Como a família de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser envolvida no

3 respostas
Como a família de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser envolvida no tratamento psicoterápico e medicamentoso ?
Olá, boa tarde. A família pode ter um papel muito importante no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) quando é envolvida de forma estruturada, orientada e baseada em evidências. O objetivo não é responsabilizar a família pelo transtorno, mas ajudá-la a compreender o funcionamento emocional do paciente e a responder de maneira mais eficaz às crises e à instabilidade emocional.

Na psicoterapia, especialmente em abordagens da Terapia Cognitivo-Comportamental e da Terapia Comportamental Dialética (DBT), a família pode ser incluída por meio de psicoeducação, aprendendo sobre o TPB, a função dos comportamentos impulsivos e as dificuldades de regulação emocional. Programas baseados em evidências mostram que ensinar familiares a validar emoções, estabelecer limites claros e reduzir respostas críticas ou punitivas diminui conflitos e recaídas.

Também podem ser trabalhadas habilidades específicas com a família, como comunicação assertiva, manejo de crises e resolução de problemas. Revisões sistemáticas indicam que intervenções familiares associadas ao tratamento individual melhoram adesão à psicoterapia e reduzem hospitalizações.

No tratamento medicamentoso, a família pode colaborar observando efeitos colaterais, adesão ao uso correto da medicação e mudanças de comportamento, sempre em articulação com o psiquiatra responsável.

Quando a família recebe orientação adequada, ela deixa de atuar de forma reativa e passa a ser um fator de proteção no processo terapêutico.

Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
A família de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline pode ter um papel importante no tratamento, tanto psicoterápico quanto medicamentoso, ao fornecer apoio consistente e colaborativo. No contexto da psicoterapia, os familiares podem ser orientados a validar emoções, manter limites claros, reconhecer padrões de relação e evitar reações impulsivas ou julgamentos, ajudando a criar um ambiente seguro que favoreça a regulação emocional do paciente. Quanto ao tratamento medicamentoso, a família pode colaborar garantindo adesão correta às prescrições, observando efeitos colaterais e comunicando mudanças significativas ao profissional. Além disso, o envolvimento em sessões de orientação familiar ou grupos de apoio ajuda os familiares a entenderem o transtorno, suas dinâmicas emocionais e estratégias eficazes de manejo, reduzindo conflitos e fortalecendo vínculos.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito relevante, porque no Transtorno de Personalidade Borderline o tratamento raramente acontece apenas “dentro do paciente”. As relações, especialmente familiares, fazem parte tanto da origem quanto da manutenção e da melhora dos sintomas.

A família pode ser envolvida no tratamento quando passa a compreender melhor o funcionamento emocional do TPB. Isso não significa justificar comportamentos, mas entender que reações intensas não surgem por manipulação ou escolha, e sim por dificuldade real de regulação emocional. Quando os familiares aprendem a responder com mais previsibilidade, menos reatividade e maior clareza de limites, o ambiente deixa de amplificar crises e passa a funcionar como um fator de proteção.

Na psicoterapia, esse envolvimento costuma acontecer por meio de orientações familiares pontuais, sessões conjuntas em momentos estratégicos ou psicoeducação sobre emoções, vínculos e limites. O objetivo não é transformar a família em terapeuta, mas ajudá-la a não reforçar ciclos de invalidação, escalada emocional ou abandono afetivo. Muitas vezes, ajustar a forma de comunicação e reação já reduz significativamente conflitos e recaídas.

No tratamento medicamentoso, quando indicado e acompanhado por psiquiatra, a família também tem um papel importante ao compreender que a medicação não “corrige a personalidade”, mas pode ajudar a reduzir sintomas específicos como impulsividade, instabilidade de humor ou ansiedade intensa. Isso evita expectativas irreais e frustrações, além de favorecer adesão ao tratamento sem cobranças excessivas.

Vale refletir: como a família reage nos momentos de crise, tenta controlar, se afasta ou entra em confronto? Existe espaço para diálogo quando todos estão mais regulados emocionalmente? Os limites são claros e constantes ou mudam conforme o medo de perder o vínculo? Essas perguntas ajudam a identificar como o sistema familiar pode colaborar com o processo terapêutico.

Quando família, psicoterapia e, se necessário, psiquiatria caminham de forma alinhada, o tratamento tende a ser mais estável e eficaz. O envolvimento familiar não é sobre vigilância, mas sobre construir um ambiente emocionalmente mais seguro para todos. Caso precise, estou à disposição.

Especialistas

Tatiana de Faria Guaratini

Tatiana de Faria Guaratini

Psicólogo

Ribeirão Preto

Lilian Gonçalves

Lilian Gonçalves

Psicólogo

São Paulo

Camila Goularte

Camila Goularte

Psicólogo

Criciúma

Renata Henriques Frujuelle

Renata Henriques Frujuelle

Psicólogo

São Paulo

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Luis Falivene Roberto Alves

Luis Falivene Roberto Alves

Psiquiatra

Campinas

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 2525 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.