O que posso fazer quando um amigo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se afasta de mim?
3
respostas
O que posso fazer quando um amigo com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se afasta de mim?
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta que toca num ponto delicado e muito humano das relações com alguém que tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Quando uma pessoa com esse transtorno se afasta, geralmente não é apenas um “afastamento”, mas um reflexo de algo interno que ela está sentindo — medo de rejeição, vergonha, raiva, ou a tentativa de se proteger de uma dor que parece maior do que consegue suportar.
Às vezes, o afastamento pode não ser sobre você, mas sobre o que o vínculo desperta nela. É como se o cérebro dissesse: “é melhor me afastar antes que eu seja abandonado”. Essa reação tem raízes emocionais profundas e não obedece à lógica racional — é mais um reflexo de sobrevivência emocional do que uma decisão consciente.
Talvez o ponto mais importante seja olhar para o que esse afastamento provoca em você. Você sente vontade de insistir? De se afastar também? De “consertar” o que aconteceu? Entender as suas próprias reações pode ser tão valioso quanto entender as dela. Como você tem lidado internamente com essa distância? O que te faz querer manter esse vínculo? E até onde cuidar do outro não está te fazendo se descuidar de si?
Essas relações, embora intensas e desafiadoras, também podem ser fontes de muito aprendizado sobre limites, empatia e autocuidado. E se sentir confuso ou dividido faz parte — não é sinal de fraqueza, é sinal de que o vínculo foi significativo. Caso precise, estou à disposição.
Às vezes, o afastamento pode não ser sobre você, mas sobre o que o vínculo desperta nela. É como se o cérebro dissesse: “é melhor me afastar antes que eu seja abandonado”. Essa reação tem raízes emocionais profundas e não obedece à lógica racional — é mais um reflexo de sobrevivência emocional do que uma decisão consciente.
Talvez o ponto mais importante seja olhar para o que esse afastamento provoca em você. Você sente vontade de insistir? De se afastar também? De “consertar” o que aconteceu? Entender as suas próprias reações pode ser tão valioso quanto entender as dela. Como você tem lidado internamente com essa distância? O que te faz querer manter esse vínculo? E até onde cuidar do outro não está te fazendo se descuidar de si?
Essas relações, embora intensas e desafiadoras, também podem ser fontes de muito aprendizado sobre limites, empatia e autocuidado. E se sentir confuso ou dividido faz parte — não é sinal de fraqueza, é sinal de que o vínculo foi significativo. Caso precise, estou à disposição.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Olá!
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costumam ter uma hipersensibilidade nas relações e um medo profundo de rejeição ou abandono. Por isso, às vezes, acabam se afastando primeiro como uma forma de se proteger, uma tentativa inconsciente de evitar serem rejeitadas.
Também pode acontecer de interpretarem alguma atitude de forma mais negativa ou intensa, e por não saberem lidar bem com o desconforto emocional, preferirem o afastamento ao diálogo.
Nesse caso, você pode enviar uma mensagem empática, expressando o carinho que sente pela pessoa e o desejo de conversar para esclarecer qualquer mal-entendido. Mesmo que ela não responda de imediato, essa postura de acolhimento e respeito ajuda a reconstruir a ponte quando ela estiver pronta para se reaproximar.
Como psicóloga com experiência em Terapia Comportamental Dialética (TCD), Terapia do Esquema e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), percebo que abordagens pautadas em autenticidade e empatia costumam favorecer muito o restabelecimento da confiança
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costumam ter uma hipersensibilidade nas relações e um medo profundo de rejeição ou abandono. Por isso, às vezes, acabam se afastando primeiro como uma forma de se proteger, uma tentativa inconsciente de evitar serem rejeitadas.
Também pode acontecer de interpretarem alguma atitude de forma mais negativa ou intensa, e por não saberem lidar bem com o desconforto emocional, preferirem o afastamento ao diálogo.
Nesse caso, você pode enviar uma mensagem empática, expressando o carinho que sente pela pessoa e o desejo de conversar para esclarecer qualquer mal-entendido. Mesmo que ela não responda de imediato, essa postura de acolhimento e respeito ajuda a reconstruir a ponte quando ela estiver pronta para se reaproximar.
Como psicóloga com experiência em Terapia Comportamental Dialética (TCD), Terapia do Esquema e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), percebo que abordagens pautadas em autenticidade e empatia costumam favorecer muito o restabelecimento da confiança
Quando um amigo se afasta, muitas vezes o afastamento não significa falta de vinculo, mas talvez esteja tentando organizar suas emoções. Não leve para o lado pessoal, ofereça espaço para ele mas mostre que você está presente, não queira se afastar também devido ao sumiço dele, se mantenha estável, estabeleça limites mas também tenha empatia.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- O que pode desencadear a ruminação da raiva no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Como manejar o hiperfoco quando ele se torna prejudicial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Quais são os fatores que impulsionam comportamentos disruptivos?
- O que é o comportamento disruptivo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- Qual a importância da consistência na prática de mindfulness para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
- A psicoterapia pode ajudar com os gatilhos emocionais?
- Como começar a praticar atenção plena para lidar com a raiva?
- A atenção plena é a única solução para problemas de raiva?
- É possível meditar sobre a raiva? .
- O que devo fazer se alguém próximo de mim estiver com problemas de raiva?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 2586 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.