O que fazer se houver suspeita de que uma pessoa muito jovem está apresentando traços do Transtorno

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O que fazer se houver suspeita de que uma pessoa muito jovem está apresentando traços do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Se houver suspeita de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em uma pessoa muito jovem, o primeiro passo é procurar imediatamente um profissional de saúde mental, psiquiatra ou psicólogo especializado, para uma avaliação e diagnóstico precisos.
O olhar atento e responsável pode detectar que há algo diferente, mas é o profissional quem ajudará e orientará da melhor maneira. O tratamento precoce é fundamental, envolvendo psicoterapia e, se necessário, medicação para sintomas específicos, sempre com foco no desenvolvimento de habilidades emocionais e relacionais. Quanto mais cedo houver suporte, menos impactos negativos ocorrerão. A percepção de que há algo que precisa ser investigado é demonstração de amor, rede de apoio, que são fundamentais.

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Se houver suspeita de que uma pessoa muito jovem apresenta traços do Transtorno de Personalidade Borderline, é importante buscar avaliação profissional especializada o quanto antes. Psicólogos e psiquiatras podem identificar padrões emocionais, de vínculo e comportamentais precoces, distinguindo traços normativos da adolescência de sinais mais persistentes de TPB. Enquanto a avaliação ocorre, os cuidadores devem criar um ambiente seguro, consistente e acolhedor, validando sentimentos sem julgamento, estabelecendo limites claros e evitando críticas que possam intensificar a insegurança emocional. O acompanhamento precoce permite apoiar o desenvolvimento de regulação emocional, formas mais saudáveis de vínculo e estratégias de enfrentamento, reduzindo sofrimento e prevenindo padrões mais rígidos de instabilidade afetiva.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante e exige bastante cuidado, principalmente porque estamos falando de alguém muito jovem. O primeiro ponto fundamental é entender que, nessa fase da vida, não se fala em diagnóstico fechado de Transtorno de Personalidade Borderline, mas sim em traços ou padrões emocionais que merecem atenção e acompanhamento.

Na infância e na adolescência, o sistema emocional ainda está em desenvolvimento. Oscilações de humor, impulsividade e conflitos nos relacionamentos podem fazer parte do amadurecimento, mas o sinal de alerta costuma aparecer quando essas reações são muito intensas, frequentes e geram sofrimento significativo ou prejuízo nas relações, na escola ou na vida familiar. O olhar precisa ser menos rotulador e mais curioso: o que essa pessoa está tentando comunicar através dessas emoções tão fortes?

O caminho mais indicado é buscar uma avaliação psicológica cuidadosa, que considere a história de vida, o contexto familiar e a forma como esse jovem lida com emoções e vínculos. Quando se trata de menores de idade, é essencial que os pais ou cuidadores estejam envolvidos, não para vigiar ou corrigir, mas para compreender como o ambiente pode oferecer mais previsibilidade, validação emocional e segurança. Muitas vezes, pequenas mudanças na forma de resposta dos adultos já reduzem bastante o sofrimento.

Vale refletir: esse jovem tem espaço para falar sobre o que sente sem medo de punição ou desqualificação? Como os adultos costumam reagir às explosões emocionais, com escuta ou com confronto imediato? Existe constância nas regras e no afeto ou tudo muda conforme o clima emocional do momento? Essas perguntas ajudam a orientar intervenções mais precoces e protetivas.

O acompanhamento psicológico nessa fase não tem como objetivo “confirmar um transtorno”, mas fortalecer habilidades de regulação emocional, identidade e relação com o outro, reduzindo o risco de sofrimento mais intenso no futuro. Quando necessário, a avaliação psiquiátrica pode ser indicada como apoio, sempre de forma cuidadosa. Caso precise, estou à disposição.

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