Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressen
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Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressentimento de que vou morrer cedo. Não é algo que me causa medo ou angústia, é só uma certeza. Mesmo que eu consiga imaginar algum tipo de futuro, não sinto que vou chegar lá. Parece que tem uma parede que eu não sou/serei capaz de atravessar. Esse sentimento tem uns bons anos já. Só decidi perguntar isso aqui depois da minha mãe e da minha amiga, que estava presente na hora, me falarem que eu deveria ter reagido de um jeito diferente quando quase sofri um acidente um dia desses. E acho que elas estavam certas, não senti nenhuma preocupação, desespero ou coisa do gênero. Na hora, apenas aceitei a situação, acho que até pensei um "Então é isso" (mas tudo foi muito rápido, portanto, não tenho tanta certeza). Mesmo logo depois, nada mudou, realmente só fiquei mal por ter atrapalhado o dia do motorista. Eu ainda não sei muito bem o que concluir disso, mas queria saber o que os senhores e senhoras têm a dizer sobre...
Para uma situação dessas, indico um acompanhamento terapêutico longitudinal, para poder compreender essa sensação e como trabalhar essa questão.
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Olá!
Obrigada por dividir algo tão íntimo. Você conseguiu colocar em palavras uma sensação que muita gente sente, mas nem sempre sabe explicar.
Essa impressão de que “não vai viver muito”, mesmo sem sentir medo, merece ser ouvida com atenção. Pode não ter a ver com idade, mas talvez com coisas que você viveu, sentiu, ou guardou em silêncio por muito tempo.
A terapia pode ser um espaço seguro pra isso: um lugar onde você pode falar livremente, sem julgamentos, e ser escutado com cuidado. Não é sobre dar respostas prontas ou dizer o que você deve fazer, mas sobre caminhar junto com você, ajudando a entender melhor o que sente e por que sente assim.
Esse momento que você viveu, o quase-acidente, pode ter mostrado com mais clareza algo que já estava aí dentro. E a forma como você reagiu também pode ter muito a dizer sobre você. Por isso, falar sobre isso pode te ajudar a compreender melhor seus sentimentos, seu jeito de estar no mundo, e até descobrir novas formas de se sentir mais inteiro(a).
Se quiser seguir conversando sobre isso, estou por aqui. Você não está sozinho(a), e o que você sente merece ser levado a sério, com cuidado e carinho.
Obrigada por dividir algo tão íntimo. Você conseguiu colocar em palavras uma sensação que muita gente sente, mas nem sempre sabe explicar.
Essa impressão de que “não vai viver muito”, mesmo sem sentir medo, merece ser ouvida com atenção. Pode não ter a ver com idade, mas talvez com coisas que você viveu, sentiu, ou guardou em silêncio por muito tempo.
A terapia pode ser um espaço seguro pra isso: um lugar onde você pode falar livremente, sem julgamentos, e ser escutado com cuidado. Não é sobre dar respostas prontas ou dizer o que você deve fazer, mas sobre caminhar junto com você, ajudando a entender melhor o que sente e por que sente assim.
Esse momento que você viveu, o quase-acidente, pode ter mostrado com mais clareza algo que já estava aí dentro. E a forma como você reagiu também pode ter muito a dizer sobre você. Por isso, falar sobre isso pode te ajudar a compreender melhor seus sentimentos, seu jeito de estar no mundo, e até descobrir novas formas de se sentir mais inteiro(a).
Se quiser seguir conversando sobre isso, estou por aqui. Você não está sozinho(a), e o que você sente merece ser levado a sério, com cuidado e carinho.
Muita vezes nossos sentimentos estão relacionados com as nossas perspectivas, não necessariamente apenas com a situação atual. Um sentimento de impotência, de incapacidade, de necessidade frequente de ajuda dos outros, de falta de perspectivas, etc., podem juntamente com situações presentes, facilitar o aparecimento de a uma desmotivação. Se essa situação parece ter relação com o que está sentindo, um psicólogo com quem se sinta bem, pode te ajudar.
Querido(a), agradeço profundamente a confiança com que compartilha algo tão íntimo e delicado. Suas palavras trazem à tona uma vivência muito particular, mas que, ao mesmo tempo, ressoa com sentimentos que muitas pessoas também carregam em silêncio: essa sensação de não pertencer ao futuro, de carregar uma espécie de pressentimento de fim, sem medo, mas com uma certa resignação.
Quando você diz que essa certeza da morte não te causa angústia, mas está ali como uma presença constante — como uma parede invisível no tempo —, isso me fala de algo que, talvez, tenha raízes muito mais profundas na sua história emocional. Às vezes, essa sensação pode se relacionar com experiências precoces de perda, de abandono, ou até com sentimentos que ficaram silenciados por muito tempo. Pode estar ligada a um modo de estar no mundo em que, por algum motivo, a ideia de continuidade — de um amanhã com espaço para você existir plenamente — parece distante ou pouco acessível.
Você também menciona algo muito importante: sua reação diante de uma situação extrema. A ausência de desespero ou de qualquer emoção intensa pode parecer estranha, mas não é incomum em pessoas que, de certa forma, se acostumaram a viver com a sensação de que não há muito a esperar. Quando o “então é isso” aparece, pode ser sinal de uma dor mais antiga, de um estado emocional que talvez esteja anestesiado há muito tempo. E isso não é um problema de caráter, nem de frieza, nem de fraqueza — é uma forma que o psiquismo encontra de sobreviver quando algo dentro de nós foi deixado sem escuta.
A psicanálise pode ser um caminho muito precioso para você nesse momento. Não para te dar respostas prontas, mas para te acompanhar a escutar essas certezas que você carrega. O que elas estão tentando comunicar? De onde vem essa ideia de que o futuro não te pertence? Será que, em algum momento da sua história, você precisou renunciar ao próprio desejo de existir com plenitude? Tudo isso pode, aos poucos, ser trazido para o espaço da análise, onde cada palavra sua será recebida com cuidado, sem julgamentos, sem pressa, e com um profundo respeito pela sua subjetividade.
Você não precisa atravessar essa parede sozinho(a). Talvez, com o tempo, possamos descobrir juntos(as) que essa parede não é intransponível — ela pode conter dores, medos e silêncios que precisam apenas ser escutados, elaborados e, pouco a pouco, transformados.
Buscar ajuda é um gesto de vida. E o fato de você estar aqui, fazendo essa pergunta, já é um movimento bonito em direção a si mesmo(a). Estou aqui, pronta para escutar, caso você sinta que chegou a hora de começar esse processo.
Quando você diz que essa certeza da morte não te causa angústia, mas está ali como uma presença constante — como uma parede invisível no tempo —, isso me fala de algo que, talvez, tenha raízes muito mais profundas na sua história emocional. Às vezes, essa sensação pode se relacionar com experiências precoces de perda, de abandono, ou até com sentimentos que ficaram silenciados por muito tempo. Pode estar ligada a um modo de estar no mundo em que, por algum motivo, a ideia de continuidade — de um amanhã com espaço para você existir plenamente — parece distante ou pouco acessível.
Você também menciona algo muito importante: sua reação diante de uma situação extrema. A ausência de desespero ou de qualquer emoção intensa pode parecer estranha, mas não é incomum em pessoas que, de certa forma, se acostumaram a viver com a sensação de que não há muito a esperar. Quando o “então é isso” aparece, pode ser sinal de uma dor mais antiga, de um estado emocional que talvez esteja anestesiado há muito tempo. E isso não é um problema de caráter, nem de frieza, nem de fraqueza — é uma forma que o psiquismo encontra de sobreviver quando algo dentro de nós foi deixado sem escuta.
A psicanálise pode ser um caminho muito precioso para você nesse momento. Não para te dar respostas prontas, mas para te acompanhar a escutar essas certezas que você carrega. O que elas estão tentando comunicar? De onde vem essa ideia de que o futuro não te pertence? Será que, em algum momento da sua história, você precisou renunciar ao próprio desejo de existir com plenitude? Tudo isso pode, aos poucos, ser trazido para o espaço da análise, onde cada palavra sua será recebida com cuidado, sem julgamentos, sem pressa, e com um profundo respeito pela sua subjetividade.
Você não precisa atravessar essa parede sozinho(a). Talvez, com o tempo, possamos descobrir juntos(as) que essa parede não é intransponível — ela pode conter dores, medos e silêncios que precisam apenas ser escutados, elaborados e, pouco a pouco, transformados.
Buscar ajuda é um gesto de vida. E o fato de você estar aqui, fazendo essa pergunta, já é um movimento bonito em direção a si mesmo(a). Estou aqui, pronta para escutar, caso você sinta que chegou a hora de começar esse processo.
Obrigada por compartilhar algo tão íntimo. A forma como você descreve essa sensação constante de morte iminente me chama atenção não só pela clareza com que você a sente, mas pela naturalidade com que a aceita — quase como se já estivesse em paz com algo que ainda não se cumpriu.
Do ponto de vista psicoterapêutico e sistêmico, quando alguém vive com essa certeza interna de que "não vai durar muito", muitas vezes há por trás disso uma lealdade invisível a alguém do seu sistema familiar que pode ter morrido cedo — ou que pode ter desejado morrer. Pode ser um parente que teve uma morte trágica, ou alguém que foi excluído da história familiar por questões relacionadas à dor, ao abandono, ao suicídio ou à culpa.
Na constelação familiar, compreendemos que essas sensações não surgem do nada: elas podem vir de um lugar muito profundo, de um amor cego que quer seguir ou reparar algo que não é da sua história, mas que mora no seu campo familiar. Isso é o que chamamos de emaranhamento sistêmico.
Você me diz que não sente medo, apenas uma certeza. Mas a ausência de reação diante do acidente, a dificuldade de imaginar um futuro com verdade emocional, e o peso que você sentiu por ter "atrapalhado o motorista" mostram algo além: um possível instinto de morte prevalecendo sobre o instinto de vida.
E aqui está o ponto central: mesmo que você tenha essa certeza, ainda há em você quem observa, quem questiona, quem escreve e quer entender. Essa parte que busca escuta e clareza é exatamente o seu movimento de vida. E é por aí que podemos começar.
Na terapia — especialmente dentro de uma abordagem integrativa, como a que eu trabalho — a gente pode acolher esse sentimento sem julgá-lo, escutá-lo profundamente, e também descobrir o que está por trás dele. Muitas vezes, o que aparece como uma aceitação da morte é uma forma de negação da dor profunda. E isso pode ser um traço oculto de depressão, mesmo que não se manifeste nos padrões clássicos.
Se você sentir esse chamado, te convido a fazer uma sessão comigo. Podemos olhar para esse pressentimento não como uma sentença, mas como um sinal que talvez esteja te dizendo: “olhe para sua história com mais profundidade.” E talvez — só talvez — você descubra que ainda há muita vida pedindo passagem dentro de você.
Estou por aqui, se quiser dar esse passo. Acolho você com respeito, sem pressa e com presença.
Do ponto de vista psicoterapêutico e sistêmico, quando alguém vive com essa certeza interna de que "não vai durar muito", muitas vezes há por trás disso uma lealdade invisível a alguém do seu sistema familiar que pode ter morrido cedo — ou que pode ter desejado morrer. Pode ser um parente que teve uma morte trágica, ou alguém que foi excluído da história familiar por questões relacionadas à dor, ao abandono, ao suicídio ou à culpa.
Na constelação familiar, compreendemos que essas sensações não surgem do nada: elas podem vir de um lugar muito profundo, de um amor cego que quer seguir ou reparar algo que não é da sua história, mas que mora no seu campo familiar. Isso é o que chamamos de emaranhamento sistêmico.
Você me diz que não sente medo, apenas uma certeza. Mas a ausência de reação diante do acidente, a dificuldade de imaginar um futuro com verdade emocional, e o peso que você sentiu por ter "atrapalhado o motorista" mostram algo além: um possível instinto de morte prevalecendo sobre o instinto de vida.
E aqui está o ponto central: mesmo que você tenha essa certeza, ainda há em você quem observa, quem questiona, quem escreve e quer entender. Essa parte que busca escuta e clareza é exatamente o seu movimento de vida. E é por aí que podemos começar.
Na terapia — especialmente dentro de uma abordagem integrativa, como a que eu trabalho — a gente pode acolher esse sentimento sem julgá-lo, escutá-lo profundamente, e também descobrir o que está por trás dele. Muitas vezes, o que aparece como uma aceitação da morte é uma forma de negação da dor profunda. E isso pode ser um traço oculto de depressão, mesmo que não se manifeste nos padrões clássicos.
Se você sentir esse chamado, te convido a fazer uma sessão comigo. Podemos olhar para esse pressentimento não como uma sentença, mas como um sinal que talvez esteja te dizendo: “olhe para sua história com mais profundidade.” E talvez — só talvez — você descubra que ainda há muita vida pedindo passagem dentro de você.
Estou por aqui, se quiser dar esse passo. Acolho você com respeito, sem pressa e com presença.
O que você descreve é profundo e merece ser acolhido com muito respeito. Esse tipo de sensação — de pressentir uma morte precoce, sem angústia, mas com uma certa certeza — pode estar ligado a algo que vai além do consciente, um sofrimento oculto. Não é sobre prever o futuro, mas talvez sobre uma forma psíquica de lidar com o mundo, com o seu desejo. Vale muito a pena falar sobre isso em um espaço terapêutico, onde essa parede que você menciona possa, aos poucos, ser olhada, escutada — e quem sabe atravessada.
Olá! Muito obrigado por compartilhar algo tão íntimo e intrigante conosco. É preciso coragem para falar sobre sentimentos assim, especialmente um que parece ir na contramão do que se espera, como essa certeza tranquila de uma vida mais curta. Entendo que não seja um sentimento de medo, mas sim uma convicção, quase um fato interno para você.
Do ponto de vista da psicanálise, ficamos muito atentos a esses sentimentos persistentes e à forma como eles se manifestam, ou, neste caso, à forma como não se manifestam (a ausência de medo ou angústia). Isso nos diz muito.
Vamos pensar juntos sobre algumas possibilidades, lembrando que são apenas reflexões iniciais, e o significado real e profundo disso tudo só poderia ser descoberto em um trabalho mais aprofundado com você:
A Certeza como uma Defesa? Às vezes, uma "certeza" muito firme sobre algo negativo, como morrer cedo, pode paradoxalmente funcionar como uma espécie de escudo protetor. Contra o quê? Talvez contra a ansiedade de viver, de ter esperanças que podem ser frustradas, de se lançar em projetos de longo prazo, de lidar com as incertezas e os desafios que uma vida longa inevitavelmente traz. Se você "já sabe" que não vai chegar lá, talvez uma parte sua se sinta liberada da pressão de tentar, de desejar, de talvez se decepcionar. A ausência de medo pode ser parte dessa defesa: "Se eu já aceitei, não preciso temer".
A Dificuldade de se Conectar com o Futuro: Essa sensação de que há uma "parede" intransponível é uma imagem muito forte. Ela pode simbolizar uma dificuldade real em se conectar emocionalmente com a ideia de um futuro seu, de se sentir nesse futuro. Intelectualmente você pode até imaginá-lo, mas o sentimento não acompanha. Isso pode ter raízes em experiências passadas, em como você se vê no mundo, ou em sentimentos não conscientes sobre merecimento ou possibilidade.
A Reação ao Quase-Acidente: Sua reação (ou a falta dela, no sentido esperado) é muito significativa. A calma, a aceitação ("Então é isso"), e a preocupação maior com o motorista do que consigo mesma podem indicar algumas coisas:
Confirmação da "Certeza": O evento pode ter sido vivido como uma confirmação daquela sensação interna, por isso a aceitação quase imediata.
Desconexão Emocional (Numbing/Anestesia): Em momentos de choque ou perigo extremo, algumas pessoas experimentam uma espécie de "desligamento" emocional. Não é que não se importem, mas a emoção fica temporariamente inacessível. Isso também pode ser uma forma de proteção psíquica.
Questões sobre Autovalorização: Sua preocupação principal ter sido com o outro ("atrapalhar o dia do motorista") em uma situação de risco para si mesma pode apontar para questões sobre como você se valoriza e onde coloca suas próprias necessidades e segurança na hierarquia das coisas.
Não é "Coisa da Idade": Embora a forma como pensamos sobre a vida e a morte mude com o tempo, um sentimento tão persistente e específico como o seu, presente há "bons anos", geralmente aponta para questões emocionais e psicológicas mais profundas, não apenas para uma fase da vida.
O que fazer com isso?
Sua mãe e sua amiga, ao notarem sua reação, tocaram em algo importante. Não porque você "deveria" ter reagido de outra forma específica, mas porque sua reação foi um sinal visível desse estado interno que você descreve.
Minha sugestão, de forma acolhedora, é que você considere explorar esse sentimento em um espaço terapêutico, como a análise ou uma psicoterapia de orientação psicanalítica. Não porque haja algo "errado" com você, mas porque esse sentimento tão constante e essa reação peculiar são como uma mensagem da sua psique, um convite para entender algo mais profundo sobre si mesma.
Nesse espaço seguro, você poderia investigar:
Desde quando exatamente esse sentimento existe? O que acontecia na sua vida quando ele surgiu?
Que significado essa "certeza" tem para você? O que ela te permite ou te impede de fazer/sentir?
Como são suas relações com a esperança, o desejo, o futuro?
Como você lida com sentimentos de vulnerabilidade ou medo em outras áreas da vida?
Entender a origem e a função desse sentimento pode, paradoxalmente, te libertar dele ou, no mínimo, te ajudar a ter uma relação diferente com ele e com a ideia do seu próprio futuro, talvez permitindo que você se sinta mais conectada com as possibilidades da vida, sem essa "parede" no caminho.
Faz sentido para você? É um tema complexo, mas muito rico para autoconhecimento.
Do ponto de vista da psicanálise, ficamos muito atentos a esses sentimentos persistentes e à forma como eles se manifestam, ou, neste caso, à forma como não se manifestam (a ausência de medo ou angústia). Isso nos diz muito.
Vamos pensar juntos sobre algumas possibilidades, lembrando que são apenas reflexões iniciais, e o significado real e profundo disso tudo só poderia ser descoberto em um trabalho mais aprofundado com você:
A Certeza como uma Defesa? Às vezes, uma "certeza" muito firme sobre algo negativo, como morrer cedo, pode paradoxalmente funcionar como uma espécie de escudo protetor. Contra o quê? Talvez contra a ansiedade de viver, de ter esperanças que podem ser frustradas, de se lançar em projetos de longo prazo, de lidar com as incertezas e os desafios que uma vida longa inevitavelmente traz. Se você "já sabe" que não vai chegar lá, talvez uma parte sua se sinta liberada da pressão de tentar, de desejar, de talvez se decepcionar. A ausência de medo pode ser parte dessa defesa: "Se eu já aceitei, não preciso temer".
A Dificuldade de se Conectar com o Futuro: Essa sensação de que há uma "parede" intransponível é uma imagem muito forte. Ela pode simbolizar uma dificuldade real em se conectar emocionalmente com a ideia de um futuro seu, de se sentir nesse futuro. Intelectualmente você pode até imaginá-lo, mas o sentimento não acompanha. Isso pode ter raízes em experiências passadas, em como você se vê no mundo, ou em sentimentos não conscientes sobre merecimento ou possibilidade.
A Reação ao Quase-Acidente: Sua reação (ou a falta dela, no sentido esperado) é muito significativa. A calma, a aceitação ("Então é isso"), e a preocupação maior com o motorista do que consigo mesma podem indicar algumas coisas:
Confirmação da "Certeza": O evento pode ter sido vivido como uma confirmação daquela sensação interna, por isso a aceitação quase imediata.
Desconexão Emocional (Numbing/Anestesia): Em momentos de choque ou perigo extremo, algumas pessoas experimentam uma espécie de "desligamento" emocional. Não é que não se importem, mas a emoção fica temporariamente inacessível. Isso também pode ser uma forma de proteção psíquica.
Questões sobre Autovalorização: Sua preocupação principal ter sido com o outro ("atrapalhar o dia do motorista") em uma situação de risco para si mesma pode apontar para questões sobre como você se valoriza e onde coloca suas próprias necessidades e segurança na hierarquia das coisas.
Não é "Coisa da Idade": Embora a forma como pensamos sobre a vida e a morte mude com o tempo, um sentimento tão persistente e específico como o seu, presente há "bons anos", geralmente aponta para questões emocionais e psicológicas mais profundas, não apenas para uma fase da vida.
O que fazer com isso?
Sua mãe e sua amiga, ao notarem sua reação, tocaram em algo importante. Não porque você "deveria" ter reagido de outra forma específica, mas porque sua reação foi um sinal visível desse estado interno que você descreve.
Minha sugestão, de forma acolhedora, é que você considere explorar esse sentimento em um espaço terapêutico, como a análise ou uma psicoterapia de orientação psicanalítica. Não porque haja algo "errado" com você, mas porque esse sentimento tão constante e essa reação peculiar são como uma mensagem da sua psique, um convite para entender algo mais profundo sobre si mesma.
Nesse espaço seguro, você poderia investigar:
Desde quando exatamente esse sentimento existe? O que acontecia na sua vida quando ele surgiu?
Que significado essa "certeza" tem para você? O que ela te permite ou te impede de fazer/sentir?
Como são suas relações com a esperança, o desejo, o futuro?
Como você lida com sentimentos de vulnerabilidade ou medo em outras áreas da vida?
Entender a origem e a função desse sentimento pode, paradoxalmente, te libertar dele ou, no mínimo, te ajudar a ter uma relação diferente com ele e com a ideia do seu próprio futuro, talvez permitindo que você se sinta mais conectada com as possibilidades da vida, sem essa "parede" no caminho.
Faz sentido para você? É um tema complexo, mas muito rico para autoconhecimento.
Agradeço muito por você ter confiado em compartilhar isso — não é fácil colocar em palavras algo tão íntimo e que, muitas vezes, nem a gente entende direito.
O que você descreve não parece exatamente uma vontade de morrer, mas uma sensação persistente, quase silenciosa, de que não vai viver muito. E isso, por mais que não venha acompanhado de medo, pode ter um peso existencial importante. Quando você fala que sente como se houvesse uma parede que não conseguiria atravessar… será que isso fala só de tempo de vida? Ou será que também está ligado a uma dificuldade de se imaginar indo adiante, construindo um caminho, se envolvendo com a vida?
Você disse que esse sentimento já tem anos. E fico me perguntando: quando ele começou, o que estava acontecendo na sua vida? De que forma ele se tornou uma espécie de fundo constante, mesmo que discreto, no modo como você vive?
O episódio do quase acidente parece ter trazido à tona algo que já estava aí há muito tempo — não tanto pela ausência de desespero, mas pela naturalidade com que você acolheu a possibilidade de fim. Como se já estivesse tudo certo, como se você já esperasse por isso. E talvez seja justamente isso que sua mãe e sua amiga estranharam: essa quietude diante do que normalmente causa susto.
Será que, em algum nível, você tem vivido com uma espécie de desapego da própria continuidade? Será que parte sua, mesmo sem querer, deixou de investir em certos sonhos ou planos por não acreditar que vai estar lá pra realizá-los?
Essas são perguntas que não buscam um diagnóstico, mas que podem abrir espaço pra algo novo. Porque, mesmo que essa sensação continue por um tempo, ela não precisa te definir. E talvez conversar sobre isso com alguém, num espaço terapêutico, possa te ajudar a entender de onde vem essa certeza silenciosa, e o que ela tem tentado te contar.
Você já pensou em buscar esse tipo de apoio? Talvez não tanto pra mudar o que sente de imediato, mas pra poder escutar esse sentimento com mais profundidade, com alguém ao seu lado nessa escuta.
O que você descreve não parece exatamente uma vontade de morrer, mas uma sensação persistente, quase silenciosa, de que não vai viver muito. E isso, por mais que não venha acompanhado de medo, pode ter um peso existencial importante. Quando você fala que sente como se houvesse uma parede que não conseguiria atravessar… será que isso fala só de tempo de vida? Ou será que também está ligado a uma dificuldade de se imaginar indo adiante, construindo um caminho, se envolvendo com a vida?
Você disse que esse sentimento já tem anos. E fico me perguntando: quando ele começou, o que estava acontecendo na sua vida? De que forma ele se tornou uma espécie de fundo constante, mesmo que discreto, no modo como você vive?
O episódio do quase acidente parece ter trazido à tona algo que já estava aí há muito tempo — não tanto pela ausência de desespero, mas pela naturalidade com que você acolheu a possibilidade de fim. Como se já estivesse tudo certo, como se você já esperasse por isso. E talvez seja justamente isso que sua mãe e sua amiga estranharam: essa quietude diante do que normalmente causa susto.
Será que, em algum nível, você tem vivido com uma espécie de desapego da própria continuidade? Será que parte sua, mesmo sem querer, deixou de investir em certos sonhos ou planos por não acreditar que vai estar lá pra realizá-los?
Essas são perguntas que não buscam um diagnóstico, mas que podem abrir espaço pra algo novo. Porque, mesmo que essa sensação continue por um tempo, ela não precisa te definir. E talvez conversar sobre isso com alguém, num espaço terapêutico, possa te ajudar a entender de onde vem essa certeza silenciosa, e o que ela tem tentado te contar.
Você já pensou em buscar esse tipo de apoio? Talvez não tanto pra mudar o que sente de imediato, mas pra poder escutar esse sentimento com mais profundidade, com alguém ao seu lado nessa escuta.
Oi tudo bem? Precisaria investigar melhor sobre esses sentimentos que você sente, o porquê eles surgem... Ir mais a fundo. Sugiro que procure ajuda psicológica.
Olá! Acho que sua mãe e sua amiga chamaram a sua atenção para algo importante: fica a impressão de que você não entrou em contato com a emoção do momento. E talvez esta seja uma dificuldade sua: entrar em contato com as emoções.
Olá. Pensamentos e comportamentos podem ser multideterminados. É importante dizer que estamos falando de probabilidades e hipóteses aqui.
Primeiramente, se esse pensamento não te causa sofrimento ou problemas, ele pode não ser um "problema". Agora, se estamos vendo uma deterioração do autocuidado, redução de planejamento e engajamento nos projetos de médio e longo prazo, aumento de comportamentos de risco, aí temos algumas áreas de atenção. O pensamento de "vou morrer logo" pode impactar em todos os pontos citados acima (e outros, dependendo da sua história).
"Algumas perguntas que podem ajudar a refletir:
Como esse pensamento influencia suas escolhas do dia-a-dia?
Que comportamentos você deixou de emitir por causa dessa crença?
O que mudaria na sua vida se, amanhã, você descobrisse que viverá até os 100 anos?
Se perceber que essa crença está limitando sua vida de forma significativa, pode valer a pena explorar isso mais a fundo com a ajuda de um profissional.
Primeiramente, se esse pensamento não te causa sofrimento ou problemas, ele pode não ser um "problema". Agora, se estamos vendo uma deterioração do autocuidado, redução de planejamento e engajamento nos projetos de médio e longo prazo, aumento de comportamentos de risco, aí temos algumas áreas de atenção. O pensamento de "vou morrer logo" pode impactar em todos os pontos citados acima (e outros, dependendo da sua história).
"Algumas perguntas que podem ajudar a refletir:
Como esse pensamento influencia suas escolhas do dia-a-dia?
Que comportamentos você deixou de emitir por causa dessa crença?
O que mudaria na sua vida se, amanhã, você descobrisse que viverá até os 100 anos?
Se perceber que essa crença está limitando sua vida de forma significativa, pode valer a pena explorar isso mais a fundo com a ajuda de um profissional.
Olá,
- Viva como se fosse viver para sempre, construa hoje o mundo que você gostaria de viver amanhã.
Qualquer dúvida ou mais perguntas é só mandar aqui na plataforma.
Abraços.
Olá, como tem passado?
Na escuta psicanalítica, compreendemos que certas fantasias ou convicções não surgem por acaso. Mesmo que não tragam angústia aparente, elas podem ser expressões de algo que foi vivido precocemente e que, por não ter sido elaborado, segue operando de forma silenciosa. O modo como você reagiu ao quase-acidente, com aceitação e ausência de medo, não significa necessariamente falta de valor pela vida, mas talvez uma relação psíquica particular com a ideia de fim, de destino, de presença no mundo.
Talvez seja possível se perguntar: o que dentro de mim aprendeu a viver como se o tempo fosse curto? O que essa “certeza” quer me proteger de sentir? O que dentro de mim também se manifesta de maneira prejudicial e estranha quando imagino um futuro que não me pertence?
Essa sensação pode estar relacionada a dores profundas que ainda não encontraram palavras, feridas simbólicas que precisam ser escutadas com muito cuidado e sem pressa de entender tudo de uma vez. Buscar um espaço de escuta terapêutica pode te oferecer isso, um lugar seguro, ético e contínuo, onde essas certezas possam, aos poucos, ser questionadas, transformadas, ressignificadas.
Você não está só e merece construir um futuro que também seja seu.
Fico à disposição.
Na escuta psicanalítica, compreendemos que certas fantasias ou convicções não surgem por acaso. Mesmo que não tragam angústia aparente, elas podem ser expressões de algo que foi vivido precocemente e que, por não ter sido elaborado, segue operando de forma silenciosa. O modo como você reagiu ao quase-acidente, com aceitação e ausência de medo, não significa necessariamente falta de valor pela vida, mas talvez uma relação psíquica particular com a ideia de fim, de destino, de presença no mundo.
Talvez seja possível se perguntar: o que dentro de mim aprendeu a viver como se o tempo fosse curto? O que essa “certeza” quer me proteger de sentir? O que dentro de mim também se manifesta de maneira prejudicial e estranha quando imagino um futuro que não me pertence?
Essa sensação pode estar relacionada a dores profundas que ainda não encontraram palavras, feridas simbólicas que precisam ser escutadas com muito cuidado e sem pressa de entender tudo de uma vez. Buscar um espaço de escuta terapêutica pode te oferecer isso, um lugar seguro, ético e contínuo, onde essas certezas possam, aos poucos, ser questionadas, transformadas, ressignificadas.
Você não está só e merece construir um futuro que também seja seu.
Fico à disposição.
Olá! Obrigada por confiar e compartilhar algo tão íntimo. O que você descreve é muito mais comum do que parece — e merece ser olhado com cuidado, não com julgamento.
Sentir que “não vai viver muito” ou que existe uma espécie de barreira invisível entre o presente e o futuro pode estar ligado a várias questões emocionais. Às vezes, esse tipo de pensamento surge em pessoas que passaram por perdas, vivem com uma sensação de vazio ou estão enfrentando períodos de baixa autoestima, desânimo ou até mesmo sintomas depressivos — mesmo que de forma silenciosa.
A ausência de reação diante de um quase-acidente, por exemplo, também pode indicar um certo entorpecimento emocional — como se a vida estivesse passando, mas você não estivesse realmente participando dela. Isso pode parecer “normal” pra quem já convive com isso há anos, mas não precisa ser assim.
É importante dizer: isso não é frescura, nem exagero. É um sinal de que algo dentro de você está pedindo ajuda, compreensão e cuidado.
A psicoterapia pode te ajudar a entender de onde vem essa sensação, ressignificar experiências e, principalmente, retomar o desejo de viver — com mais presença, conexão e sentido. Não se trata de forçar otimismo, mas de cuidar do que dói com respeito e acolhimento.
Se você sente que já está convivendo com isso há muito tempo, talvez seja a hora de não lidar com isso sozinho(a) mais. Você merece viver algo que te desperte, não só sobreviver aos dias.
Estou à disposição, se quiser conversar mais sobre isso.
Sentir que “não vai viver muito” ou que existe uma espécie de barreira invisível entre o presente e o futuro pode estar ligado a várias questões emocionais. Às vezes, esse tipo de pensamento surge em pessoas que passaram por perdas, vivem com uma sensação de vazio ou estão enfrentando períodos de baixa autoestima, desânimo ou até mesmo sintomas depressivos — mesmo que de forma silenciosa.
A ausência de reação diante de um quase-acidente, por exemplo, também pode indicar um certo entorpecimento emocional — como se a vida estivesse passando, mas você não estivesse realmente participando dela. Isso pode parecer “normal” pra quem já convive com isso há anos, mas não precisa ser assim.
É importante dizer: isso não é frescura, nem exagero. É um sinal de que algo dentro de você está pedindo ajuda, compreensão e cuidado.
A psicoterapia pode te ajudar a entender de onde vem essa sensação, ressignificar experiências e, principalmente, retomar o desejo de viver — com mais presença, conexão e sentido. Não se trata de forçar otimismo, mas de cuidar do que dói com respeito e acolhimento.
Se você sente que já está convivendo com isso há muito tempo, talvez seja a hora de não lidar com isso sozinho(a) mais. Você merece viver algo que te desperte, não só sobreviver aos dias.
Estou à disposição, se quiser conversar mais sobre isso.
Olá. Penso que se é importante para você concluir algo disso, fazer sessões de psicoterapia é o indicado para poder explorar com mais detalhe e encontrar as respostas que você procura. Abraço.
Boa noite, que aqui validar seu sentimento você não esta sozinha por ter essa sensação . Pessoas com esse tipo de sentimento pode ser uma experiencia dissociativa, ou anedonia existência, ou seja quando você se sente desconectada com a vida sem perspectiva. isso não significa necessariamente que algo de ruim vai acontecer, mas pode ser um sinal inconsciente de que esta vivendo uma desconexão emocional talvez de sua vida, do futuro. Você mencionou o acidente e não sentiu nenhuma emoção, só aceitação. Isso pode indicar um estado de apatia emocional onde sua mente se desliga da situação para se proteger, isso é mais comum doque você pensa ,principalmente em pessoas sobrecarregadas emocionalmente, e cansadas a muito tempo .
Procure por um psicologo, cuide da sua alimentação, sono, tenha momentos de descanso.
Procure por um psicologo, cuide da sua alimentação, sono, tenha momentos de descanso.
Olá! Espero que essa msg lhe encontre bem!
Você fala de uma sensação presente há longo tempo e que não lhe causa medo ou angústia, mas parece que a reação de pessoas próximas lhe chamou a atenção. Habitualmente reflito que pensar na morte, é também pensar na vida, lhe questionaria se você percebe aproveitar a vida como gostaria? Caso não, o que precisa fazer para que assim o seja. Mas para além disso, pode ser interessante se avaliar no sentido de o que essa sensação lhe causa e como gostaria de lidar com ela. Processo terapêutico pode lhe ajudar a ampliar sua visão sobre o tema e caminhos a serem trilhados.
Você fala de uma sensação presente há longo tempo e que não lhe causa medo ou angústia, mas parece que a reação de pessoas próximas lhe chamou a atenção. Habitualmente reflito que pensar na morte, é também pensar na vida, lhe questionaria se você percebe aproveitar a vida como gostaria? Caso não, o que precisa fazer para que assim o seja. Mas para além disso, pode ser interessante se avaliar no sentido de o que essa sensação lhe causa e como gostaria de lidar com ela. Processo terapêutico pode lhe ajudar a ampliar sua visão sobre o tema e caminhos a serem trilhados.
Olá. A forma como você descreve essa sensação de que não viverá por muito tempo, mesmo sem sentir medo ou angústia, merece ser escutada com profundidade. Esse tipo de vivência pode ter raízes muito antigas, ligadas a momentos iniciais da vida emocional, que deixaram marcas silenciosas na forma como você se percebe no mundo.
Há pessoas que, por razões muito singulares, sentem que não pertencem totalmente ao fluxo da vida, como se algo nelas tivesse ficado suspenso no tempo. Isso pode dificultar a construção de um futuro interno, como se houvesse um limite invisível impedindo o avanço. Essa sensação pode se refletir no corpo, na energia contida, no tônus, na respiração, no modo de estar no mundo. E, quando não encontra espaço para ser simbolizada, pode acabar se expressando em sintomas físicos ou emocionais.
O fato de você não ter sentido medo diante de uma situação de risco, e ainda assim ter se preocupado mais com o outro do que consigo mesma, pode apontar para um modo muito delicado de se relacionar com o próprio valor e com a própria presença no mundo. Não como um erro, mas como algo que precisa ser escutado.
Nada disso pode ser reduzido a uma explicação rápida. Mas pode ser atravessado num processo terapêutico comprometido, com tempo, com presença, com escuta. E isso pode transformar profundamente a relação consigo mesma e com a vida.
Fico à disposição, caso deseje iniciar esse caminho.
Eu indico que você tenha ações mais direcionadas aos seus valores de vida. Isso fará com que se empenhe no que de fato é importante para você. Assim você terá uma vida que valha a pena ser vivida!
A sensação constante de que vai morrer cedo e a falta de reação ao perigo podem indicar uma forma de desligamento emocional ou até uma dificuldade em processar medo e ansiedade. Isso merece atenção, pois pode afetar sua segurança e bem-estar. Recomendo buscar acompanhamento para entender melhor esses sentimentos e encontrar formas mais saudáveis de lidar com eles.
Olá, tudo bem?
O que você trouxe aqui tem um peso silencioso e, ao mesmo tempo, uma profundidade que merece ser acolhida com muito cuidado. Esse tipo de sensação — de que não haverá um "depois", de que há um limite invisível onde os outros seguem e você não — pode até parecer abstrato, mas carrega implicações importantes sobre como sua mente está construindo a experiência de estar vivo. E o fato de isso não vir acompanhado de medo, e sim de uma estranha neutralidade, talvez diga mais do que aparenta à primeira vista.
Na clínica, escutamos com atenção essas "certezas" internas que não se sustentam na razão, mas que parecem morar em alguma camada mais antiga da nossa história emocional. Elas nem sempre indicam um desejo consciente de morrer, mas podem estar ligadas a experiências de desconexão com o futuro, de congelamento emocional, ou até de um sentimento de que não se pertence ou não se tem lugar no que virá. Às vezes, são formas subjetivas do cérebro reagir a vivências de dor, abandono, negligência afetiva, ou mesmo a sobrecargas que, de tão grandes, deixam marcas silenciosas.
A Neurociência nos ajuda a entender que quando há uma ativação constante de redes cerebrais ligadas à vigilância e à ameaça, como o sistema límbico, isso pode alterar a forma como sentimos o tempo, o corpo e até a noção de continuidade da vida. É como se o cérebro dissesse: "não vale a pena projetar um futuro, porque ele não é seguro ou não é certo." Só que esse raciocínio não é lógico — ele é emocional, muitas vezes inconsciente, mas muito real na forma como impacta sua percepção do mundo.
Você se lembra de quando começou essa sensação? Será que ela nasceu em algum momento específico ou foi crescendo aos poucos? Como você imagina que seria olhar pra isso em um espaço terapêutico, não para “eliminar a sensação”, mas para escutar o que ela está querendo dizer sobre sua história?
Quando não reagimos ao perigo da forma esperada, muitas vezes não é sinal de frieza, mas de um sistema emocional que aprendeu a desligar como forma de sobrevivência. E isso, sim, pode ser profundamente tratado. Com tempo, respeito e cuidado. Se sentir que está na hora de investigar isso com mais profundidade, posso te acompanhar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
O que você trouxe aqui tem um peso silencioso e, ao mesmo tempo, uma profundidade que merece ser acolhida com muito cuidado. Esse tipo de sensação — de que não haverá um "depois", de que há um limite invisível onde os outros seguem e você não — pode até parecer abstrato, mas carrega implicações importantes sobre como sua mente está construindo a experiência de estar vivo. E o fato de isso não vir acompanhado de medo, e sim de uma estranha neutralidade, talvez diga mais do que aparenta à primeira vista.
Na clínica, escutamos com atenção essas "certezas" internas que não se sustentam na razão, mas que parecem morar em alguma camada mais antiga da nossa história emocional. Elas nem sempre indicam um desejo consciente de morrer, mas podem estar ligadas a experiências de desconexão com o futuro, de congelamento emocional, ou até de um sentimento de que não se pertence ou não se tem lugar no que virá. Às vezes, são formas subjetivas do cérebro reagir a vivências de dor, abandono, negligência afetiva, ou mesmo a sobrecargas que, de tão grandes, deixam marcas silenciosas.
A Neurociência nos ajuda a entender que quando há uma ativação constante de redes cerebrais ligadas à vigilância e à ameaça, como o sistema límbico, isso pode alterar a forma como sentimos o tempo, o corpo e até a noção de continuidade da vida. É como se o cérebro dissesse: "não vale a pena projetar um futuro, porque ele não é seguro ou não é certo." Só que esse raciocínio não é lógico — ele é emocional, muitas vezes inconsciente, mas muito real na forma como impacta sua percepção do mundo.
Você se lembra de quando começou essa sensação? Será que ela nasceu em algum momento específico ou foi crescendo aos poucos? Como você imagina que seria olhar pra isso em um espaço terapêutico, não para “eliminar a sensação”, mas para escutar o que ela está querendo dizer sobre sua história?
Quando não reagimos ao perigo da forma esperada, muitas vezes não é sinal de frieza, mas de um sistema emocional que aprendeu a desligar como forma de sobrevivência. E isso, sim, pode ser profundamente tratado. Com tempo, respeito e cuidado. Se sentir que está na hora de investigar isso com mais profundidade, posso te acompanhar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
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