O que a logoterapia sugere para construir um propósito que combate a impulsividade?

3 respostas
O que a logoterapia sugere para construir um propósito que combate a impulsividade?
Você trouxe a ideia da logoterapia, que fala sobre encontrar um propósito maior para lidar com a impulsividade. Na Gestalt, olhamos de uma forma diferente: entendemos que a impulsividade aparece quando você não está plenamente consciente do que sente ou do que precisa naquele momento. Por isso, em vez de buscar um propósito no futuro, trabalhamos para ampliar sua consciência no presente — perceber o que acontece no seu corpo, quais emoções surgem e qual necessidade real está pedindo atenção. Quando você se dá conta disso, passa a ter mais escolha e menos reatividade. Assim, o sentido de vida vai sendo construído na prática, a partir das suas experiências vividas aqui e agora, e não apenas como uma ideia abstrata.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Sua pergunta toca num ponto muito delicado e, ao mesmo tempo, muito poderoso da logoterapia: a relação entre propósito e a forma como lidamos com impulsos. E vale já um cuidado conceitual. A logoterapia não enxerga o propósito como um “antídoto comportamental” que controla impulsividade diretamente. Em vez disso, ela trabalha com a ideia de sentido como algo que reorganiza a forma como a pessoa se posiciona diante da própria vida, o que naturalmente reduz a força dos impulsos que antes pareciam incontroláveis.

Quando pensamos em impulsividade pela lente da logoterapia, ela não é vista como falha moral ou falta de disciplina, mas como uma resposta imediata a um vazio, a uma angústia existencial ou a uma dificuldade de sustentar determinados sentimentos. É como se o impulso surgisse para preencher, por instantes, um espaço interno que ainda não encontrou direção. Quando a pessoa começa a descobrir aquilo que lhe importa profundamente, o comportamento deixa de ser guiado pelo “alívio imediato” e passa a ser orientado pelo que faz sentido. O cérebro, inclusive, tende a reagir de forma menos urgente quando reconhece que há algo maior guiando as escolhas.

Talvez faça diferença observar algo dentro de você. Em quais momentos percebe que age rápido porque parece não haver nada mais forte do que a necessidade de aliviar a tensão? Que partes da sua história ainda não encontraram uma direção clara, e como isso se conecta com os impulsos que surgem? E quando você pensa em propósito, que valores ou causas despertam aquela sensação de “isso conversa com quem eu sou de verdade”?

A logoterapia convida a pessoa a se aproximar da própria vida com mais intenção, e é desse movimento que nasce um tipo de estabilidade emocional que diminui a força dos impulsos. Não porque os elimina, mas porque oferece um eixo interno mais firme. Se quiser aprofundar essa construção de sentido de um jeito que respeite sua história, podemos conversar com calma sobre isso. Caso precise, estou à disposição.
 Luiz Siqueira
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, boa tarde. A logoterapia sugere que a impulsividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) está ligada à tentativa de aliviar dor emocional intensa ou vazio existencial. Por isso, o foco não é apenas conter o impulso, mas construir um propósito que dê direção à vida.

Em termos simples, quando falta um “para quê”, o impulso vira a resposta imediata ao sofrimento. A logoterapia, de Viktor Frankl, trabalha o resgate desse sentido.

Na prática, ela ajuda a:

separar o impulso da identidade pessoal

identificar valores que realmente importam

construir um propósito como direção, não como meta perfeita

criar uma pequena pausa entre sentir e agir

Mesmo com emoções intensas, a pessoa pode escolher não agir automaticamente. Esse espaço já representa liberdade.

Em nível mais aprofundado, o propósito reduz a impulsividade porque a vida deixa de ser apenas reação emocional e passa a ser resposta orientada por sentido.
O impulso pode continuar existindo, mas deixa de comandar as escolhas.

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