O que fazer quando a pessoa está com transtorno de conduta mas não quer aceitar ajuda médica pq ela acha que não está doente?
Olá! Aceitar um tratamento é, antes de tudo, concordar com o diagnostico e proposta terapêutica e, muitas vezes, não é fácil! Apesar disso, para que um tratamento em saúde mental tenha sucesso, é preciso que seja realizado um trabalho em equipe: paciente, psiquiatra, psicoterapeuta, família e amigos.
Sendo o transtorno de conduta uma doença essencialmente diagnosticada até os 18 anos, muito provavelmente estamos falando de uma pessoa jovem.Além desta idade é transtorno de personalidade antissocial. assim, num primeiro momento, a família deve tomar á frente numa tentativa de sensibilizar o paciente, sendo claros e precisos, mostrando os incômodos da sua sintomatologia, adotando posturas empáticas, atitudes solidárias e alimentando sua autoestima. Um paciente portador de TC tem sua capacidade de avaliação e julgamento comprometidas, é desafiador e pode tornar-se agressivo; no entanto, é necessário procurar manter a calma e controlar as emoções mas se preciso, solicite ajuda.

Dr. Fábio Luiz Socreppa da Fonseca
Dr. Fábio Luiz Socreppa da Fonseca
Psicólogo, Psicopedagogo
Santo André, SP
Olá! Existem opções possíveis, mas nenhuma delas é fácil. Primeiramente, o transtorno de conduta leva as pessoas que convivem com ela a mudar as próprias atitudes, compreender coisas não compreensíveis, fazer coisas para que ela não perda a calma, etc.

Essas atitudes dão a pessoa que vive esse transtorno uma perspectiva de que tudo está bem e que ele(a) mesmo não possui nenhum problema. É importante que essas atitudes compensatórias deixem de estar presentes para que essa pessoa possa perceber seus próprios sintomas. A orientação a respeito da necessidade de buscar tratamento também é importante em momentos em que ele(a) se mostrar mais aberto a isso. Tal como a colega acima citou, pessoas que exerçam uma boa influência sobre essa pessoa também podem ajudar bastante nesse diálogo.

Contudo, todo esse processo é complicado e o acompanhamento de você(s) que vivem com essa pessoa seria interessante para o manejo dessa situação.

Se precisar conversar, fico a sua disposição.

 Adriana M. Corrêa
Adriana M. Corrêa
Psicólogo
Niterói
Olá! É comum a negação por parte da pessoa de que precisa de uma ajuda profissional, podendo responsabilizar ao outro ou a algum evento a responsabilidade pelo seu atual estado.Ainda existe preconceito na procura por profissionais como psicólogo e psiquiatra,porém é tão comum como procurar ajuda de um outro profissional de saúde.É importante a pessoa sentir aprovação social por parte da família e amigos a buscar tratamento, sendo encorajado a desmistificar o tratamento em si.Coloco-me a disposição!!

Dra. Juerci de Oliveira Reis
Dra. Juerci de Oliveira Reis
Psicólogo, Terapeuta complementar, Psicanalista
Governador Valadares
Talvez alguém que exerça influência sobre ela possa sugerir que visite o médico para fazer exames rotineiros e o médico irá encaminha- la ao psiquiatra e ao psicólogo ao avaliar a situação, previamente avisada ao médico. Mas para que ela faça um tratamento psicológico precisa conscientizar que necessita, e aceitar esta relação de ajuda psicológica.

 Cristiano Ávila da Silva
Cristiano Ávila da Silva
Psicólogo
Atibaia
O transtorno de conduta tem como máxima o comportamento emitido sempre dentro de um padrão de inconsequência, o adolescente age pelo impulso, busca apenas a satisfação de seus desejos sem se importar com as pessoas próximas a ele. Basicamente consiste numa série de comportamentos que perturbam quem está próximo, com atividades perigosas e até mesmo ilegais.
As crianças ou adolescentes afetados não se importam com os sentimentos dos outros nem apresentam sofrimento psíquico por atos moralmente reprováveis. Levando a família a intenso sofrimento, devido suas atitudes impulsivas e inconsequentes, ou seja, ele mesmo parecem não se importam com o que fazem.
A considerar também que Transtorno de Conduta é um termo utilizado especificamente para crianças e adolescentes,, isto porque, assemelha-se ao Transtorno de Personalidade Antissocial. Todavia temos que levar em consideração a fase do desenvolvimento da criança e adolescente, os sintomas ainda não se cristalizaram na estrutura de personalidade, por isso o termo Transtorno de Conduta e não Antissocial, por entender que tal afetação pode ou não evoluir para o Transtorno de Personalidade Antissocial .
É muito arriscado definir como patologia, pois estes sintomas podem ser erradicados e assim alterar o padrão de comportamento.
Normalmente não é um processo consciente , por isso a negação em aceitar que esteja "doente". Alguns casos requer tratamento psiquiátrico e medicamentoso que ajuda na redução de ansiedades, hiper atividade mental.
É mais adequado nestes casos Psicoterapia Cognitiva Comportamental (TCC), por atuar diretamente no padrão de comportamento desviante , e pensamentos disfuncionais.
Quanto a recusa de trata-se vale lembrar que o termo Transtorno de Conduta é aplicado a criança e adolescentes, sendo assim, atuar com postura firme e de imposição de limites é determinante para que a pessoa consiga desenvolver sua autopercepção e aos poucos responsabilizar-se por suas ações e escolhas.
Psicólogo Cristiano Ávila da Silva..

Olá. Primeiramente buscar ajuda de um profissional da psicologia. Inicialmente é importante saber a idade dessa pessoa, pois se tratando da adolescência esse comportamento é mais comum, podendo cessar no ingresso da fase jovem. O adolescente tende a apresentar comportamentos mais agressivos, mas opositores, muitas vezes de difícil manejo e aceitação por parte dos familiares. Também é necessário realizar um diagnóstico, caso não seja um adolescente, com intuito de verificar se não se enquadra dentro de uma estrutura de personalidade perversa, hipótese somente descartada ou inferida após diversas análises e testagens. De qualquer forma, o paciente precisa dar-se conta da dificuldade de interação social e de manejo das relações que seu comportamento causa e buscar ajuda. Boa sorte! Abraços

O Transtorno de Conduta de uma criança, adolescente ou jovem , recebe manutenção na codependencia dos pais ou pessoas do convívio desse sujeito, isto é, quando existem dificuldades em colocar limites e , como disse o colega acima, proteger o sujeito para que ele não necessite arcar com as consequências de seus atos, evitando o sofrimento causado pelas consequências negativas. Muitas vezes a família evita confrontar ou colocar limites pela dificuldade de lidar com ele, quando fica bravo ou agressivo, causando tumulto . Isso agrava o problema.Uma terapia familiar é indicado., No inicio algumas vezes ele pode se recusara participar. Algumas mudanças no ambiente , aprender com a terapia como fazer para colocar limites, irão afeta-lo positivamente e gradualmente ate que ele aceite uma terapia individual.

 Maria Cristina Ticianelli
Maria Cristina Ticianelli
Psicólogo
Americana
Quando uma pessoa apresenta perturbações, transtorno de conduta,este comportamento é visto como algo inadequado, agressivo ou até desafiante e comumente é negado por quem o pratica. No caso de criança e adolescente, caberá aos responsáveis a atitude da procura de ajuda, logicamente com todo um tato para que não haja aversão ou mesmo a sensação de imposição.. Porém , quando nos referimos a um adulto onde o convívio é difícil e este se apresenta refratário à um tratamento, a melhor medida é demonstrar mudanças de atitude frente a ele. Recomendaria o início de uma terapia familiar, mesmo que inicialmente a pessoa em questão se negasse a comparecer. Acredito que com o tempo e mudanças que provavelmente acontecerão, este adulto perceberá que a terapia está modificando á todos e acabará participando também. Ninguém aceita uma crítica mal elaborada. Com a ajuda de uma psicóloga(o) os assuntos polêmicos serão discutidos e reescritos devidamente naquele universo familiar. Procurar ajuda profissional é a melhor conduta da família para a solução, pois todos estão emocionalmente envolvidos, sem condições solucionáveis.

Especialistas em Transtorno Da Conduta

Suleima Biacchi Penz

Suleima Biacchi Penz

Psicólogo, Psicopedagogo

Porto Alegre

Neulandia Luiza da Costa

Neulandia Luiza da Costa

Psicólogo

Lagoa Santa

Júlia S. Gasperin

Júlia S. Gasperin

Psicólogo

Porto Alegre

Eduardo G. Moretti

Eduardo G. Moretti

Psicólogo

Campinas

Carolina Seidel

Carolina Seidel

Psicopedagogo

Avaré

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 50 perguntas sobre Transtorno Da Conduta

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.

  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.

Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.