Fui diagnosticada pela síndrome de guilan barré em abril de 2017 , fiquei tetraplégica em 24 horas ,

3 respostas
Fui diagnosticada pela síndrome de guilan barré em abril de 2017 , fiquei tetraplégica em 24 horas , uti, dois ciclos de imunoglobulina, 10 meses sem andar , hoje estou andando com muletas, faço fisioterapia, gostaria de saber em relação ao equilíbrio, poderá volta ao normal?
Dra. Rebeca Liebich Gusmão Gigante
Neurologista
Campo Grande
Não existe uma regra quanto a resposta à re-habilitação após Sd Guillain barrè. No entanto, o acompanhamento de perto com fisioterapeuta especializado em doenças neurológicas + neurologista + terapeuta ocupacional pode acelerar sua melhora, visto que trabalhando em equipe podem traçando planos conjuntos - como treino de marcha, controle de dor ou re-adequação de função.

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Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Olá! Sua pergunta é muito importante e inspira admiração pela sua trajetória de recuperação — enfrentar uma Síndrome de Guillain-Barré (SGB) e readquirir movimentos após um quadro tão grave é um enorme progresso.

A SGB é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca temporariamente os nervos periféricos, causando fraqueza, perda de reflexos e alterações de sensibilidade. Mesmo após o controle da fase aguda, a recuperação neurológica pode levar meses ou anos, e o ritmo varia muito entre os pacientes.

O equilíbrio, em especial, pode demorar mais a retornar ao normal, porque depende da integração de três sistemas: força muscular, coordenação cerebelar e função proprioceptiva (a capacidade do corpo perceber a posição dos membros no espaço). A SGB costuma afetar justamente essa via sensorial, por isso o corpo precisa reaprender a se estabilizar e reajustar os movimentos.

Em muitos casos, com o tempo e com fisioterapia neurológica intensiva, ocorre melhora significativa — inclusive do equilíbrio. Porém, a recuperação pode ser parcial ou total, dependendo do grau de regeneração das fibras nervosas. Mesmo quando há sequelas residuais, o cérebro tem grande capacidade de adaptação, e o trabalho fisioterapêutico, associado a exercícios de equilíbrio, fortalecimento e treino funcional, pode compensar eventuais limitações.

É essencial manter acompanhamento com neurologista e fisioterapeuta especializados em reabilitação neuromuscular, pois eles ajustam o ritmo dos exercícios e identificam precocemente ganhos e pontos que ainda podem melhorar.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso de Guillain-Barré tem evolução própria e merece acompanhamento contínuo e personalizado.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, oferecendo atendimento presencial em Cuiabá e São Paulo e consultas online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e reabilitação neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença autoimune que causa inflamação e desmielinização dos nervos periféricos, levando à perda temporária da força e da sensibilidade. O fato de você ter evoluído de um quadro grave e rápido (tetraplegia em 24h) para conseguir andar com muletas é um excelente sinal de recuperação neurológica, pois indica que houve regeneração significativa das fibras nervosas. No entanto, o equilíbrio é um dos aspectos que mais demora a voltar ao normal, pois depende da recuperação simultânea de várias funções nervosas: propriocepção (sensação da posição corporal), coordenação motora e força muscular. Mesmo após a melhora da marcha, o dano residual nos nervos sensoriais e vestibulares pode causar instabilidade, insegurança ao caminhar, tontura leve ou oscilação corporal, principalmente em locais escuros ou irregulares. A boa notícia é que o equilíbrio pode melhorar progressivamente por anos após o episódio agudo, graças à neuroplasticidade — a capacidade do sistema nervoso de criar novas conexões. Em muitos casos, pacientes que seguem em reabilitação motora e sensorial contínua conseguem recuperar quase totalmente o equilíbrio, embora o processo seja lento e variável. O que mais favorece essa recuperação é: 1⃣ Fisioterapia neurológica especializada, com foco em reeducação proprioceptiva, fortalecimento de tronco, coordenação e marcha assistida; 2⃣ Exercícios de equilíbrio e treino funcional, como hidroterapia, pilates clínico, treino em plataformas instáveis e terapia com realidade virtual; 3⃣ Reabilitação vestibular, se houver tontura ou desequilíbrio de origem labiríntica; 4⃣ Suplementação de vitaminas do complexo B, vitamina D e antioxidantes, que apoiam a regeneração nervosa; 5⃣ Acompanhamento neurológico periódico, com reavaliação da condução nervosa por eletroneuromiografia (ENMG), que ajuda a monitorar a recuperação. Em resumo: sim, o equilíbrio pode melhorar com o tempo, especialmente se os nervos sensoriais estiverem se regenerando e a fisioterapia for mantida com constância. Embora algumas pessoas apresentem déficits residuais leves, muitas conseguem retomar a marcha independente e estabilidade quase completa. A persistência no tratamento faz toda a diferença. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e reabilitação funcional pós-SGB, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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