O que posso fazer quando um amigo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se afasta de mim?
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O que posso fazer quando um amigo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se afasta de mim?
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta que toca num ponto delicado e muito humano das relações com alguém que tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Quando uma pessoa com esse transtorno se afasta, geralmente não é apenas um “afastamento”, mas um reflexo de algo interno que ela está sentindo — medo de rejeição, vergonha, raiva, ou a tentativa de se proteger de uma dor que parece maior do que consegue suportar.
Às vezes, o afastamento pode não ser sobre você, mas sobre o que o vínculo desperta nela. É como se o cérebro dissesse: “é melhor me afastar antes que eu seja abandonado”. Essa reação tem raízes emocionais profundas e não obedece à lógica racional — é mais um reflexo de sobrevivência emocional do que uma decisão consciente.
Talvez o ponto mais importante seja olhar para o que esse afastamento provoca em você. Você sente vontade de insistir? De se afastar também? De “consertar” o que aconteceu? Entender as suas próprias reações pode ser tão valioso quanto entender as dela. Como você tem lidado internamente com essa distância? O que te faz querer manter esse vínculo? E até onde cuidar do outro não está te fazendo se descuidar de si?
Essas relações, embora intensas e desafiadoras, também podem ser fontes de muito aprendizado sobre limites, empatia e autocuidado. E se sentir confuso ou dividido faz parte — não é sinal de fraqueza, é sinal de que o vínculo foi significativo. Caso precise, estou à disposição.
Às vezes, o afastamento pode não ser sobre você, mas sobre o que o vínculo desperta nela. É como se o cérebro dissesse: “é melhor me afastar antes que eu seja abandonado”. Essa reação tem raízes emocionais profundas e não obedece à lógica racional — é mais um reflexo de sobrevivência emocional do que uma decisão consciente.
Talvez o ponto mais importante seja olhar para o que esse afastamento provoca em você. Você sente vontade de insistir? De se afastar também? De “consertar” o que aconteceu? Entender as suas próprias reações pode ser tão valioso quanto entender as dela. Como você tem lidado internamente com essa distância? O que te faz querer manter esse vínculo? E até onde cuidar do outro não está te fazendo se descuidar de si?
Essas relações, embora intensas e desafiadoras, também podem ser fontes de muito aprendizado sobre limites, empatia e autocuidado. E se sentir confuso ou dividido faz parte — não é sinal de fraqueza, é sinal de que o vínculo foi significativo. Caso precise, estou à disposição.
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Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costumam ter uma hipersensibilidade nas relações e um medo profundo de rejeição ou abandono. Por isso, às vezes, acabam se afastando primeiro como uma forma de se proteger, uma tentativa inconsciente de evitar serem rejeitadas.
Também pode acontecer de interpretarem alguma atitude de forma mais negativa ou intensa, e por não saberem lidar bem com o desconforto emocional, preferirem o afastamento ao diálogo.
Nesse caso, você pode enviar uma mensagem empática, expressando o carinho que sente pela pessoa e o desejo de conversar para esclarecer qualquer mal-entendido. Mesmo que ela não responda de imediato, essa postura de acolhimento e respeito ajuda a reconstruir a ponte quando ela estiver pronta para se reaproximar.
Como psicóloga com experiência em Terapia Comportamental Dialética (TCD), Terapia do Esquema e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), percebo que abordagens pautadas em autenticidade e empatia costumam favorecer muito o restabelecimento da confiança
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costumam ter uma hipersensibilidade nas relações e um medo profundo de rejeição ou abandono. Por isso, às vezes, acabam se afastando primeiro como uma forma de se proteger, uma tentativa inconsciente de evitar serem rejeitadas.
Também pode acontecer de interpretarem alguma atitude de forma mais negativa ou intensa, e por não saberem lidar bem com o desconforto emocional, preferirem o afastamento ao diálogo.
Nesse caso, você pode enviar uma mensagem empática, expressando o carinho que sente pela pessoa e o desejo de conversar para esclarecer qualquer mal-entendido. Mesmo que ela não responda de imediato, essa postura de acolhimento e respeito ajuda a reconstruir a ponte quando ela estiver pronta para se reaproximar.
Como psicóloga com experiência em Terapia Comportamental Dialética (TCD), Terapia do Esquema e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), percebo que abordagens pautadas em autenticidade e empatia costumam favorecer muito o restabelecimento da confiança
Quando um amigo se afasta, muitas vezes o afastamento não significa falta de vinculo, mas talvez esteja tentando organizar suas emoções. Não leve para o lado pessoal, ofereça espaço para ele mas mostre que você está presente, não queira se afastar também devido ao sumiço dele, se mantenha estável, estabeleça limites mas também tenha empatia.
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