Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?
Olá!
O que você está descrevendo pode acontecer e, pelo seu relato, parece estar causando um sofrimento real.
Os chamados relacionamentos parassociais são vínculos emocionais que uma pessoa desenvolve com figuras públicas, como artistas, influenciadores ou grupos musicais. Eles podem trazer conforto, identificação, inspiração e até um sentimento de pertencimento. Por si só, esse tipo de vínculo não é considerado um problema.
O que me chamou atenção na sua mensagem foi que o sofrimento parece estar relacionado não apenas ao grupo em si, mas à ideia de que talvez você nunca tenha a oportunidade de conhecê-los. Você mesmo percebe que existe uma idealização dessa possível interação, e essa consciência é importante. Muitas vezes, nossa mente cria uma expectativa muito intensa sobre uma experiência futura, e a possibilidade de ela não acontecer pode ser vivida quase como um luto.
Você também menciona que sua vida social está bastante parada no momento. Isso pode fazer com que esse vínculo ocupe um espaço ainda maior na sua vida emocional. Quando estamos com poucas fontes de conexão, lazer ou pertencimento, é natural que um relacionamento parassocial se torne mais significativo e que a ideia de perdê-lo ou de nunca concretizá-lo gere muito sofrimento.
A tendência é que esses sentimentos possam diminuir com o tempo, principalmente se sua vida voltar a ter outras fontes de satisfação, vínculos e experiências. Isso não significa que você deixará de gostar do grupo, mas que ele provavelmente deixará de ocupar um espaço tão central na sua vida emocional.
Se, por outro lado, você perceber que esse sofrimento continua muito intenso, impede você de aproveitar sua rotina ou faz com que sua vida passe a girar quase exclusivamente em torno desses pensamentos, acredito que conversar com um psicólogo pode ser bastante útil. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o que esse grupo representa para você, quais necessidades emocionais esse vínculo tem preenchido e como ampliar outras formas de conexão e significado na sua vida.
Portanto, sim, é bastante possível que isso se torne mais leve com o tempo, especialmente à medida que você construa novas experiências e relacionamentos. O fato de você reconhecer a idealização e conseguir refletir sobre ela já é um passo importante.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
O que você está descrevendo pode acontecer e, pelo seu relato, parece estar causando um sofrimento real.
Os chamados relacionamentos parassociais são vínculos emocionais que uma pessoa desenvolve com figuras públicas, como artistas, influenciadores ou grupos musicais. Eles podem trazer conforto, identificação, inspiração e até um sentimento de pertencimento. Por si só, esse tipo de vínculo não é considerado um problema.
O que me chamou atenção na sua mensagem foi que o sofrimento parece estar relacionado não apenas ao grupo em si, mas à ideia de que talvez você nunca tenha a oportunidade de conhecê-los. Você mesmo percebe que existe uma idealização dessa possível interação, e essa consciência é importante. Muitas vezes, nossa mente cria uma expectativa muito intensa sobre uma experiência futura, e a possibilidade de ela não acontecer pode ser vivida quase como um luto.
Você também menciona que sua vida social está bastante parada no momento. Isso pode fazer com que esse vínculo ocupe um espaço ainda maior na sua vida emocional. Quando estamos com poucas fontes de conexão, lazer ou pertencimento, é natural que um relacionamento parassocial se torne mais significativo e que a ideia de perdê-lo ou de nunca concretizá-lo gere muito sofrimento.
A tendência é que esses sentimentos possam diminuir com o tempo, principalmente se sua vida voltar a ter outras fontes de satisfação, vínculos e experiências. Isso não significa que você deixará de gostar do grupo, mas que ele provavelmente deixará de ocupar um espaço tão central na sua vida emocional.
Se, por outro lado, você perceber que esse sofrimento continua muito intenso, impede você de aproveitar sua rotina ou faz com que sua vida passe a girar quase exclusivamente em torno desses pensamentos, acredito que conversar com um psicólogo pode ser bastante útil. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender o que esse grupo representa para você, quais necessidades emocionais esse vínculo tem preenchido e como ampliar outras formas de conexão e significado na sua vida.
Portanto, sim, é bastante possível que isso se torne mais leve com o tempo, especialmente à medida que você construa novas experiências e relacionamentos. O fato de você reconhecer a idealização e conseguir refletir sobre ela já é um passo importante.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá, como vai?
Faz parte de alguns momentos da nossa vida, principalmente da adolescência em diante, nos identificarmos com pessoas ou grupos, para que possamos organizar nossa identidade, o nosso ser no mundo diante do outro, para que possamos ser vistos pelo o outro. É comum ser intenso, principalmente na adolescência, mas com o tempo outras preocupações surgem, como parte do desenvolvimento da vida: terminar o ensino médio, procurar trabalho, iniciar a faculdade, procurar um namoro, fazer intercâmbio, ajudar a família, outras situações que nos fazem mudar de lugar e ganhar novos papeis sociais. É essa dinâmica de mudanças, erros, acertos, tentativas e conhecer pessoas que nos fazem crescer.
Entendo que você se apresenta muito preocupado com a intensidade, se você avalia como algo fora da sua normalidade, procure conversar com seus pais, para pedir ajuda a um profissional da psicologia, caso seja necessário, esse profissional pode te encaminhar ao psiquiatra.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Faz parte de alguns momentos da nossa vida, principalmente da adolescência em diante, nos identificarmos com pessoas ou grupos, para que possamos organizar nossa identidade, o nosso ser no mundo diante do outro, para que possamos ser vistos pelo o outro. É comum ser intenso, principalmente na adolescência, mas com o tempo outras preocupações surgem, como parte do desenvolvimento da vida: terminar o ensino médio, procurar trabalho, iniciar a faculdade, procurar um namoro, fazer intercâmbio, ajudar a família, outras situações que nos fazem mudar de lugar e ganhar novos papeis sociais. É essa dinâmica de mudanças, erros, acertos, tentativas e conhecer pessoas que nos fazem crescer.
Entendo que você se apresenta muito preocupado com a intensidade, se você avalia como algo fora da sua normalidade, procure conversar com seus pais, para pedir ajuda a um profissional da psicologia, caso seja necessário, esse profissional pode te encaminhar ao psiquiatra.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá, boa tarde.
O que você está sentindo é mais comum do que parece. Relações parassociais, que são os vínculos emocionais desenvolvidos com artistas, influenciadores ou figuras públicas, podem ser muito significativas e despertar sentimentos reais de carinho, identificação e pertencimento. Isso não significa que haja algo "errado" com você.
Pelo que descreve, o sofrimento parece estar relacionado não apenas ao grupo de K-pop, mas também ao significado que esse vínculo passou a ter na sua vida. Quando a vida social está mais restrita, é natural que esse tipo de conexão ocupe um espaço ainda maior, tornando a possibilidade de nunca conhecer o grupo uma experiência de perda e frustração.
A tendência é que esse sentimento diminua com o tempo, principalmente se sua vida voltar a incluir novas experiências, relacionamentos e fontes de satisfação. No entanto, se os pensamentos forem muito frequentes, provocarem choro intenso, impedirem você de aproveitar o presente ou fizerem sua vida girar em torno dessa possibilidade, vale a pena buscar ajuda psicológica.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), investigamos o que esse vínculo representa emocionalmente. Muitas vezes, a questão central não é apenas "não conseguir conhecer o grupo", mas necessidades humanas como pertencimento, conexão, esperança ou identificação que acabaram sendo depositadas nessa relação parassocial.
Na minha prática clínica, procuro ajudar o paciente a preservar o carinho por aquilo que é importante para ele, sem que isso se torne a única fonte de bem-estar. O objetivo não é fazer a pessoa deixar de admirar um artista, mas ampliar as possibilidades de conexão e significado na vida real, para que esse vínculo deixe de ser uma fonte de sofrimento.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
O que você está sentindo é mais comum do que parece. Relações parassociais, que são os vínculos emocionais desenvolvidos com artistas, influenciadores ou figuras públicas, podem ser muito significativas e despertar sentimentos reais de carinho, identificação e pertencimento. Isso não significa que haja algo "errado" com você.
Pelo que descreve, o sofrimento parece estar relacionado não apenas ao grupo de K-pop, mas também ao significado que esse vínculo passou a ter na sua vida. Quando a vida social está mais restrita, é natural que esse tipo de conexão ocupe um espaço ainda maior, tornando a possibilidade de nunca conhecer o grupo uma experiência de perda e frustração.
A tendência é que esse sentimento diminua com o tempo, principalmente se sua vida voltar a incluir novas experiências, relacionamentos e fontes de satisfação. No entanto, se os pensamentos forem muito frequentes, provocarem choro intenso, impedirem você de aproveitar o presente ou fizerem sua vida girar em torno dessa possibilidade, vale a pena buscar ajuda psicológica.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), investigamos o que esse vínculo representa emocionalmente. Muitas vezes, a questão central não é apenas "não conseguir conhecer o grupo", mas necessidades humanas como pertencimento, conexão, esperança ou identificação que acabaram sendo depositadas nessa relação parassocial.
Na minha prática clínica, procuro ajudar o paciente a preservar o carinho por aquilo que é importante para ele, sem que isso se torne a única fonte de bem-estar. O objetivo não é fazer a pessoa deixar de admirar um artista, mas ampliar as possibilidades de conexão e significado na vida real, para que esse vínculo deixe de ser uma fonte de sofrimento.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Sentir uma tristeza profunda e chorar pela impossibilidade de conhecer pessoas que admiramos é uma dor legítima, e você não precisa se culpar por isso. Os relacionamentos parassociais são conexões reais em termos de sentimento: a mente humana se identifica com a arte, os valores e a presença do grupo, criando um vínculo de afeto muito genuíno, mesmo que aconteça à distância.Essa angústia tende a se acalmar e passar à medida que você começa a compreender a função que essa idealização cumpre na sua vida atual.
Como você mesmo percebeu, a falta de movimentação na sua vida social deixa um vazio que acaba sendo preenchido por essa conexão intensa, tornando o grupo de K-pop a sua principal fonte de refúgio, identificação e acolhimento emocional.
Na terapia olhamos para essa situação sem nenhum tipo de julgamento ou rótulo. Em vez de tentar apenas ignorar ou forçar o sentimento a sumir, o caminho terapêutico busca entender o que essa conexão sinaliza sobre as suas necessidades afetivas e relacionais no momento presente, ajudando a canalizar esse afeto para a sua própria vida.
Como você mesmo percebeu, a falta de movimentação na sua vida social deixa um vazio que acaba sendo preenchido por essa conexão intensa, tornando o grupo de K-pop a sua principal fonte de refúgio, identificação e acolhimento emocional.
Na terapia olhamos para essa situação sem nenhum tipo de julgamento ou rótulo. Em vez de tentar apenas ignorar ou forçar o sentimento a sumir, o caminho terapêutico busca entender o que essa conexão sinaliza sobre as suas necessidades afetivas e relacionais no momento presente, ajudando a canalizar esse afeto para a sua própria vida.
O que você descreve pode ser muito mais comum do que parece, especialmente quando falamos de artistas, grupos musicais, streamers, influenciadores e outras figuras públicas com as quais acompanhamos diariamente durante meses ou anos.
As chamadas relações parasociais são vínculos afetivos e psicológicos que desenvolvemos com pessoas que não conhecemos diretamente, mas que passam a ocupar um lugar importante na nossa vida emocional. Isso não significa necessariamente que exista um problema psicológico ou que você esteja "ficando louco". Na verdade, a capacidade de criar vínculos, admiração, identificação e sentimento de pertencimento é uma característica humana muito importante.
Ao ler seu relato, me chamou atenção que você reconhece que existe uma idealização envolvida e que parte do sofrimento está relacionada à possibilidade de nunca viver uma experiência que se tornou muito significativa para você. Essa percepção costuma ser um ponto importante de reflexão.
Também é importante considerar que, durante o desenvolvimento da nossa identidade afetiva, social e até da nossa sexualidade, é bastante comum construirmos relações de admiração e idealização com figuras distantes. Essas figuras podem representar sentimentos de pertencimento, segurança, acolhimento, amor, reconhecimento ou até versões de nós mesmos que gostaríamos de desenvolver.
No entanto, talvez a pergunta mais importante não seja apenas "isso vai passar?", mas também: "o que esse grupo passou a representar para você?".
Em alguns momentos da vida, especialmente quando nossa vida social, afetiva ou nossos relacionamentos estão mais limitados, essas conexões podem se tornar ainda mais intensas. Isso não significa que o sentimento seja falso. Pelo contrário, muitas vezes o sofrimento é real justamente porque a necessidade emocional que está sendo atendida por essa relação também é real.
Você menciona algo que considero bastante importante: sua vida social está atualmente mais parada. Em algumas situações, relações parasociais podem acabar ocupando espaços que gostaríamos de preencher através de amizades, relacionamentos, pertencimento social, projetos pessoais ou experiências afetivas compartilhadas.
Outra pergunta que pode ajudar na reflexão é: o que você acredita que encontraria nesse encontro com o grupo? Reconhecimento? Acolhimento? Sentimento de pertencimento? Confirmação de algo importante sobre você? Entender isso costuma ser mais importante do que discutir apenas a possibilidade concreta do encontro acontecer.
A boa notícia é que sentimentos intensos de idealização costumam se transformar ao longo do tempo. Eles podem diminuir naturalmente, mas também podem ser integrados de forma mais saudável quando conseguimos compreender quais necessidades emocionais, afetivas e relacionais estavam sendo expressas através deles.
Por fim, talvez valha a pena observar se esse sofrimento surgiu apenas pela impossibilidade de conhecer o grupo ou se ele também está relacionado a outras áreas da sua vida, como solidão, dificuldades de relacionamento, sensação de não pertencimento ou necessidade de conexão emocional. Às vezes, o sofrimento que parece estar ligado a uma pessoa ou a um grupo específico acaba nos ajudando a compreender necessidades muito mais profundas sobre a forma como nos relacionamos e buscamos nos sentir conectados com os outros.
As chamadas relações parasociais são vínculos afetivos e psicológicos que desenvolvemos com pessoas que não conhecemos diretamente, mas que passam a ocupar um lugar importante na nossa vida emocional. Isso não significa necessariamente que exista um problema psicológico ou que você esteja "ficando louco". Na verdade, a capacidade de criar vínculos, admiração, identificação e sentimento de pertencimento é uma característica humana muito importante.
Ao ler seu relato, me chamou atenção que você reconhece que existe uma idealização envolvida e que parte do sofrimento está relacionada à possibilidade de nunca viver uma experiência que se tornou muito significativa para você. Essa percepção costuma ser um ponto importante de reflexão.
Também é importante considerar que, durante o desenvolvimento da nossa identidade afetiva, social e até da nossa sexualidade, é bastante comum construirmos relações de admiração e idealização com figuras distantes. Essas figuras podem representar sentimentos de pertencimento, segurança, acolhimento, amor, reconhecimento ou até versões de nós mesmos que gostaríamos de desenvolver.
No entanto, talvez a pergunta mais importante não seja apenas "isso vai passar?", mas também: "o que esse grupo passou a representar para você?".
Em alguns momentos da vida, especialmente quando nossa vida social, afetiva ou nossos relacionamentos estão mais limitados, essas conexões podem se tornar ainda mais intensas. Isso não significa que o sentimento seja falso. Pelo contrário, muitas vezes o sofrimento é real justamente porque a necessidade emocional que está sendo atendida por essa relação também é real.
Você menciona algo que considero bastante importante: sua vida social está atualmente mais parada. Em algumas situações, relações parasociais podem acabar ocupando espaços que gostaríamos de preencher através de amizades, relacionamentos, pertencimento social, projetos pessoais ou experiências afetivas compartilhadas.
Outra pergunta que pode ajudar na reflexão é: o que você acredita que encontraria nesse encontro com o grupo? Reconhecimento? Acolhimento? Sentimento de pertencimento? Confirmação de algo importante sobre você? Entender isso costuma ser mais importante do que discutir apenas a possibilidade concreta do encontro acontecer.
A boa notícia é que sentimentos intensos de idealização costumam se transformar ao longo do tempo. Eles podem diminuir naturalmente, mas também podem ser integrados de forma mais saudável quando conseguimos compreender quais necessidades emocionais, afetivas e relacionais estavam sendo expressas através deles.
Por fim, talvez valha a pena observar se esse sofrimento surgiu apenas pela impossibilidade de conhecer o grupo ou se ele também está relacionado a outras áreas da sua vida, como solidão, dificuldades de relacionamento, sensação de não pertencimento ou necessidade de conexão emocional. Às vezes, o sofrimento que parece estar ligado a uma pessoa ou a um grupo específico acaba nos ajudando a compreender necessidades muito mais profundas sobre a forma como nos relacionamos e buscamos nos sentir conectados com os outros.
Ola,
É muito humano e compreensível sentir essa tristeza. O que você descreve é um luto simbólico, o pesar por uma conexão que, apesar de real no seu afeto, nunca poderá ser correspondida fisicamente. Esses vínculos parassociais são profundos porque preenchem espaços emocionais legítimos, e sua intensidade atual é um eco da sua vida social mais parada. Sim, esse sentimento tende a se acalmar com o tempo, mas o caminho não é "ignorar" ou forçar o esquecimento. É elaborar: reconhecer o que essa fantasia te proporcionava (acolhimento, pertencimento) e, aos poucos, buscar investir esses afetos em relações reais, mesmo que aos poucos. Esse é um tema muito rico para se explorar em psicoterapia. Durante a terapia, você pode transformar essa dor em compreenssão sobre quem é e o que te move.
Att.
É muito humano e compreensível sentir essa tristeza. O que você descreve é um luto simbólico, o pesar por uma conexão que, apesar de real no seu afeto, nunca poderá ser correspondida fisicamente. Esses vínculos parassociais são profundos porque preenchem espaços emocionais legítimos, e sua intensidade atual é um eco da sua vida social mais parada. Sim, esse sentimento tende a se acalmar com o tempo, mas o caminho não é "ignorar" ou forçar o esquecimento. É elaborar: reconhecer o que essa fantasia te proporcionava (acolhimento, pertencimento) e, aos poucos, buscar investir esses afetos em relações reais, mesmo que aos poucos. Esse é um tema muito rico para se explorar em psicoterapia. Durante a terapia, você pode transformar essa dor em compreenssão sobre quem é e o que te move.
Att.
Pelo que você descreve, parece que você está lidando com uma frustração e uma quebra de expectativa em relação a algo que se tornou muito significativo para você. É compreensível que isso gere tristeza, principalmente quando esse grupo ocupou um lugar importante na sua rotina e no seu bem-estar. Isso pode passar, mas também depende de como você atravessa esse momento e do que faz enquanto essa dor ainda está presente. Se hoje sua vida social está mais restrita, é possível que esse vínculo tenha ganhado ainda mais espaço e importância, tornando essa sensação de perda mais intensa. Talvez seja interessante pensar no que esse grupo representava para você e no que essa possível interação simbolizava, para além do encontro em si. Caso perceba que esse sofrimento está persistindo e afetando sua qualidade de vida, buscar um acompanhamento psicológico pode ajudá-lo a elaborar essa frustração, compreender o significado dessa experiência e construir outras formas de se conectar com pessoas e com atividades que também façam sentido para você.
Especialistas
Patricia Caixeta Ferreira
Médico clínico geral, Psiquiatra, Especialista em medicina estética
Jundiaí
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