Olá! Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(fest

21 respostas
Olá!
Tenho um relacionamento de 4 anos e no começo eu cogitei em terminar para “curtir a vida”(festas beijar várias bocas kk) só que entrei conflito por ele ser um cara que tinha grande potencial de dar certo, decidi continuar o namoro. Hoje em reflexão desse acontecimento(que meche comigo, por causa da ansiedade que senti) vejo que não terminei por medo de não dar certo esse desejo(de festas e tal), até pq não tenho amigas p isso e me sinto meio culpada por isso, por não terminar por causa desse medo. Meu relacionamento é muito bom, sou feliz e pensando nisso tudo sinto medo de no futuro não amar ele mais e ter que terminar. Como posso me afastar desse medo e eliminar esses pensamentos que me causam tanta ansiedade?
 Fabiana Barros
Psicólogo
São Paulo
É muito comum viver esse tipo de conflito, mesmo em um relacionamento saudável. Esses pensamentos, na verdade, falam mais sobre suas inseguranças, medos e ansiedades do que, de fato, sobre a relação.
A mente ansiosa quer garantias do futuro, quer ter controle sobre aquilo que é incerto e, quando não encontra, gera angústia e medo de fazer escolhas erradas.
O caminho não é calar esses pensamentos, mas entender de onde eles vêm, o que eles querem te dizer sobre sua história, seus desejos e suas inseguranças.
A psicoterapia é exatamente esse espaço: um lugar seguro para você se escutar, se compreender e aprender a lidar com seus sentimentos de forma mais leve e consciente.
Se você sente que precisa disso, eu posso te ajudar nesse processo.

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O que te causa ansiedade não é o medo de não amar no futuro… é a culpa e a dúvida mal resolvida do passado. E o caminho pra aliviar isso é aceitar suas escolhas, viver o presente com consciência e lembrar que o futuro ninguém controla, mas a gente se fortalece pra lidar com ele.

Se quiser, posso te ajudar a escrever uma pequena carta pra você mesma, pra encerrar esse ciclo emocional. Quer?
Primeiramente, que bom que você está sendo honesta consigo mesma. Talvez você possa estar um pouco confusa em relação ao seu sentimento mesmo, porque você já teve essa dúvida lá atrás (por um desejo de liberdade para conhecer OUTRAS pessoas..) e o fato de ter tanto receio de sentir o mesmo novamente pode indicar nuita dúvida em relação ao seu real sentimento, que não pode ser baseado APENAS em motivações RACIONAIS (ter "potencial" de dar certo). Então, pra que voce possa ter mais clareza sobre a possibilidade de comecar a ter dúvidas novamente, será muito importante fazer realmente algumas sessões de psicoterapia para descobrir o que te causa tantas dúvidas; mas já posso deixar alfumas reflexões aqui pra te ajudar nesse processo:
Quando pensou em terminar lá atrás pra conhecer outras pessoas, voce tem ideia do que voce procurava "encontrar" nessas experiências?
Ou talvez voce realmente fosse muito nova pra de comprometer? Ou será que seu namorado apesar de ser uma pessoa muito legal talvez realmente nao "mexa" com os seus sentimentos de forma suficiente para desejar ficar somente com ele? Suas personalidades combimam em quais pontos? E se complementam (ou diferem) em quais pontos? Voce diz ser feliz no relacionamento mas se ha tantas dúvidas, essa felicidade está sendo afirmada com base em quais critérios? Será que esses critérios não estao sendo racionaia demais, fazendo com que o sentimento perca o "brilho"? Para dar certo precisamos de muita racionalidade sim mas também de um pouquinho de "click" inconsciente, que é o que chamamos de "paixão", aquela parte inexplicável do amor sabe...mas algumas poucas consultas de psicoterapia poderão te ajudar MUITO a encontrar essa resposta dentro de VOCÊ (principalmente se forem dentro da abordagem do EMDR - que acessa o inconsciente de forma muito precisa e eficiente). E então, com a clareza nessa resposta, você podera encontrar a paz que você tanto tem procurado sentir nessa furura decisão (de prosseguir ou não com esse relacionamento). Fico à disposição! Voce está no caminho certo: o do autoconhecimento.



Dr. José Augusto Avelar
Psicólogo, Terapeuta complementar
Sarandi
Oi! Que bom que você está conseguindo colocar isso tudo em palavras — isso mostra que você está amadurecendo emocionalmente e se observando com profundidade. Vamos olhar com carinho para tudo isso que você trouxe?

Primeiro: o que está por trás dessa ansiedade?
O que você descreveu — "poderia ter terminado para curtir", mas ficou e hoje sente culpa e medo do futuro — é um tipo de pensamento ruminativo típico de pessoas ansiosas. É como se sua mente dissesse:

“Será que tomei a decisão certa? E se um dia eu me arrepender? E se eu estiver perdendo algo? E se no futuro eu não amar mais ele?”

Essa é a ansiedade do "e se?", que te prende numa hipervigilância emocional, tentando prever, controlar ou garantir o futuro — o que, infelizmente, ninguém pode fazer.

O que está acontecendo dentro de você:
Você viveu um desejo natural de liberdade e descoberta, principalmente no início do namoro — comum para pessoas jovens que estão em fase de transição.

Você escolheu ficar com alguém com quem vê valor — e isso foi uma escolha racional e afetiva.

Sua mente ansiosa, porém, ainda tenta te proteger de um possível sofrimento futuro, criando cenários de medo ou dúvida.

Ou seja: sua ansiedade não está dizendo a verdade. Ela está tentando te proteger de arrependimentos. Mas, ao fazer isso, ela te faz desconfiar de algo que está te fazendo bem agora.

O que fazer com esses pensamentos?
1. Pare de procurar certeza absoluta
O amor verdadeiro não vem com garantia vitalícia. Ele é uma construção dia após dia, e sim, pode mudar com o tempo. Mas isso não é motivo para viver com medo — é motivo para viver com presença.

Você não precisa ter certeza do futuro. Precisa apenas escolher o presente com consciência e verdade.

2. Aceite que desejos passageiros não invalidam relações boas
Sentir vontade de “curtir”, de viver outras experiências, de ter mais liberdade — não significa que você não ama. Significa que você é humana, com desejos, curiosidades e fases.

Você não precisa se culpar por isso. O importante é saber que você escolheu algo que te faz bem — e isso tem valor.

3. Transforme o medo em ação no presente
Se o seu maior medo é um dia se desapaixonar ou não estar mais feliz, o melhor jeito de evitar isso é nutrir o relacionamento agora. Como?

Conversas mais profundas com ele;

Planejar coisas novas juntos (viagens, cursos, hobbies a dois);

Falar sobre desejos, sonhos, medos;

E também cuidar da sua individualidade (fazer terapia, retomar amizades, encontrar espaços só seus).

4. Quando os pensamentos vierem, responda com consciência
Você pode treinar sua mente a responder com algo como:

“Sim, eu pensei em curtir no passado. Mas hoje escolhi estar aqui. E isso me faz bem. Se um dia isso mudar, eu saberei lidar. Por enquanto, quero viver esse amor com verdade.”

Técnica para acalmar a ansiedade:
Quando vierem os pensamentos intrusivos, experimente este exercício:

“Âncora no agora”:
Respire fundo e observe 3 coisas que está vendo.

Depois, 2 sons que está ouvindo.

E por fim, 1 sensação no corpo.

Repita para si mesma:

“Agora estou aqui. Estou segura. Estou fazendo o melhor que posso.”

Por fim:
Você está vivendo um relacionamento bom, com consciência, carinho e reflexão. Isso não é fraqueza, é maturidade. O medo de não amar no futuro pode existir — mas o amor se constrói hoje.

Se quiser, posso te ajudar a criar afirmações positivas, rotinas mentais para acalmar sua ansiedade, ou até exercícios de reflexão para entender melhor seus desejos e limites emocionais.

Você não está sozinha. E você pode amar — com leveza.
Olá! O medo que paralisa, que nos impede de fazer algo não é saudável. Ficar na relação por medo, que você nem sabe se irá acontecer não é saudável. Como também não é saudável pensar no futuro de não amar mais ele... veja nas situações relatadas, o medo não é real, pelo fato dos acontecimentos estar no futuro... vc não sabe o que irá acontecer. Não deixe a mente te enganar... viva o hoje e decida pelo hoje... o que realmente você quer?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Sua reflexão é muito rica e mostra um olhar sincero sobre algo que muitas pessoas sentem, mas poucas têm coragem de encarar de frente. Esse tipo de dúvida — entre o desejo de viver experiências diferentes e a segurança de uma relação estável — não é sinal de fraqueza ou falta de amor, mas de um encontro interno entre partes suas que querem coisas diferentes. E isso, longe de ser um erro, é um convite para amadurecimento.

Quando você conta que pensou em terminar para viver experiências mais livres, mas decidiu ficar porque viu potencial na relação, já demonstra que sua escolha não foi impulsiva — ela foi pensada, mesmo com o medo ali rondando. E talvez o que hoje te incomoda não seja apenas o que você deixou de viver, mas a sensação de que não foi você por inteiro quem escolheu, e sim uma parte sua que estava com medo. A boa notícia é que a gente pode voltar e conversar com essa parte — sem puni-la, mas tentando entender o que ela realmente precisava naquela época.

Do ponto de vista da neurociência, o nosso cérebro é naturalmente sensível a ameaças futuras, principalmente quando envolve amor, perda e mudança. Ele tenta prever o que pode dar errado para te proteger, mas às vezes exagera na dose. É como se seu cérebro dissesse: “E se um dia você se arrepender?” — mesmo quando o presente está bom. Esses pensamentos não são a verdade sobre seu relacionamento, mas sim ecos da sua necessidade de segurança, liberdade e autenticidade.

Será que o medo de não amar mais no futuro está tentando te proteger de uma dor que você ainda nem sentiu? Que tipo de liberdade você sente falta, mesmo dentro de um relacionamento que funciona bem? Será que existe espaço para essas vontades convivendo com o amor que você sente hoje, sem precisar escolher um ou outro como se fossem opostos?

Nem sempre é possível eliminar os pensamentos ansiosos, mas é possível transformar a relação que você tem com eles. Eles não precisam ser inimigos, mas sinais de que algo dentro de você quer ser olhado com mais calma e cuidado. E a terapia pode ser justamente esse lugar seguro para entender de onde vem esse medo e o que ele quer te mostrar de verdade.

Caso precise, estou à disposição.
O medo de perder algo ou de não viver certas experiências é muito comum e pode gerar muita ansiedade, especialmente quando a gente valoriza a segurança do relacionamento, mas também sente desejo por outras coisas.

Esses pensamentos não precisam ser eliminados, mas compreendidos: eles são sinais de um conflito interno legítimo entre desejo de liberdade e necessidade de estabilidade. A ansiedade nasce da dificuldade em tolerar essa ambivalência.

O caminho é acolher esses sentimentos sem se culpar, e aprender a conviver com as dúvidas sem que elas dominem sua vida.

Se quiser, posso te ajudar a explorar esses conflitos e a lidar com a ansiedade de forma mais leve, em um espaço de escuta acolhedora. Estou à disposição para atendimentos.
Dependendo da forma que fomos tratados principalmente na infância, podemos desenvolver um medo de sermos abandonados por pessoas próximas e isso pode nos levar a terminar um bom relacionamento pelo medo de sermos abandonados por essa pessoa. Se for esse o seu caso, vale a pena buscar ajuda de um psicólogo , com quem você se sinta bem e tenha confiança, para entender a origem desses sentimentos e elaborar as necessidades percebidas.
Olá! Boa tarde. Vejo que você mesmo sendo feliz ao lado dele se questiona sobre por que não terminou, o que já é um fato bem relevante, contudo, acrescenta a questão dos sintomas de ansiedade. Talvez vale a pena se perguntar se de fato está com ele porque ele é um homem bom, com potencial para um relacionamento, ou porque você o ama e realmente quer esse relacionamento?
Perguntas a serem feitas:

Você está feliz realmente? É o que você quer? Está junto por algum comodismo ou porque se sente pronta para estar? Não se sinta obrigada a nada. Esteja onde te cabe e onde se sente bem.
Referente ao medo e ansiedade, se questione sobre essas perguntas, as respostas são sempre reveladoras.
Espero ter ajudado.
Olá, sinto muito que você esteja tão angustiada e agoniada com essa questão. Pelo que me parece, existe um medo, e acredito que a primeira coisa que investigarmos seria o seu medo, como aparece, pq aparece e o que ele diz. A partir disso, essa análise que você faz, colocando numa balança entra mas de forma em que questionamos o sentido da relação, e de não ter uma relação pra você. Lembrando, que os significados e significações são seus, você quem é responsável e protagonista da sua história. Me parece que iniciar um processo terapêutico para aprender a se ouvir um pouco, se analisar e ter suporte frente a isso, seria de suma importância pra você. Qlq dúvida estou a disposição. Um abraço!
Ei...


- Não vai ser uma jornada simples, mas tente descobrir de onde de fato vem esses desejos e esses medos. Análise os relacionamentos que você conhece, o ideal de relacionamento que você deseja ter. Depois de descobrir isso verifique o quão perto vocês estão de um relacionamento que você considera ideal e o que tem relação com esses sentimentos.

- Enquanto não resolve isso, tente condicionar mais o seu organismo para não sentir tanta ansiedade. Exercícios intensos podem ajudar.

- Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder.


Abraços
 Julia Schmalz
Psicólogo
Campo Grande
Ooi

É comum, em relacionamentos longos iniciados na juventude, surgirem pensamentos como: "Será que estou perdendo algo? E se eu me arrepender depois?". Esses pensamentos fazem parte do processo de amadurecimento emocional e não significam, necessariamente, que há algo errado com você ou com o seu relacionamento.

Você não errou por não ter terminado naquele momento — você fez uma escolha com base no que sentia e precisava naquela fase. E vale lembrar: todas as escolhas envolvem abrir mão de outras possibilidades.

O que você sente hoje — esse medo, essa dúvida, essa reflexão — pode ser um convite para olhar para o que você deseja construir com mais clareza.

Você não precisa eliminar os pensamentos ansiosos, mas pode aprender a ouvi-los com mais calma, identificar o que eles estão pedindo (talvez mais espaço, mais tempo para si, mais conversa com seu parceiro, mais validação das suas escolhas).

Crescer é isso: sentir ambivalência, mas ainda assim escolher com coragem.
Oi! Obrigado por dividir algo tão importante e delicado. Dá pra sentir como essas reflexões vêm acompanhadas de muitos sentimentos misturados — felicidade no presente, dúvidas que surgiram no passado, e medos que apontam pro futuro. E talvez seja justamente esse entrelaçamento de tempos que te deixa assim, meio confusa, como se estivesse tentando encontrar segurança em algo que, por natureza, é incerto: os afetos.

Será que esse medo de “não amar mais no futuro” não está menos ligado a um problema com o seu relacionamento e mais a essa tentativa de prever, controlar ou garantir algo que só pode ser vivido no tempo? Será que não está tentando responder agora uma pergunta que só o próprio viver poderá trazer com mais clareza? Porque você já escolheu seguir com esse relacionamento — e não por obrigação, mas porque reconheceu o valor dele. O que será que muda quando você se permite estar com essa escolha, sem precisar garantir o que ainda não aconteceu?

Talvez o convite não seja exatamente o de “eliminar” pensamentos, mas de poder escutá-los sem que eles decidam por você. E isso pode ser difícil de fazer sozinha. Uma terapia pode te ajudar a atravessar esse emaranhado com mais acolhimento, sem pressa e sem julgamentos — só com o desejo de entender melhor o que sente. Você não precisa resolver tudo agora. Talvez só precise começar a se escutar de um jeito mais leve.
Muito obrigado por compartilhar com tanta sinceridade — o que você está vivendo é mais comum do que parece, especialmente em momentos de autoconhecimento e amadurecimento afetivo. Estar em um relacionamento saudável e, ainda assim, questionar escolhas ou sentir medo do futuro não significa que haja algo errado com você ou com a relação; na verdade, mostra o quanto você está conectada com seus sentimentos e tentando fazer escolhas conscientes. A ansiedade que surge ao revisitar esse episódio e os pensamentos sobre "e se" muitas vezes estão mais ligados ao medo da perda, da frustração ou de não corresponder a um ideal, do que a um desejo real de mudança. A Psicologia pode te ajudar a compreender esses pensamentos, diferenciar desejos passageiros de valores mais profundos e aprender a lidar com a ansiedade sem precisar controlar tudo ou prever o futuro. O atendimento psicológico pode ser um passo valioso para cultivar a segurança interna necessária para viver o presente com mais tranquilidade e autenticidade, sem carregar culpas ou medos que não pertencem ao agora.
Oi! Obrigada por confiar e trazer esse conflito com tanta sinceridade. Na Psicanálise, entendemos que a ansiedade muitas vezes nasce de desejos conflitantes dentro de nós — como o desejo de viver novas experiências e, ao mesmo tempo, o de manter um relacionamento que te faz bem.

Esse medo de “e se um dia eu não amar mais?” costuma aparecer quando tentamos prever o futuro como uma forma de lidar com inseguranças internas. Mas, na verdade, esses pensamentos falam mais sobre angústias presentes do que sobre o futuro em si.

O importante não é tentar eliminar esses pensamentos, mas escutá-los com curiosidade: o que esse desejo de “curtir” representa para você? O que te fez sentir culpa? Quando você começa a se ouvir de forma mais profunda, o medo tende a diminuir — porque você passa a se reconhecer com mais clareza e autenticidade.

Estar em um relacionamento bom não te impede de ter dúvidas. E falar sobre isso já é um passo valioso. Estou aqui para te ajudar a cuidar desses sentimentos com acolhimento e respeito ao seu tempo
Oi! Como você está hoje? Primeiro, quero te dizer que é muito comum ter esse tipo de pensamento, principalmente quando estamos em fases de autoconhecimento ou quando relembramos decisões importantes do passado. Ter dúvidas, revisitar escolhas e se questionar não significa que você não ame ou que algo está errado com seu relacionamento. Na verdade, mostra que você se importa e que está tentando entender seus sentimentos. Muitas vezes, o medo de “se arrepender no futuro” ou de “não amar mais” vem da ansiedade e da necessidade de ter controle sobre tudo o que pode acontecer. Mas a verdade é que não conseguimos prever o futuro, e viver presa a esse tipo de pensamento só aumenta a angústia. Na terapia, trabalhamos justamente com esses padrões de pensamento que geram ansiedade. Podemos identificar juntos o que está por trás desses medos, como lidar melhor com eles e aprender a viver o presente com mais leveza. Se sentir que precisa de um espaço para conversar sobre isso de forma acolhedora e sem julgamentos, minha agenda está aberta! :)
Boa noite! Em psicoterapia pode trabalhar o que significa esse medo, até onde faz bem, o que tu deseja de um relacionamento. O medo é algo que deve ser escutado com atenção e carinho. Mas o que escreve é que hoje se sente feliz, desejo que por si mesma! Sabe, às vezes (na maioria) o amor muda de forma com o tempo, às vezes ele acaba, mas ele se transforma, assim como é singular para cada pessoa. Quanto mais se conectar com si mesma, com o que deseja e compreender como funcionam as emoções mais vai se sentir segura para fazer as suas escolhas, sejam quais forem!
Essa pergunta é muito boa, porque toca num ponto que aparece bastante nos atendimentos: essa dúvida entre "viver intensamente" e "ficar numa relação estável". É como se fosse sempre um ou outro, né? Como se curtir a vida e amar alguém fossem opostos — mas na verdade, não precisam ser.

O que você está descrevendo parece mais um conflito interno do que um problema real no relacionamento. Você está com alguém que gosta, está feliz, mas se pega revisitando uma escolha do passado e pensando "será que perdi alguma coisa?". Isso é super comum. A nossa cabeça gosta de imaginar como seria o “outro caminho”, mas às vezes isso acaba virando uma armadilha.

Na psicanálise a gente olha muito pra essas escolhas que nos marcam e pros conflitos que elas carregam. Você ficou com ele porque sentiu que tinha algo verdadeiro ali. Mas também ficou com um resquício daquela vontade de explorar, de se jogar no mundo. Isso talvez diga respeito a uma parte sua que ainda está tentando entender o que é liberdade, o que é desejo, o que é escolha.

O medo de deixar de amar no futuro é um clássico da ansiedade. A mente tenta prever e controlar o que não dá pra prever nem controlar. O amor não é uma certeza eterna, mas isso não significa que você vai deixar de amar. Significa só que é uma construção viva.

Você não precisa eliminar esses pensamentos. Tentar eliminar geralmente piora. Pode ser mais útil se perguntar por que eles aparecem, o que eles querem te dizer sobre você, não sobre o seu parceiro. Porque às vezes o medo de perder o amor tem mais a ver com o medo de não estar vivendo a própria verdade do que com o outro em si.

Faz sentido pensar nisso com calma, sem pressa de resolver. E se essa angústia estiver atrapalhando demais, conversar com alguém que te ajude a escutar melhor esses conflitos pode ser muito libertador.
 Glaucione Alves
Psicólogo
Balneário Camboriú
É muito bonito perceber o quanto você está disposta a olhar para o que sente, sem empurrar para debaixo do tapete. O que você está vivendo tem um nome na psicanálise: ambivalência. Um estado em que sentimentos contraditórios coexistem dentro da gente. De um lado, o amor e a satisfação com a relação. De outro, o medo de ter perdido algo que não viveu. E por trás disso tudo… a ansiedade, tentando dar conta de um futuro que ainda nem chegou.

O desejo que você teve lá atrás – de festas, de liberdade, de “beijar várias bocas” – não precisa ser visto como um erro ou como uma ameaça. Desejar é da ordem do humano. O problema começa quando a gente tenta controlar os sentimentos como se fosse possível ter uma mente “limpa” de pensamentos incômodos.

Talvez a pergunta mais importante agora não seja: “Como eliminar esses pensamentos?”
Mas sim: “O que eles estão tentando me dizer sobre mim, sobre o que me angustia e sobre o modo como eu lido com as escolhas da vida?”

Na psicanálise, a gente entende que toda escolha carrega uma perda. Escolher continuar num relacionamento é, de certo modo, renunciar a outras experiências. Isso não significa que sua escolha foi errada. Mas significa que a dúvida é parte do processo de se responsabilizar pelas próprias decisões.

E o medo de não amar mais no futuro… talvez seja só o avesso do quanto você valoriza o que tem hoje. Quem ama, teme perder. Quem escolhe, às vezes se pergunta “e se?”. Isso faz parte de estar vivo.

Se a ansiedade estiver muito forte, talvez seja hora de abrir um espaço de escuta mais aprofundado. Não para silenciar o que sente, mas para entender melhor de onde vem essa inquietação.

No fim, não é sobre apagar pensamentos… é sobre aprender a conviver com eles de um jeito mais leve.
 Alessandra Gomes Krouwel
Psicólogo, Psicanalista
Campinas
Boa tarde!
A sua preocupação é a de que desejar ter momentos sociais, de individualidade represente uma ameaça ao seu relacionamento amoroso, por isso você sente culpa.
Seria muito importante pensar quais são as suas expectativas sobre relacionamentos amorosos e se esta questão seria algo inconciliável.
A processo de terapia ajudaria a compreender a origem do conflito, o autoconhecimento, as suas relações sociais e afetivas.
 Sammy Carralas
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! É comum que a ansiedade projetiva — esse medo de "e se no futuro eu me arrepender?" — crie dúvidas mesmo em relacionamentos felizes, especialmente quando há um conflito não resolvido entre segurança (o potencial do seu parceiro) e liberdade (o desejo antigo de experiências novas). O primeiro passo é aceitar que esses pensamentos são apenas pensamentos (não fatos!) e questioná-los com gentileza: "Será que esse desejo de 'curtir a vida' ainda faz sentido para quem eu sou hoje, ou é uma fantasia do passado?". Pratique atenção plena (ACT) para observar esses medos sem se prender a eles e reforce valores atuais (ex.: "O que me faz feliz agora no meu relacionamento?"). Se a culpa persistir, experimente escrever uma carta para sua versão do passado, agradecendo por ela ter escolhido algo que trouxe felicidade até hoje. Se quiser explorar técnicas para fortalecer essa segurança emocional, agende uma sessão e vamos trabalhar nisso juntas!

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