O que são as obsessões e compulsões e como se relacionam com o controle inibitório?

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O que são as obsessões e compulsões e como se relacionam com o controle inibitório?
Olá. Essa dúvida é importante! Um comportamento compulsivo é aquele que vem com força e com uma sensação de necessidade muito grande. É difícil controlar ele, pq ele toma conta da cabeça, sabe? Esse comportamento pode acontecer como forma de se livrar de uma sensação muito angustiante, como por exemplo sentir que vai acontecer uma coisa muito ruim se esse comportamento não for realizado. O comportamento obsessivo está ligado a fantasias terríveis que acontecem na nossa mente e que causam muito angústia, ansiedade e alguns outros sentimentos. Essa obsessão é recorrente e intrusiva. Um exemplo pra ficar mais fácil: Se uma pessoa sente que está suja e precisa tomar vários banhos durante o dia para sanar essa sensação. Aqui a sensação de estar suja é a obsessão, pois é uma fantasia, um pensamento intrusivo que fica recorrente na cabeça. O ato de tomar vários banhos é o comportamento compulsivo que é feito para se livrar da angustia de se sentir sujo.
A forma como elas se relacionam fica as voltas no sentido de que as obsessões refletem uma falha em inibir pensamentos indesejados, e as compulsões, uma falha em inibir respostas automáticas.

Espero que tenha ficado claro. Abraços.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A sua pergunta é muito importante, porque entender a relação entre obsessões, compulsões e controle inibitório muda completamente a forma como a pessoa enxerga o próprio TOC. Isso ajuda a tirar o peso da culpa e mostra que o problema não está na “falta de força”, mas na forma como o cérebro reage quando interpreta algo como ameaça.

As obsessões são pensamentos, imagens ou sensações intrusivas que surgem sem convite e causam um desconforto muito grande. Elas geralmente vêm acompanhadas de medo, culpa, dúvida ou sensação de responsabilidade exagerada. Já as compulsões são ações — externas ou internas — usadas para tentar neutralizar esse desconforto. Podem ser rituais visíveis, como checar e lavar, ou rituais silenciosos, como revisar mentalmente, rezar repetidamente ou buscar certezas dentro da própria cabeça. O ponto central é que a compulsão traz um alívio imediato, e esse alívio ensina o cérebro a repetir o comportamento.

É justamente aqui que entra o controle inibitório. Quando a ansiedade dispara, o corpo reage com tanta urgência que frear o impulso de fazer o ritual parece quase impossível. Não é que a pessoa “não queira resistir”; é que o sistema emocional dela interpreta o desconforto como uma ameaça real. O controle inibitório funciona como um filtro que deveria segurar o impulso, mas fica sobrecarregado quando a ansiedade cresce rápido demais. É como tentar segurar uma porta enquanto alguém muito forte empurra do outro lado.

Talvez seja interessante você observar como isso acontece no seu dia a dia. O que surge primeiro quando o TOC aparece: uma sensação, uma dúvida ou um pensamento intrusivo? Quanto tempo passa entre o desconforto e a compulsão? E o que você sente depois de realizar o ritual — mais alívio ou mais exaustão? Essas respostas ajudam a entender exatamente como o seu sistema de controle inibitório está sendo pressionado pelo ciclo do TOC.

Se quiser explorar como fortalecer esse espaço entre a obsessão e a compulsão, e como reorganizar essas respostas para recuperar mais liberdade interna, posso te acompanhar nesse processo com calma. Caso precise, estou à disposição.

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