsáveis tem as respostas para tudo, e está tudo bem. As vezes o acompanhamento psicológico para pessoas (crianças, adolescentes, adultos...) que estão vivendo um luto pode ser importante.
Olá, como vai?
Sugiro você levar sua filha para o CAPSi mais próximo, para ela ser avaliada. Aparentemente ela está elaborando o luto da avó de uma forma não muito saudável, porém é a maneira que ela consegue no momento. No CAPSi ela pode participar de grupos de crianças para regular as emocções, elaborar regras e sentimentos. Ela está passando por um momento significativo, é necessário ter paciência e aguentar. Se você aguentar, subjetivamente ela vai compreender que o laço de vocês duas é muito forte. Espero ter te ajudado, fico à disposição.
O que sua filha está expressando pode ser muito angustiante para você, e é compreensível que se sinta triste diante de falas tão difíceis. Mas é importante olhar para esses comportamentos não como uma rejeição a você, mas como uma tentativa, ainda imatura, de lidar com algo muito confuso e doloroso para ela: a perda da avó.
Crianças nessa idade nem sempre conseguem elaborar o luto ou as emoções intensas de forma clara. Às vezes, elas projetam esse sofrimento em quem está mais próximo, especialmente em figuras de vínculo forte, como a mãe. Isso não significa que ela queira te ferir. Ao contrário, pode ser justamente um sinal de que você é seu porto seguro, alguém com quem ela pode “descarregar” o que não entende ou não consegue simbolizar sozinha.
Esses pensamentos negativos, as associações com coisas feias ou assustadoras e até mesmo a fala sobre a morte, são formas de expressão simbólica de algo que ela ainda não consegue nomear ou entender emocionalmente. Por isso, apenas conversar nem sempre é suficiente: ela pode precisar de ajuda especializada para lidar com esse turbilhão interno.
Um acompanhamento psicológico infantil pode ser muito importante neste momento. Através do brincar e de recursos próprios da linguagem infantil, a psicoterapia ajuda a criança a expressar sua dor de forma mais saudável, compreendendo e ressignificando essas fantasias e sentimentos.
Buscar apoio nesse momento é um passo muito importante para cuidar não só da sua filha, mas também de você.
Oi, quanto sua preocupação revela cuidado e amor pela sua filha. O luto na infância pode se manifestar de formas diversas e, por vezes, inesperadas. Pensamentos negativos, projeções e falas que parecem duras são, muitas vezes, tentativas da criança de compreender perdas profundas e sentimentos difíceis para as quais ainda não tem palavras ou maturidade emocional.

Segundo Maria Helena Pereira Franco, autora de “Luto na Infância: Um Guia para Pais e Educadores”, as crianças nem sempre expressam o luto de maneira direta; podem apresentar comportamentos desafiadores, fala agressiva ou associações negativas, especialmente quando lidam com a ausência de figuras significativas. A forma como sua filha projeta imagens negativas em você pode ser, inconscientemente, uma expressão do medo de perder quem ama ou da dificuldade de gerir sentimentos de raiva, saudade e insegurança após a partida da avó.

O livro “O Luto na Infância e na Adolescência”, de Telma Pantano, destaca que conversar de modo claro, afetuoso e sem julgamentos é fundamental. Acolha os sentimentos da sua filha, mostre que entende sua dor e ofereça espaço para que ela possa nomear, desenhar ou brincar sobre o que sente. Recomenda-se, ainda, o uso de histórias infantis como “O Coração e a Garrafa” (Oliver Jeffers) e “Para Onde Vai o Amor?” (Anna Claudia Ramos), que tratam do luto de forma sensível e ajudam as crianças a elaborarem a perda.

Se sentir que a situação persiste ou se intensifica, não hesite em buscar apoio psicológico especializado. Psicólogos/as infantis são preparados para ajudar crianças e famílias a atravessarem processos de luto de maneira menos dolorosa e mais saudável. O diálogo, a escuta ativa e o acolhimento sem julgamentos são os caminhos mais potentes para que sua filha transforme essa dor em crescimento e resiliência.

Você não está sozinha nesse desafio, buscar apoio mostra sua força e cuidado. Cuidar de si mesma nesse processo também é essencial, pois crianças percebem e se beneficiam de adultos que conseguem acolher e elaborar suas próprias emoções.

Se estiver em sofrimento, dúvida, tiver mais questões sobre psicoterapia ou precisar demais informações sobre processos de avaliação, estratégias de intervenção, psicoterapia, direitos ou recursos disponíveis, estou à disposição para ajudar. O diálogo aberto contribui para construir caminhos mais inclusivos e humanos.
Abraços
 Andressa Peralta
Psicólogo
Porto Alegre
Sinto muito que esteja passando por isso. Pelo seu relato, sua filha apresenta algumas características de sintomas depressivos (humor negativo, desesperança) e se eles iniciaram após a perda da avó, pode estar passando por um processo de luto, o que explicaria esse quadro. Agende uma sessão de psicoterapia para avaliá-la melhor e poderem ter uma relação mais próxima novamente. Fico à disposição! @psico.andressaperalta
O que sua filha está vivendo pode ser uma forma dela tentar lidar com o luto e o medo, expressando em palavras e imagens o que ainda não sabe organizar por dentro. Crianças muitas vezes externalizam a dor projetando seus sentimentos em pessoas próximas, especialmente na figura da mãe, que representa segurança e proteção. Isso não significa que ela realmente pensa isso, mas que está em sofrimento.

Você está fazendo o que pode com seu cuidado e presença, e isso já é muito importante. Porém, quando esses pensamentos se repetem e trazem tanta angústia, um acompanhamento psicológico pode ser fundamental para ajudar sua filha a elaborar essas emoções difíceis com apoio profissional.
 Patrícia Nunes
Psicólogo
São Paulo
Mãe, talvez sua filha ainda não superou o luto pela morte da avó. Quais os programas televisivos que ela tem acesso? Ela convive com outras crianças de sua idade (além da escola)? Qual a rotina da família? A terapia pode auxliá-los a compreender o que está acontecendo e encontrar formas de melhorar o relacionamento mãe e filha. Estou a disposição.

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