O que fazer caso tenha Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de Pensamentos?

3 respostas
O que fazer caso tenha Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de Pensamentos?
Olá.
Caso vc ou alguém que vc conheça esteja sofrendo com isso, é imprescindível o acompanhamento profissional com psicólogo e e psiquiatra ou neurologia.
O motivo de ser necessário o acompanhamento é que o psiquiatra ou neurologista irá prescrever uma medicação que ajude a conter a gigantesca ansiedade e angustia que invadem a mente. É importante relembrar que o caminho para encontrar uma medicação que seja adequada para cada pessoa pode demorar um pouco, porém é importante ter persistência e paciência nesse momento.
O acompanhamento psicológico irá caminhar com vc na direção de eliminar o TOC. Iremos identificar os pensamentos obsessivos e seus impulsos, iremos pensar nas causas deles para encontrar a raiz da obsessão, iremos estruturar formas de contornar a compulsão (dentro do que for possível para cada pessoa). É importante lembrar aqui que quanto mais tempo se permanece no transtorno, mais tempo leva pra sair dele, além de que o processo de terapia para tratar o TOC não é rápido.

Espero ter ajudado.
Abraços.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Entendi sua pergunta, e só vou ajustar um ponto conceitual porque isso ajuda muito: “TOC de pensamentos” geralmente se refere a situações em que as obsessões são o centro do sofrimento e as compulsões são mais internas, como ruminar, revisar mentalmente, tentar neutralizar, buscar certeza, se punir por pensar, ou pedir garantias o tempo todo. Então não é que o TOC seja “só pensamento”, é que os rituais ficam menos visíveis para quem está de fora.

Quando isso acontece, o problema não costuma ser o pensamento em si, e sim a relação com ele. Quanto mais você tenta expulsar, provar que não é verdade, ou conseguir certeza absoluta, mais a mente volta com força, e o ciclo se mantém. Em terapia, o foco geralmente é aprender a reconhecer a intrusão como intrusão, tolerar a dúvida e reduzir as respostas compulsivas, especialmente as mentais, porque são elas que alimentam o circuito de alívio curto e recaída. Do ponto de vista do cérebro, é como se você estivesse ensinando o sistema a não tratar cada pensamento como emergência, para que ele pare de acionar o alarme toda vez.

Também vale lembrar que pensamentos intrusivos não são intenção e não definem caráter, eles aparecem justamente com temas que importam e assustam. O que faz diferença é como você responde: se você entra em luta e checagem mental, o TOC cresce; se você aprende a observar, aceitar a incerteza e retomar a vida, ele tende a perder força ao longo do tempo. Em alguns casos, quando o sofrimento está alto, a ansiedade está muito intensa ou há comorbidades, uma avaliação com psiquiatria pode complementar o cuidado.

Que tipo de pensamentos te incomodam mais, contaminação, dúvida, medo de causar dano, temas morais, religiosos, agressivos ou sexuais? Quando eles vêm, o que você faz para tentar aliviar, fica analisando, buscando certeza, repetindo frases na cabeça, evitando situações, ou pedindo confirmação para alguém? E quanto tempo do seu dia isso está consumindo, mais alguns minutos ou horas?

Se fizer sentido, terapia é um espaço bem efetivo para mapear seu ciclo específico e construir um plano de manejo que funcione na prática, sem virar uma guerra diária com a própria mente. Caso precise, estou à disposição.

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