O que é a "fusão entre terapeuta e paciente" e como evitá-la?
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O que é a "fusão entre terapeuta e paciente" e como evitá-la?
A chamada “fusão entre terapeuta e paciente” acontece quando os contornos dessa relação começam a se confundir e o profissional perde de vista que, embora esteja implicado no encontro clínico, ocupa um lugar diferente do outro.
Na clínica, o vínculo é fundamental, mas ele não se constitui como amizade, tutela ou condução da vida do paciente. O lugar do psicólogo é justamente aquele que permite certa distância: uma presença implicada, atenta e ética, sem tomar para si o caminho que pertence ao outro.
Evitar essa fusão é reconhecer que não cabe ao terapeuta saber o que é melhor para o paciente ou decidir por ele. O trabalho clínico acontece justamente quando há encontro, mas também diferença, quando o outro pode aparecer em sua singularidade, sem ser tomado ou dirigido. Esse afastamento é justamente o que impede que o outro seja capturado por nossas expectativas, valores ou desejos. Assim, o cuidado clínico consiste em acompanhá-lo na possibilidade de que ele próprio possa se apropriar de seu caminho.
Na clínica, o vínculo é fundamental, mas ele não se constitui como amizade, tutela ou condução da vida do paciente. O lugar do psicólogo é justamente aquele que permite certa distância: uma presença implicada, atenta e ética, sem tomar para si o caminho que pertence ao outro.
Evitar essa fusão é reconhecer que não cabe ao terapeuta saber o que é melhor para o paciente ou decidir por ele. O trabalho clínico acontece justamente quando há encontro, mas também diferença, quando o outro pode aparecer em sua singularidade, sem ser tomado ou dirigido. Esse afastamento é justamente o que impede que o outro seja capturado por nossas expectativas, valores ou desejos. Assim, o cuidado clínico consiste em acompanhá-lo na possibilidade de que ele próprio possa se apropriar de seu caminho.
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