O que é necessário para que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) aceite a condição de ma
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O que é necessário para que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) aceite a condição de maneira positiva?
Talvez seja importante começar entendendo que nem todo paciente vai conseguir receber o diagnóstico de forma positiva, e isso não significa que algo esteja errado, aceitar uma condição crônica como o Lúpus Eritematoso Sistêmico é um processo e pode envolver negação, raiva, tristeza e medo. Em vez de buscar uma aceitação “positiva”, o mais realista é ajudar esse paciente a se tornar mais receptivo ao diagnóstico, minimamente disposto a olhar para o que está acontecendo e aberto a tentar se cuidar. Isso pode ser construído aos poucos, oferecendo informações claras sobre a doença, acolhendo os sentimentos que surgem, respeitando o tempo dele e ajudando a desenvolver estratégias para lidar com a nova realidade. O acompanhamento psicológico pode contribuir muito nesse processo, auxiliando o paciente a elaborar o impacto do diagnóstico, a ressignificar a relação com a doença e a encontrar formas possíveis de seguir a vida com mais autonomia e qualidade, mesmo diante das limitações que podem surgir.
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Para que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico aceite melhor a condição, é importante compreender a doença, validar as próprias emoções e construir uma nova forma de viver, sem se resumir ao diagnóstico. Eu convivo com lúpus, e sei que, com o tempo, é possível desenvolver uma relação mais leve e adaptada com a própria saúde.
A aceitação de uma condição de saúde é um processo gradual, que pode oscilar e que se sustenta quando o paciente pode se implicar na própria história sem se reduzir ao diagnóstico. Para que um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico caminhe em direção a uma aceitação mais positiva, né importante que ele consiga integrar essa condição à própria vida sem que ela defina totalmente quem ele é. Alguns aspectos são importantes nesse processo, tais como: compreender a doença ajuda a reduzir fantasias catastróficas ou negações; sentir-se apoiado favorece a adesão ao cuidado e à própria realidade da doença; reconhecer perdas, medos e mudanças, dando lugar ao luto pelo corpo e pela vida como eram antes; e encontrar formas singulares de significar a experiência de adoecer, sem culpabilização.
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