Para quem está sofrendo disfunções sexuais, além do médico, qual tipo de profissional devo consultar
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Para quem está sofrendo disfunções sexuais, além do médico, qual tipo de profissional devo consultar? (psicólog, sexólogo, etc?).
Motivo da pergunta: Tenho feito psicoterapia, mas acabei falando sobre um momento ruim que estou vivendo no meu relaciomaneto e tem me trazido muita frustração. Estou tendo dificuldades de me relacionar sexualmente e quando falei sobre isso na terapia minha psicóloga ficou um pouco sem graça e vi que desviou um pouco o assunto. Não sei se ela se sentiu constrangida, com vergonha ou com receio de tratar sobre o assunto por eu ser homem, mas acabei sentindo que havia um tabu sobre conversar sobre isso na consulta e não voltei mais no assunto. Mas apesar de não ter falado mais sobre isso, é um assunto que tenho precisado conversar com alguém mas não sei com quem ou com qual tipo de profissional. Vale destacar que minha psicóloga é excelente, mas não senti abertura para falar sobre isso e também não sei se devo perguntá-la se ela se sentiu incomodada sobre tratar o assunto
Motivo da pergunta: Tenho feito psicoterapia, mas acabei falando sobre um momento ruim que estou vivendo no meu relaciomaneto e tem me trazido muita frustração. Estou tendo dificuldades de me relacionar sexualmente e quando falei sobre isso na terapia minha psicóloga ficou um pouco sem graça e vi que desviou um pouco o assunto. Não sei se ela se sentiu constrangida, com vergonha ou com receio de tratar sobre o assunto por eu ser homem, mas acabei sentindo que havia um tabu sobre conversar sobre isso na consulta e não voltei mais no assunto. Mas apesar de não ter falado mais sobre isso, é um assunto que tenho precisado conversar com alguém mas não sei com quem ou com qual tipo de profissional. Vale destacar que minha psicóloga é excelente, mas não senti abertura para falar sobre isso e também não sei se devo perguntá-la se ela se sentiu incomodada sobre tratar o assunto
Olá. Tanto o psicólogo quanto o sexólogo podem te auxiliar nessa questão.
Penso que vale conversar abertamente com sua psicóloga sobre o que você sentiu ao abordar esse tema, para que possam fortalecer o vínculo terapêutico e avaliar juntos se há necessidade de encaminhamento para outro profissional.
Abraço.
Penso que vale conversar abertamente com sua psicóloga sobre o que você sentiu ao abordar esse tema, para que possam fortalecer o vínculo terapêutico e avaliar juntos se há necessidade de encaminhamento para outro profissional.
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Olá!
Em casos de disfunções sexuais, é importante uma avaliação multidisciplinar. Além do médico urologista, que investiga causas físicas e hormonais, o psicólogo(a) pode ajudar a compreender e trabalhar os fatores emocionais, relacionais e cognitivos envolvidos.
A sexualidade é um aspecto natural da vida humana e pode ser impactada por estresse, ansiedade, conflitos de relacionamento, histórico de trauma ou crenças disfuncionais sobre o sexo. Nessas situações, a psicoterapia sexual ou a terapia cognitivo-comportamental (TCC) mostram evidências significativas de eficácia.
No seu caso, é importante reconhecer o papel essencial do vínculo terapêutico. A percepção de que o tema causou desconforto na psicóloga pode ser apenas uma impressão, e conversar abertamente sobre isso pode fortalecer o vínculo e ampliar o espaço de confiança. A terapia é o lugar seguro justamente para falar sobre assuntos sensíveis — inclusive os que geram vergonha ou insegurança.
Se ainda assim sentir necessidade, também é possível procurar um psicólogo especializado em sexualidade humana ou um sexólogo clínico, que possuem formação específica para abordar essas questões com naturalidade e técnica.
Em casos de disfunções sexuais, é importante uma avaliação multidisciplinar. Além do médico urologista, que investiga causas físicas e hormonais, o psicólogo(a) pode ajudar a compreender e trabalhar os fatores emocionais, relacionais e cognitivos envolvidos.
A sexualidade é um aspecto natural da vida humana e pode ser impactada por estresse, ansiedade, conflitos de relacionamento, histórico de trauma ou crenças disfuncionais sobre o sexo. Nessas situações, a psicoterapia sexual ou a terapia cognitivo-comportamental (TCC) mostram evidências significativas de eficácia.
No seu caso, é importante reconhecer o papel essencial do vínculo terapêutico. A percepção de que o tema causou desconforto na psicóloga pode ser apenas uma impressão, e conversar abertamente sobre isso pode fortalecer o vínculo e ampliar o espaço de confiança. A terapia é o lugar seguro justamente para falar sobre assuntos sensíveis — inclusive os que geram vergonha ou insegurança.
Se ainda assim sentir necessidade, também é possível procurar um psicólogo especializado em sexualidade humana ou um sexólogo clínico, que possuem formação específica para abordar essas questões com naturalidade e técnica.
Os relacionamentos sexuais tem uma forte influência da nossa parte cognitiva e emocional. Dependendo do ambiente onde fomos criados, das nossas experiências sexuais anteriores, da nossa situação atual física e emocional, etc. nosso desempenho pode ser muito afetado. Nem todo psicólogo vai poder atender qualquer situação, pois cada um tem suas próprias dificuldades, experiencias e isso não é um demérito, mas a realidade de todos nós. Se a sua psicóloga não se sentir a vontade para tratar desse assunto ela pode te indicar outro profissional.
A terapia é um espaço onde tudo pode ser dito. Quando certos temas não encontram lugar para serem falados, algo do próprio sentido da terapia se perde, porque nossa vida não se divide em partes isoladas: o que vivemos em uma área acaba atravessando outras de formas sutis ou intensas.
As questões relacionadas à sexualidade também fazem parte dessa totalidade da experiência. Mais do que um tema específico, elas dizem respeito à forma como nos relacionamos conosco e com o outro e, por isso, podem ser caminhos importantes de compreensão de si.
Talvez seja significativo levar para a terapia justamente essa sensação de que houve um desconforto ou um não lugar para o tema. Falar sobre isso pode ser uma forma de cuidar da própria relação terapêutica, que é, em si, um espaço de construção compartilhada. O essencial é que você possa estar em um encontro em que se sinta à vontade para trazer o que o atravessa.
As questões relacionadas à sexualidade também fazem parte dessa totalidade da experiência. Mais do que um tema específico, elas dizem respeito à forma como nos relacionamos conosco e com o outro e, por isso, podem ser caminhos importantes de compreensão de si.
Talvez seja significativo levar para a terapia justamente essa sensação de que houve um desconforto ou um não lugar para o tema. Falar sobre isso pode ser uma forma de cuidar da própria relação terapêutica, que é, em si, um espaço de construção compartilhada. O essencial é que você possa estar em um encontro em que se sinta à vontade para trazer o que o atravessa.
As disfunções sexuais costumam envolver tanto fatores físicos quanto emocionais. Por isso, o ideal é procurar um urologista (para avaliar causas orgânicas) e também um psicólogo ou psicanalista com formação em sexologia, que possa te ajudar a entender o que está acontecendo emocionalmente e na relação.
Pode ser que sua psicóloga não se sinta tão à vontade para falar sobre sexualidade — e isso acontece com alguns profissionais. Se você gosta do trabalho dela, pode continuar o acompanhamento e, ao mesmo tempo, buscar alguém que tenha experiência nessa área para conversar sobre essas questões com mais naturalidade.
Falar de sexualidade faz parte do cuidado com a saúde emocional, e é importante que esse espaço seja acolhedor e sem tabu.
Pode ser que sua psicóloga não se sinta tão à vontade para falar sobre sexualidade — e isso acontece com alguns profissionais. Se você gosta do trabalho dela, pode continuar o acompanhamento e, ao mesmo tempo, buscar alguém que tenha experiência nessa área para conversar sobre essas questões com mais naturalidade.
Falar de sexualidade faz parte do cuidado com a saúde emocional, e é importante que esse espaço seja acolhedor e sem tabu.
Olá! Espero que você esteja bem.
Bom, a vivência de disfunções sexuais pode envolver múltiplos fatores como os fisiológicos, emocionais, relacionais e contextuais. Por isso, o acompanhamento médico é importante para descartar causas como as orgânicas, mas a psicoterapia também pode ser um espaço fundamental para compreender e manejar os aspectos comportamentais e emocionais envolvidos nessas questões. Na Análise Comportamental Clínica, uma das abordagens da psicologia, entendemos a sexualidade não só como um aspecto filogenético mas também como parte do repertório de comportamentos aprendidos ao longo da vida. Assim, dificuldades nessa área podem estar relacionadas a variáveis do ambiente, história de aprendizagem, regras culturais, ansiedade de desempenho, entre outras contingências que influenciam a resposta sexual.
Um psicólogo com abertura e preparo para discutir sexualidade pode ajudar a identificar essas variáveis, reduzir comportamentos de esquiva, ampliar repertórios de intimidade e favorecer a autocompreensão. Caso você perceba que o tema gera desconforto na sua psicóloga, é possível conversar abertamente sobre isso, além disso, até então, pode ser apenas uma percepção sua. O vínculo terapêutico é bem importante, principalmente nesses casos, e ele também se fortalece quando a relação é pautada pela transparência e confiança tanto pelo psicólogo quanto pelo cliente. Então, acredito que em alguns casos, o trabalho conjunto entre psicólogo e médico (urologista, ginecologista, endocrinologista etc…) pode ser muito produtivo. Mas considero que o espaço terapêutico, quando bem conduzido, é sim o lugar adequado para falar sobre isso com profundidade e segurança.
Bom, a vivência de disfunções sexuais pode envolver múltiplos fatores como os fisiológicos, emocionais, relacionais e contextuais. Por isso, o acompanhamento médico é importante para descartar causas como as orgânicas, mas a psicoterapia também pode ser um espaço fundamental para compreender e manejar os aspectos comportamentais e emocionais envolvidos nessas questões. Na Análise Comportamental Clínica, uma das abordagens da psicologia, entendemos a sexualidade não só como um aspecto filogenético mas também como parte do repertório de comportamentos aprendidos ao longo da vida. Assim, dificuldades nessa área podem estar relacionadas a variáveis do ambiente, história de aprendizagem, regras culturais, ansiedade de desempenho, entre outras contingências que influenciam a resposta sexual.
Um psicólogo com abertura e preparo para discutir sexualidade pode ajudar a identificar essas variáveis, reduzir comportamentos de esquiva, ampliar repertórios de intimidade e favorecer a autocompreensão. Caso você perceba que o tema gera desconforto na sua psicóloga, é possível conversar abertamente sobre isso, além disso, até então, pode ser apenas uma percepção sua. O vínculo terapêutico é bem importante, principalmente nesses casos, e ele também se fortalece quando a relação é pautada pela transparência e confiança tanto pelo psicólogo quanto pelo cliente. Então, acredito que em alguns casos, o trabalho conjunto entre psicólogo e médico (urologista, ginecologista, endocrinologista etc…) pode ser muito produtivo. Mas considero que o espaço terapêutico, quando bem conduzido, é sim o lugar adequado para falar sobre isso com profundidade e segurança.
Olá, como vai?
Você prode procurar por um outro psicólogo, talvez um homem, para conversar a respeito da sua demanda sexual e manter com a sua psicóloga os outros assuntos. Porém, seria mais interessante você abordar esse assunto com ela, e perguntar se ela se incomodou, abrir a questão para juntos descobrirem uma resposta. Possivelmente ela não vai se sentir ofendida, e pode te esclarecer alguns pontos.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Você prode procurar por um outro psicólogo, talvez um homem, para conversar a respeito da sua demanda sexual e manter com a sua psicóloga os outros assuntos. Porém, seria mais interessante você abordar esse assunto com ela, e perguntar se ela se incomodou, abrir a questão para juntos descobrirem uma resposta. Possivelmente ela não vai se sentir ofendida, e pode te esclarecer alguns pontos.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Disfunções sexuais envolvem aspectos físicos, emocionais e emocionais, então pode ser útil buscar acompanhamento multidisciplinar. Um médico, como urologista, ginecologista ou clínico geral, pode ajudar a descartar causas físicas ou hormonais. Um sexólogo é especializado em sexualidade humana e pode trabalhar questões de desejo, excitação, prazer e dificuldades sexuais de forma direta e sem tabu. Um psicólogo ou psicoterapeuta com experiência em sexualidade pode ajudar a lidar com frustrações, ansiedade, autoestima, intimidade e aspectos emocionais relacionados à sexualidade.
Quanto à sua psicóloga atual, você pode perguntar diretamente se ela se sente à vontade para tratar do tema. Muitos profissionais conseguem lidar com sexualidade, mas às vezes deixar claro que você quer falar sobre isso ajuda a abrir o espaço de forma segura. Também é válido procurar um profissional especializado em sexualidade, mesmo mantendo sua terapia regular.
Quanto à sua psicóloga atual, você pode perguntar diretamente se ela se sente à vontade para tratar do tema. Muitos profissionais conseguem lidar com sexualidade, mas às vezes deixar claro que você quer falar sobre isso ajuda a abrir o espaço de forma segura. Também é válido procurar um profissional especializado em sexualidade, mesmo mantendo sua terapia regular.
É compreensível você se sentir confuso sobre isso. Dificuldades sexuais são muito mais comuns do que se imagina e merecem espaço seguro para serem tratadas. Além do médico urologista, que avalia causas físicas, o ideal é procurar um psicólogo especializado em sexualidade, geralmente chamado de sexólogo clínico ou um psicólogo na qual você se sinta aberto a falar sobre esse assunto.
Você também pode conversar abertamente com sua psicóloga sobre o que sentiu. Dizer algo como “senti que o tema ficou desconfortável para nós, mas é algo que tem me afetado e queria saber se podemos falar sobre isso” pode abrir o diálogo. Às vezes o terapeuta não percebe que passou essa impressão, e essa conversa pode fortalecer o vínculo terapêutico.
O importante é não guardar sozinho. O tema é legítimo, humano e faz parte da saúde mental.
Você também pode conversar abertamente com sua psicóloga sobre o que sentiu. Dizer algo como “senti que o tema ficou desconfortável para nós, mas é algo que tem me afetado e queria saber se podemos falar sobre isso” pode abrir o diálogo. Às vezes o terapeuta não percebe que passou essa impressão, e essa conversa pode fortalecer o vínculo terapêutico.
O importante é não guardar sozinho. O tema é legítimo, humano e faz parte da saúde mental.
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