O viés emocional faz com que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se sinta semp

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O viés emocional faz com que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se sinta sempre infeliz?
Olá, boa tarde. O viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não faz com que a pessoa se sinta sempre infeliz, mas contribui para que as emoções sejam vivenciadas de forma mais intensa, rápida e instável. Pessoas com TPB tendem a apresentar um viés de processamento emocional que amplifica experiências negativas, aumenta a sensibilidade à rejeição e dificulta a recuperação emocional após frustrações ou conflitos.

Isso significa que momentos de alegria, vínculo e satisfação existem, mas costumam ser menos duradouros e facilmente interrompidos por mudanças internas ou externas. A literatura baseada em evidências mostra que essa instabilidade emocional está relacionada a dificuldades na regulação das emoções, e não à ausência de experiências positivas.

Na TCC e, especialmente, na Terapia Comportamental Dialética (DBT), o tratamento foca em reduzir esse viés por meio do treino de regulação emocional, atenção plena e habilidades interpessoais. Meta-análises e diretrizes clínicas indicam que essas intervenções diminuem a intensidade das reações emocionais e aumentam a capacidade de experimentar emoções positivas de forma mais estável ao longo do tempo.

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Não necessariamente. O viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline não faz a pessoa estar constantemente infeliz, mas amplifica a intensidade das emoções e torna experiências de rejeição, frustração ou abandono mais dolorosas. Isso significa que momentos de alegria ou bem-estar podem ser vividos plenamente, mas situações de conflito ou medo ativam respostas emocionais muito intensas, dificultando a estabilidade afetiva. Na análise, o objetivo é ajudar o sujeito a reconhecer essas reações, entender sua origem e aprender a diferenciar o que é efeito do viés emocional do que é realidade externa, promovendo maior equilíbrio emocional e capacidade de aproveitar experiências positivas sem que a intensidade dos medos comprometa a sensação de bem-estar.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito compreensível, porque quem observa o sofrimento intenso associado ao Transtorno de Personalidade Borderline pode ter a impressão de que a pessoa vive em um estado contínuo de infelicidade. Mas o viés emocional no TPB não significa estar sempre infeliz, e essa distinção é importante.

O que costuma acontecer é que as emoções no TPB são vividas com muita intensidade e rapidez, especialmente quando envolvem vínculos. Momentos de alegria, conexão, entusiasmo e prazer existem e podem ser vividos de forma profunda. O desafio é que esses estados positivos tendem a ser instáveis quando há ativação emocional relacionada a medo de abandono, rejeição ou invalidação. O sistema emocional muda rápido de cenário, não porque a pessoa “não sabe ser feliz”, mas porque reage fortemente às variações do ambiente relacional.

O viés emocional faz com que, em momentos de ativação, a atenção fique quase toda capturada pela dor do presente. Nessas horas, experiências positivas recentes parecem desaparecer da memória emocional, dando a sensação de que “sempre foi assim” ou de que nada nunca foi suficiente. Isso não reflete a realidade completa da vida da pessoa, mas o estado emocional dominante naquele momento. Quando a emoção se regula, a percepção costuma mudar.

Vale se perguntar: você percebe que há momentos de bem-estar que se perdem rapidamente diante de conflitos ou sinais de distância? A sensação de infelicidade surge principalmente quando relações importantes são ativadas? O que acontece com sua percepção da vida quando você se sente emocionalmente mais seguro? Essas perguntas ajudam a diferenciar um estado emocional transitório de uma condição permanente.

Na psicoterapia, o trabalho envolve ajudar a pessoa a ampliar a tolerância às emoções difíceis sem perder o acesso às experiências positivas, construindo uma narrativa interna mais contínua e menos dependente do estado emocional do momento. Isso não elimina o sofrimento, mas permite que a vida deixe de ser definida apenas pelos picos de dor. Caso precise, estou à disposição.

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