O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se recusa a aceitar que está lidando com uma doença

3 respostas
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se recusa a aceitar que está lidando com uma doença crônica e não quer mudar seus hábitos. Como ajudar?
É importante, antes de tudo, compreender que a recusa pode estar ligada à dificuldade de aceitar o diagnóstico e às mudanças que ele exige, então o caminho não costuma ser a imposição, mas a construção de consciência. Ajudar esse paciente passa por, aos poucos, conscientizá-lo sobre o quanto a mudança de hábitos é importante não apenas por conta do diagnóstico, mas pela qualidade de vida e pela preservação da saúde a longo prazo. Trazer informações claras, com base na realidade, sobre como o tratamento e os cuidados influenciam diretamente na redução de crises e na prevenção de complicações pode favorecer essa compreensão. Ao mesmo tempo, é importante escutar o que está por trás dessa resistência, porque muitas vezes ela envolve medo, negação ou sensação de perda de autonomia. O acompanhamento psicológico pode auxiliar nesse processo, ajudando o paciente a elaborar o impacto da doença e a se tornar, gradualmente, mais aberto a pequenas mudanças que façam sentido para ele, sem que isso seja vivido como uma imposição, mas como um cuidado consigo mesmo.

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 Raquel Do Prado Xavier
Psicólogo, Psicanalista
Uberlândia
Oferecendo a ajuda de um tratamento psicologico ser realizado com cuidado e antes , ter sido apontado com boas referências pois existem profissionais imaturos ou incompetentes em todas as esferas da vida.
Oi, é um prazer te ter por aqui.


Ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que resiste a aceitar a condição crônica exige sensibilidade e uma abordagem gradual. Algumas estratégias podem favorecer esse processo:
Conscientização cuidadosa Ajudar o paciente a compreender a gravidade do LES e a importância de mudanças no estilo de vida é essencial, mas isso deve ser feito de forma empática, mostrando como essas adaptações podem melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações.
Escuta ativa e acolhimento Conversar sobre os medos, perdas percebidas e resistências é fundamental. A negação muitas vezes está ligada ao receio de perder autonomia, ao medo do futuro ou ao impacto emocional do diagnóstico. Criar um espaço seguro para que o paciente expresse essas preocupações facilita a abertura para mudanças.
Apoio psicológico O acompanhamento com um profissional de saúde mental pode ajudar o paciente a elaborar a negação, lidar com o impacto emocional do diagnóstico e construir uma relação mais realista e saudável com a própria condição.
Essas abordagens contribuem para um ambiente mais colaborativo, favorecendo a aceitação gradual da doença e a adoção de hábitos que promovam bem estar e estabilidade ao longo do tempo.



Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços

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