Meu pai teve SGB em novembro/2025, ficou hospitalizado por 11 dias ( em 72 h sem tratamento ele ja e
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Meu pai teve SGB em novembro/2025, ficou hospitalizado por 11 dias ( em 72 h sem tratamento ele ja estava sem movimentação de braços e pernas ), saiu recuperado do hospital, fazendo uso de cadeira de rodas. Hoje ele faz hidroterapia e fisioterapia pois marcha não foi restaurada. É muito cedo para a recuperação completa ? Ainda não realizamos a eletroneuromiografia. Com pouco menos de um mês em casa, ele teve TVP em perna esquerda, faz uso de apixabana, vit B, duloxetina.
A síndrome de Guillain-Barré (SGB) pode evoluir de forma rápida e grave na fase inicial, mas a recuperação costuma ser lenta e progressiva, especialmente nos casos mais severos, como o que você descreve.
Dados de acompanhamento de longo prazo mostram que cerca de 80% dos pacientes voltam a caminhar de forma independente, e mais da metade apresenta recuperação completa ao longo do primeiro ano. Por isso, nas primeiras semanas ou meses após a fase aguda, a ausência de recuperação completa ainda está dentro do curso esperado, especialmente em quadros graves, e não indica necessariamente sequela definitiva.
A eletroneuromiografia pode ajudar a caracterizar o tipo de acometimento dos nervos e fornecer informações prognósticas, principalmente após algumas semanas de evolução. De forma geral, a presença de melhora clínica ao longo do tempo é compatível com evolução favorável, mas o ritmo de recuperação varia bastante entre os pacientes.
Complicações associadas à imobilidade, como trombose venosa profunda, infelizmente podem ocorrer nessa fase e precisam ser tratadas, como já está sendo feito. O acompanhamento neurológico regular e a fisioterapia continuam sendo fundamentais para a recuperação ao longo do tempo.
Cada caso tem sua própria evolução, e a avaliação individual permite ajustar expectativas e cuidados de forma adequada. Espero ter ajudado.
Dados de acompanhamento de longo prazo mostram que cerca de 80% dos pacientes voltam a caminhar de forma independente, e mais da metade apresenta recuperação completa ao longo do primeiro ano. Por isso, nas primeiras semanas ou meses após a fase aguda, a ausência de recuperação completa ainda está dentro do curso esperado, especialmente em quadros graves, e não indica necessariamente sequela definitiva.
A eletroneuromiografia pode ajudar a caracterizar o tipo de acometimento dos nervos e fornecer informações prognósticas, principalmente após algumas semanas de evolução. De forma geral, a presença de melhora clínica ao longo do tempo é compatível com evolução favorável, mas o ritmo de recuperação varia bastante entre os pacientes.
Complicações associadas à imobilidade, como trombose venosa profunda, infelizmente podem ocorrer nessa fase e precisam ser tratadas, como já está sendo feito. O acompanhamento neurológico regular e a fisioterapia continuam sendo fundamentais para a recuperação ao longo do tempo.
Cada caso tem sua própria evolução, e a avaliação individual permite ajustar expectativas e cuidados de forma adequada. Espero ter ajudado.
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