O hiperfoco pode ser uma comorbidade do Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
O hiperfoco pode ser uma comorbidade do Personalidade Borderline (TPB) ?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma ótima pergunta — e mostra um olhar atento para entender como diferentes experiências mentais se relacionam. O hiperfoco, na verdade, não é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas pode aparecer em pessoas com esse diagnóstico, especialmente quando há outras condições associadas, como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou traços obsessivos.

O que pode causar confusão é que, no TPB, é comum a pessoa direcionar uma atenção intensa e emocional a algo ou alguém — como se aquele foco momentâneo fosse tudo o que existe. Essa “hiperconcentração afetiva” não é o mesmo que o hiperfoco do TDAH (que é neurobiológico e ligado a circuitos de atenção), mas pode parecer semelhante. No caso do TPB, essa fixação costuma estar ligada à necessidade de segurança emocional e ao medo de perder o vínculo, não à concentração cognitiva em si.

Pela perspectiva da neurociência, podemos pensar que o sistema límbico — responsável pelas emoções e pela sensação de recompensa — fica em estado de alta ativação. É como se o cérebro dissesse: “isso é importante demais, não posso perder”, e toda a energia mental se direcionasse para aquilo, muitas vezes deixando o resto de lado.

Você sente que esse foco surge mais em pessoas ou em atividades? E quando ele passa, o que costuma restar — alívio, culpa, vazio? Essas pistas ajudam a entender se estamos diante de um hiperfoco cognitivo ou de um envolvimento emocional intenso. Cada um tem origens e caminhos de cuidado diferentes. Caso precise, estou à disposição.

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O hiperfoco não é considerado uma característica central ou comorbidade formal do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas padrões de atenção intensa ou fixação emocional em pessoas, situações ou ideias podem aparecer em alguns indivíduos. No TPB, essas fixações estão geralmente ligadas a idealização, medo de abandono ou dificuldades na regulação emocional, diferindo do hiperfoco observado no Transtorno do Espectro Autista, que se manifesta mais como interesse intenso por temas específicos. Embora não seja uma comorbidade formal, reconhecer essas fixações é importante para compreender comportamentos impulsivos ou relacionamentos intensos e orientar intervenções terapêuticas adequadas.
O hiperfoco não é considerado uma comorbidade do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Esse fenômeno está mais frequentemente associado a condições do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, pessoas com TPB podem apresentar intensa concentração em pensamentos, emoções ou relações interpessoais, especialmente em situações que envolvem medo de abandono ou sofrimento emocional. Nesses casos, o que pode parecer hiperfoco costuma estar relacionado à ruminação emocional ou ao hiperinvestimento afetivo, e não a uma alteração atencional propriamente dita.

Por isso, uma avaliação clínica cuidadosa é fundamental para diferenciar dificuldades relacionadas à regulação emocional de características atencionais típicas de outros transtornos, garantindo uma compreensão mais precisa do funcionamento psicológico e das necessidades de cada pessoa.

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