Olá! Meu nome é Nathacha e tenho um relacionamento de 4 anos com outra mulher. Tínhamos um relaciona
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Olá! Meu nome é Nathacha e tenho um relacionamento de 4 anos com outra mulher. Tínhamos um relacionamento ativo no começo, depois ela foi tendo crises de choro e aí percebi que a depressão dela estava voltando, com isso ela parou de transar comigo...eu tocava ela e ela não retribuía comigo e ficou nisso por muito tempo sem ela falar o que estava acontecendo e eu só me perguntando o pq daquilo estar acontecendo...Enfim depois de um tempo ela disse que não sentia mais vontade de transar comigo e também as vezes eu fazia nela e ela não sentia nada...depois de um 2 anos fomos morar juntas e o problema continuou...Ela com uma depressão profunda, e eu sempre do lado dela, marcava consulta ela não ia...passava mal de vomitar pois nesse meio tempo ela desenvolveu gastrite esofagite e etc...Bom, sempre tentei, ela ia em alguns, dizia que estava tentando resolver, mas no final das contas não resolveu nada....Estou extremamente cansada e chateada por isso, pois é quase 3 anos esperando esse problema resolver, ela diz que vai correr atrás agora que eu disse que quero um tempo...a gente voltar pra casa dos pais....Mas não sei se ela vai resolver mesmo. Além de tudo isso, eu fico preocupada com ela, a depressão dela....oque devo fazer? Pois estou cansada, mas amo muito ela, não quero deixa-la, não sei se o melhor é realmente cada um ficar nas suas casas. Ela não tem muito apoio dos familiares...
Olá, tudo? Não é uma situação fácil, mas é importante entender que se a pessoa não quer ser ajudada, não quer olhar e resolver suas questões, não adianta se desgastar com isso, pois não surtirá efeito. Pelo que escreveu, você tentou ajudar com tudo que está no seu alcance, neste caso, se afastar não é egoísmo, nem ser uma "pessoa mau", é se preservar, é compreender suas limitações. Mesmo que tenha amor, é importante não estar num relacionamento sozinha. Sei que ela não está passando por uma fase fácil, mas se ela não fazer por ela mesma, não será você que conseguirá. Você já deu várias chances a ela e foi paciente, não se sinta presa caso não queira mais tentar. Ela fez escolhas também e você tem direito as suas.
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Querida Nathacha, entendo que você está passando por um momento muito difícil em seu relacionamento de quatro anos. É natural sentir-se cansada e chateada, especialmente quando a pessoa amada enfrenta uma depressão profunda e isso afeta a dinâmica entre vocês. A saúde mental dela não é sua responsabilidade, embora você tenha demonstrado um apoio incrível ao longo dos anos. É importante que ela busque ajuda profissional, mas essa decisão deve vir dela. Ao mesmo tempo, reflita sobre sua própria felicidade; é essencial que você se pergunte com que frequência, nos últimos meses, se sentiu verdadeiramente feliz ao lado dela. Às vezes, dar um tempo e voltar para a casa dos pais pode ser uma forma saudável de ambas refletirem sobre suas vidas e o que realmente desejam. Não se esqueça de que ela tem uma rede de apoio familiar que pode ajudá-la. Cuidar de si mesma é fundamental e você merece estar em um relacionamento que também te faça feliz. Se decidir dar esse passo, saiba que isso não significa que você não se importa; pode ser um caminho necessário para que ambas busquem a felicidade individualmente. Precisando de ajuda psicológica, pode contar comigo. Atenciosamente, Maíra.
Olá,
- Nesse caso você pode ser alguém boa na Rede de Apoio dela, já que ela não tem muito apoio da família. Eu sei que é uma lógica que vocês não precisam estarem juntas para você poder ajudar ela, contudo ao mesmo tempo isso é difícil. Então faça uma lista das maneiras com que você pode ajudar ela, como você pode ser disponível, dias, horários, atividades que pode fazer, todas as formas as formas que você realmente pode fazer parte da vida dela de um jeito positivo. Entregue a lista a ela e se ela te procurar seja essa pessoa na vida dela se ela quiser.
Abraços
- Nesse caso você pode ser alguém boa na Rede de Apoio dela, já que ela não tem muito apoio da família. Eu sei que é uma lógica que vocês não precisam estarem juntas para você poder ajudar ela, contudo ao mesmo tempo isso é difícil. Então faça uma lista das maneiras com que você pode ajudar ela, como você pode ser disponível, dias, horários, atividades que pode fazer, todas as formas as formas que você realmente pode fazer parte da vida dela de um jeito positivo. Entregue a lista a ela e se ela te procurar seja essa pessoa na vida dela se ela quiser.
Abraços
Oi, Nathacha. Obrigado por compartilhar algo tão delicado. Dá pra sentir que você tem carregado esse relacionamento com muito carinho, paciência e entrega — e que talvez agora esteja pesando demais. Estar ao lado de alguém que enfrenta a depressão é um gesto de amor profundo, mas também pode ser muito solitário quando a gente sente que está tentando sozinha manter tudo de pé.
Será que esse cansaço que você sente não fala também da dor de esperar tanto por uma mudança que não chega? E da frustração de ver que, mesmo querendo muito ficar, algo em você já começa a pedir por um cuidado próprio, por um espaço pra respirar? Ficar preocupada com ela faz parte, ainda mais sabendo das dificuldades e da pouca rede de apoio, mas será que é justo com você continuar em algo que te deixa nesse lugar de exaustão constante?
É muito difícil amar alguém e, ao mesmo tempo, reconhecer que talvez esse amor, do jeito que está, esteja ferindo você também. Será que esse tempo separados poderia ser uma forma de cada uma cuidar de si, sem que isso signifique abandono? Às vezes, o cuidado mais amoroso é aquele que permite algum distanciamento, pra que ambas possam se reencontrar — consigo mesmas primeiro. E, se sentir que precisa de apoio pra atravessar tudo isso, procurar um espaço de escuta também pode ajudar a entender melhor o que você está sentindo, sem precisar decidir tudo sozinha. Você merece esse cuidado também.
Será que esse cansaço que você sente não fala também da dor de esperar tanto por uma mudança que não chega? E da frustração de ver que, mesmo querendo muito ficar, algo em você já começa a pedir por um cuidado próprio, por um espaço pra respirar? Ficar preocupada com ela faz parte, ainda mais sabendo das dificuldades e da pouca rede de apoio, mas será que é justo com você continuar em algo que te deixa nesse lugar de exaustão constante?
É muito difícil amar alguém e, ao mesmo tempo, reconhecer que talvez esse amor, do jeito que está, esteja ferindo você também. Será que esse tempo separados poderia ser uma forma de cada uma cuidar de si, sem que isso signifique abandono? Às vezes, o cuidado mais amoroso é aquele que permite algum distanciamento, pra que ambas possam se reencontrar — consigo mesmas primeiro. E, se sentir que precisa de apoio pra atravessar tudo isso, procurar um espaço de escuta também pode ajudar a entender melhor o que você está sentindo, sem precisar decidir tudo sozinha. Você merece esse cuidado também.
Olá aqui é Higor Oliveira psicólogo clinico, bom nesse caso é muito difícil, pois esta tentando ajudar a um tempo e ela não aceita a ajuda, é importante frisar que na depressão o sujeito tem dificuldade em aceitar ajuda, demonstrando muito resistência, mas você também tem que pensar em seu bem estar, não pode deixar essa dor ser a sua dor, por sua parte esta fazendo, aconselho a iniciar uma terapia para aprender a lidar com estas questões pois é muito difícil, meu Instagram @psi.higoroliveira, tem meu contato na bio, me chama lá que posso te ajudar. um forte abraço!
Olá! Quando gera sofrimento, não podemos normalizar, por isso, é preciso avaliar, pois se está ocorrendo há algum tempo e afetando a qualidade de vida precisa de atenção, escuta, acolhimento e investigação de um profissional capacitado, diante disso, aconselho buscar um psicólogo/ psicanalista para que possa te auxiliar nesse processo. Espero ter ajudado, estou á disposição!
Olá! Essa é uma situação bastante delicada, e que não há resposta pronta que resolva todos os problemas. Talvez, em um ambiente terapêutico, você consiga se ouvir, pesar as possibilidades que encontrar, e ser acolhida na sua dor e cansaço que a situação está lhe trazendo. Caso deseje, estou à disposição!
Oi Natacha, essa é uma situação delicada, acredito que deve trazer muita tristeza. Falta de apoio familiar é mais um fator complicador. Talvez seja o caso de procurar ajuda de um psiquiatra, se ela estiver muito depressiva, pois num primeiro momento, os medicamentos são importantes para equilibrar a química cerebral, mas como os medicamentos não vão resolver problemas de relacionamentos, problemas de autoestima, etc. é importante também a ajuda de um psicólogo, para diminuir a possibilidade de novos episódios de depressão. Por outro lado, pode ser que se você também fizer uma psicoterapia, para se perceber melhor, pode ser que contribua para melhoria do relacionamento.
É comum que pessoas com depressão apresentem uma diminuição do interesse sexual. Além disso, é importante reconhecer que os cuidadores também podem adoecer, especialmente quando não há sinais de melhora no quadro clínico da pessoa amada. Por isso, é essencial que você reconheça e assuma as suas próprias necessidades enquanto ser humano. Amar alguém também envolve estar ao lado dela de forma saudável — apoiando, mas sem se anular ou adoecer no processo. Em relação ao medo de piorar o quadro dela, acredito que sua postura é racional e cuidadosa, e não representa um mal intencional. Se, ainda assim, ela sentir-se ferida, isso está mais relacionado ao momento delicado que ela está vivendo do que a uma falha da sua parte.
Olá, Nathacha.
Obrigada por compartilhar sua vivência com tanta sinceridade. O que você relata mostra o quanto tem sido difícil sustentar uma relação em que o amor e o cuidado estão presentes, mas onde o sofrimento psíquico da sua companheira atravessa tudo, inclusive a intimidade entre vocês.
Estar ao lado de alguém em depressão, especialmente quando essa pessoa não consegue seguir com o tratamento, pode ser extremamente desgastante. Você tem tentado, por muito tempo, acolher, cuidar e compreender. Mas é natural que, mesmo com amor, você se sinta cansada, frustrada, até sozinha dentro da relação.
A ausência de desejo e de contato físico, somada ao silêncio e ao adoecimento emocional dela, também produzem marcas em você. Não se trata apenas de uma "fase", mas de um tempo longo de espera, no qual você também foi se esvaziando.
Dar um tempo, neste caso, pode ser um gesto de cuidado, consigo mesma e com a relação. Não significa abandono. Às vezes, a separação de espaços pode permitir que algo novo se diga, que um movimento aconteça. Mas é importante que você se escute: o quanto dessa espera ainda é possível para você? E o que está te impedindo de colocar esse limite com mais clareza?
Um processo de análise pode te ajudar a elaborar esses impasses, escutando seu desejo, sua culpa, seu cansaço e seu amor com o cuidado que eles merecem.
Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Sua dor e seu afeto merecem também um espaço de acolhimento.
Estou aqui, caso deseje conversar mais.
Obrigada por compartilhar sua vivência com tanta sinceridade. O que você relata mostra o quanto tem sido difícil sustentar uma relação em que o amor e o cuidado estão presentes, mas onde o sofrimento psíquico da sua companheira atravessa tudo, inclusive a intimidade entre vocês.
Estar ao lado de alguém em depressão, especialmente quando essa pessoa não consegue seguir com o tratamento, pode ser extremamente desgastante. Você tem tentado, por muito tempo, acolher, cuidar e compreender. Mas é natural que, mesmo com amor, você se sinta cansada, frustrada, até sozinha dentro da relação.
A ausência de desejo e de contato físico, somada ao silêncio e ao adoecimento emocional dela, também produzem marcas em você. Não se trata apenas de uma "fase", mas de um tempo longo de espera, no qual você também foi se esvaziando.
Dar um tempo, neste caso, pode ser um gesto de cuidado, consigo mesma e com a relação. Não significa abandono. Às vezes, a separação de espaços pode permitir que algo novo se diga, que um movimento aconteça. Mas é importante que você se escute: o quanto dessa espera ainda é possível para você? E o que está te impedindo de colocar esse limite com mais clareza?
Um processo de análise pode te ajudar a elaborar esses impasses, escutando seu desejo, sua culpa, seu cansaço e seu amor com o cuidado que eles merecem.
Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Sua dor e seu afeto merecem também um espaço de acolhimento.
Estou aqui, caso deseje conversar mais.
Obrigado por compartilhar algo tão delicado. Dá pra sentir o quanto você tem sido forte, paciente e dedicada nesse relacionamento. É muito doloroso amar alguém profundamente e, ao mesmo tempo, sentir que está se perdendo dentro da situação.
A depressão, infelizmente, pode afetar várias áreas da vida, incluindo a intimidade, o autocuidado e a motivação para buscar ajuda. Você não errou em estar ao lado dela. Muito pelo contrário: seu cuidado, esforço e amor foram fundamentais. Mas também é compreensível — e absolutamente humano — que você esteja se sentindo esgotada.
Na terapia, muitas vezes trabalhamos a importância de cuidar do outro sem se abandonar. E esse equilíbrio é essencial. O seu cansaço não é sinal de falta de amor, e sim de um limite que está sendo ultrapassado há muito tempo.
Talvez esse tempo que você está considerando — voltarem a morar separadas — não precise ser visto como um fim, mas como uma pausa necessária para você se reconectar consigo mesma, se fortalecer emocionalmente e até permitir que ela realmente tome as rédeas do próprio processo.
Você não precisa escolher entre amá-la ou se afastar um pouco. É possível fazer isso por amor, inclusive. Porque às vezes, o apoio mais potente que podemos oferecer a quem amamos é o espaço para que eles assumam a própria responsabilidade.
Se quiser conversar mais sobre isso ou entender como a psicoterapia pode te ajudar a cuidar de você nesse momento, estou por aqui.
A depressão, infelizmente, pode afetar várias áreas da vida, incluindo a intimidade, o autocuidado e a motivação para buscar ajuda. Você não errou em estar ao lado dela. Muito pelo contrário: seu cuidado, esforço e amor foram fundamentais. Mas também é compreensível — e absolutamente humano — que você esteja se sentindo esgotada.
Na terapia, muitas vezes trabalhamos a importância de cuidar do outro sem se abandonar. E esse equilíbrio é essencial. O seu cansaço não é sinal de falta de amor, e sim de um limite que está sendo ultrapassado há muito tempo.
Talvez esse tempo que você está considerando — voltarem a morar separadas — não precise ser visto como um fim, mas como uma pausa necessária para você se reconectar consigo mesma, se fortalecer emocionalmente e até permitir que ela realmente tome as rédeas do próprio processo.
Você não precisa escolher entre amá-la ou se afastar um pouco. É possível fazer isso por amor, inclusive. Porque às vezes, o apoio mais potente que podemos oferecer a quem amamos é o espaço para que eles assumam a própria responsabilidade.
Se quiser conversar mais sobre isso ou entender como a psicoterapia pode te ajudar a cuidar de você nesse momento, estou por aqui.
Um hábito só pode ser modificado se for substituído por outro. Sendo assim, se você quer se livrar de um vício, precisa encontrar uma atividade que preencha o vazio que aquela atividade ocupava. Na consulta psicológica vamos trabalhar as motivações e os gatilhos emocionais que levam ao vício. Entender como você se comporta diante dessa situação é fundamental para te ajudar a superar o vício, seja qual for. Busque ajuda profissional o quanto antes.
Olá, para sair da depressão ele tem que se ajudar buscar ajuda de um psicologo/a, infelizmente não é você que poderá ajudar psiquicamente, a relação com você precisa ser de outro nível, envolve afeto, compreensão, parceria.
Para sair do estado depressivo precisa de ajuda profissional, sozinho e sem medicação não vai ter condição de melhorar aliais pode até piorar e assim estragar a relação afetiva entre vocês duas. Outra forma de ajudar é indicar um profissional que possa realizar um atendimento adequado e fazer as orientações e tratamento conforme o que ele necessita.
Porém faço uma observação importante aqui, seria importante você também buscar ajudar para entender porque há 3 anos você espera esse problema ser resolvido.
Peçam ajuda de profissionais!!
Para sair do estado depressivo precisa de ajuda profissional, sozinho e sem medicação não vai ter condição de melhorar aliais pode até piorar e assim estragar a relação afetiva entre vocês duas. Outra forma de ajudar é indicar um profissional que possa realizar um atendimento adequado e fazer as orientações e tratamento conforme o que ele necessita.
Porém faço uma observação importante aqui, seria importante você também buscar ajudar para entender porque há 3 anos você espera esse problema ser resolvido.
Peçam ajuda de profissionais!!
Oi, Nathacha.
Obrigada por compartilhar sua história com tanta honestidade. Percebo o quanto você se dedica não só ao bem-estar da sua companheira, mas também ao seu próprio, e isso é admirável. Mas não esqueça: você também merece cuidado.
O que você está passando é comum em relacionamentos onde um dos parceiros enfrenta uma depressão prolongada. É natural que, com o tempo, o papel de cuidar traga cansaço, frustração e até sentimentos contraditórios, como culpa por pensar em se afastar. Quero que saiba: não há nada de errado em se sentir esgotada. Pedir um tempo não é abandono; é um ato de autocuidado necessário.
Se puder, busque apoio psicológico para você. Ter um espaço só seu para refletir, sem julgamentos, pode fazer toda a diferença. Lembre-se: estar exausta não é falhar, é sinal de que você deu o seu melhor até aqui. E agora, você precisa recarregar as energias.
Espero ter lhe ajudado um pouco.
Obrigada por compartilhar sua história com tanta honestidade. Percebo o quanto você se dedica não só ao bem-estar da sua companheira, mas também ao seu próprio, e isso é admirável. Mas não esqueça: você também merece cuidado.
O que você está passando é comum em relacionamentos onde um dos parceiros enfrenta uma depressão prolongada. É natural que, com o tempo, o papel de cuidar traga cansaço, frustração e até sentimentos contraditórios, como culpa por pensar em se afastar. Quero que saiba: não há nada de errado em se sentir esgotada. Pedir um tempo não é abandono; é um ato de autocuidado necessário.
Se puder, busque apoio psicológico para você. Ter um espaço só seu para refletir, sem julgamentos, pode fazer toda a diferença. Lembre-se: estar exausta não é falhar, é sinal de que você deu o seu melhor até aqui. E agora, você precisa recarregar as energias.
Espero ter lhe ajudado um pouco.
Olá!
Eu imagino o quanto deve estar sendo difícil segurar esse relacionamento por tanto tempo quase sozinha, enquanto lida com o amor que sente, a preocupação com ela, a frustração com a situação e o próprio esgotamento.
Você não é egoísta por estar cansada. Amar alguém com depressão pode ser profundamente doloroso, especialmente quando essa pessoa não consegue se cuidar nem aceitar ajuda de forma consistente. Isso não significa que você não a ama significa que você está tentando se manter de pé também.
A decisão de dar um tempo ou não envolve dois pontos principais: o que você precisa agora para se cuidar e o quanto ela está, de fato, disposta e capaz de iniciar um processo real de tratamento. Porque para a relação mudar, ela precisa mudar e isso só acontece com tratamento contínuo, responsabilidade e ação. Ficar na mesma situação esperando uma promessa se cumprir por mais 3 anos é cruel com você.
Você já fez muito. Está tudo bem reconhecer que agora talvez o melhor apoio que você possa dar seja à distância, incentivando ela a se tratar enquanto você cuida de si. Não é abandono. É amor-próprio e também um convite para ela se responsabilizar.
A psicoterapia pode te ajudar muito a se fortalecer nesse momento, entender seus limites e tomar decisões sem culpa. Se quiser conversar mais e contar com apoio profissional, estou aqui pra te ajudar nesse processo. Pode me chamar. Você não precisa lidar com tudo isso sozinha.
Eu imagino o quanto deve estar sendo difícil segurar esse relacionamento por tanto tempo quase sozinha, enquanto lida com o amor que sente, a preocupação com ela, a frustração com a situação e o próprio esgotamento.
Você não é egoísta por estar cansada. Amar alguém com depressão pode ser profundamente doloroso, especialmente quando essa pessoa não consegue se cuidar nem aceitar ajuda de forma consistente. Isso não significa que você não a ama significa que você está tentando se manter de pé também.
A decisão de dar um tempo ou não envolve dois pontos principais: o que você precisa agora para se cuidar e o quanto ela está, de fato, disposta e capaz de iniciar um processo real de tratamento. Porque para a relação mudar, ela precisa mudar e isso só acontece com tratamento contínuo, responsabilidade e ação. Ficar na mesma situação esperando uma promessa se cumprir por mais 3 anos é cruel com você.
Você já fez muito. Está tudo bem reconhecer que agora talvez o melhor apoio que você possa dar seja à distância, incentivando ela a se tratar enquanto você cuida de si. Não é abandono. É amor-próprio e também um convite para ela se responsabilizar.
A psicoterapia pode te ajudar muito a se fortalecer nesse momento, entender seus limites e tomar decisões sem culpa. Se quiser conversar mais e contar com apoio profissional, estou aqui pra te ajudar nesse processo. Pode me chamar. Você não precisa lidar com tudo isso sozinha.
Neste caso, o seu apoio será muito importante, já que ela não tem apoio familiar. Mostre para ela que você esta junto com ela nesta jornada que vocês vão superar tudo isso.
Olá, como tem passado?
Na escuta psicanalítica, compreendemos que o amor, por mais genuíno e profundo que seja, não é suficiente para sustentar um tratamento que o outro não deseja ou não consegue sustentar por si mesmo. Você esteve presente, cuidou, ofereceu tempo, escuta, abrigo... mas quando isso se estende por anos sem transformação, algo em você começa a se esgotar. E o cansaço que você sente não é fraqueza — é o sinal de um limite que precisa ser respeitado.
Talvez seja possível se perguntar: o que dentro de mim ainda insiste, mesmo quando tudo já parece ter parado? O que eu tento salvar quando me mantenho nesse lugar de cuidadora? O que dentro de mim também se manifesta de maneira prejudicial e estranha quando o amor não encontra mais reciprocidade?
Dar um tempo, nesse caso, não precisa ser um fim — mas um gesto de cuidado com você mesma, um espaço para que sua própria dor também possa ser escutada, simbolizada e cuidada. Às vezes, só quando há esse afastamento é que o outro também é confrontado com a responsabilidade de buscar ajuda — não como promessa, mas como movimento real.
Buscar um espaço de escuta terapêutica para você pode ser essencial nesse momento, para que sua posição subjetiva nesse vínculo possa ser compreendida, e para que o amor não precise mais ser sustentado à custa do seu próprio desejo e da sua saúde emocional.
Fico à disposição.
Na escuta psicanalítica, compreendemos que o amor, por mais genuíno e profundo que seja, não é suficiente para sustentar um tratamento que o outro não deseja ou não consegue sustentar por si mesmo. Você esteve presente, cuidou, ofereceu tempo, escuta, abrigo... mas quando isso se estende por anos sem transformação, algo em você começa a se esgotar. E o cansaço que você sente não é fraqueza — é o sinal de um limite que precisa ser respeitado.
Talvez seja possível se perguntar: o que dentro de mim ainda insiste, mesmo quando tudo já parece ter parado? O que eu tento salvar quando me mantenho nesse lugar de cuidadora? O que dentro de mim também se manifesta de maneira prejudicial e estranha quando o amor não encontra mais reciprocidade?
Dar um tempo, nesse caso, não precisa ser um fim — mas um gesto de cuidado com você mesma, um espaço para que sua própria dor também possa ser escutada, simbolizada e cuidada. Às vezes, só quando há esse afastamento é que o outro também é confrontado com a responsabilidade de buscar ajuda — não como promessa, mas como movimento real.
Buscar um espaço de escuta terapêutica para você pode ser essencial nesse momento, para que sua posição subjetiva nesse vínculo possa ser compreendida, e para que o amor não precise mais ser sustentado à custa do seu próprio desejo e da sua saúde emocional.
Fico à disposição.
Em uma terapia, é possível criar um espaço que você possa falar das vontades e dificuldades que está enfrentando no relacionamento. Podendo permitir que você entenda qual seu espaço na relação e elaborar o que você quer desta.
Bom dia! Uma pessoa em depressão não tem energia para o ato sexual, devido a depressão e até aos medicamentos. Você está diante de uma situação difícil, com decisões difíceis a serem tomadas. Sugiro que busque um apoio psicológico. Agende um Psicólogo para você, certamente você terá apoio, acolhimento, orientação. Uma escuta especializada .
Na terapia sistêmica, entendemos que sua relação está dentro de um ciclo de desequilíbrio relacional, onde você assumiu o papel de cuidadora e ela, de quem precisa ser cuidada. Isso cria uma assimetria que afeta tanto a intimidade emocional quanto a sexual. O desejo, nesse contexto, tende a desaparecer, pois perde-se o espaço de troca, mutualidade e diferenciação — elementos essenciais para a conexão erótica.
Sua exaustão é legítima. Três anos esperando mudanças sem retorno concreto gera sobrecarga emocional e frustração.
A terapia sistêmica trabalha com a ideia de que cuidar do vínculo também exige cuidar de si. Se for possível, proponha terapia de casal para que esse momento seja olhado com mais clareza e respeito mútuo.
Sua exaustão é legítima. Três anos esperando mudanças sem retorno concreto gera sobrecarga emocional e frustração.
A terapia sistêmica trabalha com a ideia de que cuidar do vínculo também exige cuidar de si. Se for possível, proponha terapia de casal para que esse momento seja olhado com mais clareza e respeito mútuo.
Olá, Nathacha, tudo bem?
Te agradeço por compartilhar algo tão íntimo e difícil. Fica nítido que você tem carregado esse relacionamento com muito amor, mas também com um peso grande demais para suportar sozinha. Quando o cuidado vira silêncio, e o vínculo vira espera, o cansaço não é só físico — ele passa a atingir o afeto, a autoestima e até a clareza do que é justo pra você mesma.
Conviver com alguém em sofrimento psíquico intenso, como uma depressão profunda, pode ser devastador para quem está ao lado. E o que muitas pessoas não percebem é que, nesses casos, não é só a relação sexual que se esgota — é a presença emocional, o espaço para troca, a parceria no cotidiano. A depressão dela não é culpa sua, mas o impacto dela na relação é real. E você tem todo o direito de se sentir cansada, frustrada e até confusa entre ficar e partir.
Do ponto de vista da neurociência, a depressão altera o funcionamento de áreas do cérebro ligadas à motivação, prazer e conexão. É como se o mundo ficasse embaçado, sem cor, e o corpo parasse de responder mesmo aos gestos mais íntimos. Isso ajuda a entender, mas não anula a necessidade de que ela busque ajuda efetiva. E buscar ajuda, Nathacha, vai além de marcar uma consulta e não ir. Envolve comprometimento com o processo, mesmo que ele seja lento e cheio de recaídas. É preciso movimento, não só promessa.
O que você está tentando salvar é só o amor ou também a esperança de que algo mude? Será que ainda há espaço para construir uma relação que seja leve e justa para você — e não apenas uma forma de acolher a dor do outro? O quanto você tem se escutado nesse processo, ou tem se calado por medo de parecer egoísta?
Você não precisa deixar de amar para se afastar. Às vezes, o amor mais profundo é aquele que reconhece o próprio limite. Voltar para a casa dos pais, nesse momento, talvez não seja um fim — mas um espaço para respirar, olhar pra si mesma com mais carinho, e permitir que ela também enfrente a própria dor com responsabilidade.
E mesmo que ela não tenha apoio familiar, ela pode (e deve) construir novas redes de suporte — profissionais, sociais, terapêuticas. Você não precisa ser tudo pra ela. Porque isso, além de impossível, acaba te machucando.
Caso precise, estou à disposição.
Te agradeço por compartilhar algo tão íntimo e difícil. Fica nítido que você tem carregado esse relacionamento com muito amor, mas também com um peso grande demais para suportar sozinha. Quando o cuidado vira silêncio, e o vínculo vira espera, o cansaço não é só físico — ele passa a atingir o afeto, a autoestima e até a clareza do que é justo pra você mesma.
Conviver com alguém em sofrimento psíquico intenso, como uma depressão profunda, pode ser devastador para quem está ao lado. E o que muitas pessoas não percebem é que, nesses casos, não é só a relação sexual que se esgota — é a presença emocional, o espaço para troca, a parceria no cotidiano. A depressão dela não é culpa sua, mas o impacto dela na relação é real. E você tem todo o direito de se sentir cansada, frustrada e até confusa entre ficar e partir.
Do ponto de vista da neurociência, a depressão altera o funcionamento de áreas do cérebro ligadas à motivação, prazer e conexão. É como se o mundo ficasse embaçado, sem cor, e o corpo parasse de responder mesmo aos gestos mais íntimos. Isso ajuda a entender, mas não anula a necessidade de que ela busque ajuda efetiva. E buscar ajuda, Nathacha, vai além de marcar uma consulta e não ir. Envolve comprometimento com o processo, mesmo que ele seja lento e cheio de recaídas. É preciso movimento, não só promessa.
O que você está tentando salvar é só o amor ou também a esperança de que algo mude? Será que ainda há espaço para construir uma relação que seja leve e justa para você — e não apenas uma forma de acolher a dor do outro? O quanto você tem se escutado nesse processo, ou tem se calado por medo de parecer egoísta?
Você não precisa deixar de amar para se afastar. Às vezes, o amor mais profundo é aquele que reconhece o próprio limite. Voltar para a casa dos pais, nesse momento, talvez não seja um fim — mas um espaço para respirar, olhar pra si mesma com mais carinho, e permitir que ela também enfrente a própria dor com responsabilidade.
E mesmo que ela não tenha apoio familiar, ela pode (e deve) construir novas redes de suporte — profissionais, sociais, terapêuticas. Você não precisa ser tudo pra ela. Porque isso, além de impossível, acaba te machucando.
Caso precise, estou à disposição.
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