O Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas mulheres é realmente diferente do Transtorno do Espectro

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas mulheres é realmente diferente do Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos homens?
Olá tudo bem?
Bom, cada pessoa é subjetiva, e por isso os sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) também podem variar bastante. Claro que, de acordo com o DSM-5-TR, existem critérios diagnósticos definidos, mas o modo como esses sinais aparecem pode ser diferente entre homens e mulheres.

De forma geral, os homens costumam apresentar comportamentos mais visíveis e observáveis, enquanto as meninas e mulheres podem acabar “camuflando” seus sinais, já que culturalmente aprendemos desde cedo a nos comportar de determinadas formas.

Por conta disso, alguns estudos mostram que, em mulheres, o TEA pode se confundir mais facilmente com outros quadros, como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Historicamente, muitas mulheres receberam esse diagnóstico nas redes públicas de saúde em vez de TEA, justamente porque nem sempre houve uma investigação aprofundada.

Por isso, é fundamental procurar profissionais especializados na área, que possam realizar uma avaliação cuidadosa e precisa. Espero ter ajudado!

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 Elisabete Kethilin Corá
Psicólogo
Campos Dos Goytacazes
Sim, o autismo pode se manifestar de forma diferente em mulheres em comparação com os homens. Algumas características comuns do autismo em mulheres incluem¹ ² ³:
- *Dificuldade de se relacionar socialmente*: Mulheres com autismo podem ter dificuldade em iniciar ou manter conversas, entender regras sociais implícitas e expressar ou interpretar emoções e intenções.
- *Interesses restritos ou intensos*: Elas podem se dedicar obsessivamente a temas que lhes fascinam, como animais, arte, literatura ou música, e ter uma memória excepcional para detalhes relacionados a esses interesses.
- *Necessidade de rotina e previsibilidade*: Mulheres com autismo podem se sentir ansiosas ou irritadas diante de mudanças inesperadas ou imprevistos em seus planos.
- *Dificuldade de lidar com estímulos sensoriais*: Elas podem ser hipersensíveis ou hipossensíveis a sons, luzes, cores, cheiros, sabores, texturas ou toques.
- *Comportamentos repetitivos ou estereotipados*: Mulheres com autismo podem apresentar movimentos corporais repetidos, como balançar as mãos ou bater os pés.
- *Dificuldade de regular as emoções e o humor*: Elas podem ter explosões emocionais desproporcionais a situações estressantes ou frustrantes.

Além disso, mulheres com autismo tendem a:
- *Camuflar os sinais de autismo*: Elas podem aprender a imitar comportamentos sociais para se encaixar em grupos, o que pode dificultar o diagnóstico.
- *Ter habilidades sociais mais desenvolvidas*: Mulheres autistas podem aprender a mascarar ou camuflar seus traços, imitando comportamentos sociais para se encaixar em grupos.
- *Ter maior sensibilidade emocional*: Elas podem ser extremamente sensíveis aos sentimentos dos outros.
- *Ter problemas de saúde mental associados*: Ansiedade, depressão e transtornos alimentares são frequentemente mais comuns em mulheres autistas.

É importante notar que cada pessoa com autismo é única e pode apresentar características diferentes. O diagnóstico e o apoio adequados podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres com autismo.
As características centrais do TEA são as mesmas em homens e mulheres.
O que pode variar é a forma como os sinais se manifestam, especialmente em níveis de suporte mais leves (1 e 2).
Mulheres podem apresentar maior esforço para manter interações sociais e interesses que passam mais despercebidos clinicamente.
Mas é importante lembrar: essas diferenças diminuem à medida que aumenta o nível de suporte necessário, ou seja, em casos mais intensos (nível 3), os prejuízos são significativos em qualquer sexo.

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