Fui diagnosticada pela síndrome de guilan barré em abril de 2017 , fiquei tetraplégica em 24 horas ,
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Fui diagnosticada pela síndrome de guilan barré em abril de 2017 , fiquei tetraplégica em 24 horas , uti, dois ciclos de imunoglobulina, 10 meses sem andar , hoje estou andando com muletas, faço fisioterapia, gostaria de saber em relação ao equilíbrio, poderá volta ao normal?
Não existe uma regra quanto a resposta à re-habilitação após Sd Guillain barrè. No entanto, o acompanhamento de perto com fisioterapeuta especializado em doenças neurológicas + neurologista + terapeuta ocupacional pode acelerar sua melhora, visto que trabalhando em equipe podem traçando planos conjuntos - como treino de marcha, controle de dor ou re-adequação de função.
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Olá! Sua pergunta é muito importante e inspira admiração pela sua trajetória de recuperação — enfrentar uma Síndrome de Guillain-Barré (SGB) e readquirir movimentos após um quadro tão grave é um enorme progresso.
A SGB é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca temporariamente os nervos periféricos, causando fraqueza, perda de reflexos e alterações de sensibilidade. Mesmo após o controle da fase aguda, a recuperação neurológica pode levar meses ou anos, e o ritmo varia muito entre os pacientes.
O equilíbrio, em especial, pode demorar mais a retornar ao normal, porque depende da integração de três sistemas: força muscular, coordenação cerebelar e função proprioceptiva (a capacidade do corpo perceber a posição dos membros no espaço). A SGB costuma afetar justamente essa via sensorial, por isso o corpo precisa reaprender a se estabilizar e reajustar os movimentos.
Em muitos casos, com o tempo e com fisioterapia neurológica intensiva, ocorre melhora significativa — inclusive do equilíbrio. Porém, a recuperação pode ser parcial ou total, dependendo do grau de regeneração das fibras nervosas. Mesmo quando há sequelas residuais, o cérebro tem grande capacidade de adaptação, e o trabalho fisioterapêutico, associado a exercícios de equilíbrio, fortalecimento e treino funcional, pode compensar eventuais limitações.
É essencial manter acompanhamento com neurologista e fisioterapeuta especializados em reabilitação neuromuscular, pois eles ajustam o ritmo dos exercícios e identificam precocemente ganhos e pontos que ainda podem melhorar.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso de Guillain-Barré tem evolução própria e merece acompanhamento contínuo e personalizado.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, oferecendo atendimento presencial em Cuiabá e São Paulo e consultas online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e reabilitação neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
A SGB é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca temporariamente os nervos periféricos, causando fraqueza, perda de reflexos e alterações de sensibilidade. Mesmo após o controle da fase aguda, a recuperação neurológica pode levar meses ou anos, e o ritmo varia muito entre os pacientes.
O equilíbrio, em especial, pode demorar mais a retornar ao normal, porque depende da integração de três sistemas: força muscular, coordenação cerebelar e função proprioceptiva (a capacidade do corpo perceber a posição dos membros no espaço). A SGB costuma afetar justamente essa via sensorial, por isso o corpo precisa reaprender a se estabilizar e reajustar os movimentos.
Em muitos casos, com o tempo e com fisioterapia neurológica intensiva, ocorre melhora significativa — inclusive do equilíbrio. Porém, a recuperação pode ser parcial ou total, dependendo do grau de regeneração das fibras nervosas. Mesmo quando há sequelas residuais, o cérebro tem grande capacidade de adaptação, e o trabalho fisioterapêutico, associado a exercícios de equilíbrio, fortalecimento e treino funcional, pode compensar eventuais limitações.
É essencial manter acompanhamento com neurologista e fisioterapeuta especializados em reabilitação neuromuscular, pois eles ajustam o ritmo dos exercícios e identificam precocemente ganhos e pontos que ainda podem melhorar.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Cada caso de Guillain-Barré tem evolução própria e merece acompanhamento contínuo e personalizado.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, oferecendo atendimento presencial em Cuiabá e São Paulo e consultas online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e reabilitação neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença autoimune que causa inflamação e desmielinização dos nervos periféricos, levando à perda temporária da força e da sensibilidade. O fato de você ter evoluído de um quadro grave e rápido (tetraplegia em 24h) para conseguir andar com muletas é um excelente sinal de recuperação neurológica, pois indica que houve regeneração significativa das fibras nervosas. No entanto, o equilíbrio é um dos aspectos que mais demora a voltar ao normal, pois depende da recuperação simultânea de várias funções nervosas: propriocepção (sensação da posição corporal), coordenação motora e força muscular. Mesmo após a melhora da marcha, o dano residual nos nervos sensoriais e vestibulares pode causar instabilidade, insegurança ao caminhar, tontura leve ou oscilação corporal, principalmente em locais escuros ou irregulares. A boa notícia é que o equilíbrio pode melhorar progressivamente por anos após o episódio agudo, graças à neuroplasticidade — a capacidade do sistema nervoso de criar novas conexões. Em muitos casos, pacientes que seguem em reabilitação motora e sensorial contínua conseguem recuperar quase totalmente o equilíbrio, embora o processo seja lento e variável. O que mais favorece essa recuperação é: 1⃣ Fisioterapia neurológica especializada, com foco em reeducação proprioceptiva, fortalecimento de tronco, coordenação e marcha assistida; 2⃣ Exercícios de equilíbrio e treino funcional, como hidroterapia, pilates clínico, treino em plataformas instáveis e terapia com realidade virtual; 3⃣ Reabilitação vestibular, se houver tontura ou desequilíbrio de origem labiríntica; 4⃣ Suplementação de vitaminas do complexo B, vitamina D e antioxidantes, que apoiam a regeneração nervosa; 5⃣ Acompanhamento neurológico periódico, com reavaliação da condução nervosa por eletroneuromiografia (ENMG), que ajuda a monitorar a recuperação. Em resumo: sim, o equilíbrio pode melhorar com o tempo, especialmente se os nervos sensoriais estiverem se regenerando e a fisioterapia for mantida com constância. Embora algumas pessoas apresentem déficits residuais leves, muitas conseguem retomar a marcha independente e estabilidade quase completa. A persistência no tratamento faz toda a diferença. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças neuromusculares e reabilitação funcional pós-SGB, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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