Minha filha teve guillain barre em consequência de Dengue e gostaria de saber se pode ter novamente?

4 respostas
Minha filha teve guillain barre em consequência de Dengue e gostaria de saber se pode ter novamente?
Dra. Claudia Maria Miranda Santos
Neurologista, Neurologista pediátrico
Rio de Janeiro
Embora seja muito raro, pode acontecer a recorrencia da sindrome de Guillaim Barre apos outras viroses. É necessario mante o contato do neuroloigsta que a acompanhou.

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Dra. Beatriz Rivera
Neurologista
Duque de Caxias
Normalmente Guillain-Barré não costuma ser recorrente. Quem tem 1 vez não costuma ter novamente.
Boa recuperação pra ela!
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
São Paulo
Excelente pergunta — e muito importante, pois o síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma condição neurológica autoimune em que o sistema imunológico, após uma infecção, ataca temporariamente os nervos periféricos, causando fraqueza muscular progressiva, formigamento e, às vezes, paralisia. Quando o episódio ocorre após uma infecção viral, como a dengue, trata-se de uma resposta imunológica cruzada, e felizmente, na grande maioria dos casos, não se repete. A recidiva da síndrome de Guillain-Barré é rara, acontecendo em menos de 5% dos pacientes. Quando ocorre, geralmente está relacionada a uma nova infecção viral ou bacteriana intensa, ou a uma predisposição imunológica individual. No caso da dengue, o risco de recorrência é ainda menor, pois a resposta autoimune tende a ser autolimitada e específica ao subtipo viral que desencadeou o quadro inicial. Após a recuperação completa, o sistema imunológico costuma “reaprender” a diferenciar o tecido nervoso de antígenos virais, o que reduz bastante a chance de nova inflamação nervosa. No entanto, alguns cuidados ajudam a proteger contra recaídas ou sintomas residuais: manter hidratação e imunidade adequadas, tratar prontamente infecções virais e bacterianas, evitar vacinas ou medicamentos imunomoduladores sem orientação médica, e manter acompanhamento neurológico periódico, especialmente se houver qualquer sensação de fraqueza, dormência ou dor neuropática recorrente. Em alguns pacientes, pode persistir leve sensibilidade ou dor nos pés e mãos, o que não significa uma recaída, mas sim sequelas nervosas residuais, que podem ser controladas com fisioterapia e suplementação neuroprotetora (como complexo B ou ácido alfa-lipóico, se indicado pelo médico). Em resumo: sua filha pode levar uma vida normal, pois a recorrência do Guillain-Barré após dengue é muito rara. O mais importante é manter acompanhamento neurológico e vigilância de novos sintomas, garantindo tratamento precoce se algo reaparecer. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para garantir segurança e prevenir complicações. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças autoimunes do sistema nervoso e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
 Mariana Ribeiro
Neurologista
Rio de Janeiro
A Síndrome de Guillain-Barré pode, em casos raros, recorrer, mas isso é incomum. Na maioria das pessoas, o quadro acontece apenas uma vez. É importante manter o acompanhamento neurológico e comunicar qualquer novo sintoma de fraqueza, dormência ou formigamento. O (a) neurologista deve avaliar o caso da sua filha presencialmente, a fim de entender melhor o seu histórico clínico e orientar sobre o risco individual e o seguimento mais adequado.

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