Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) conseguem desenvolver uma identidade mais e

2 respostas
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) conseguem desenvolver uma identidade mais estável?
Sim, pessoas com TPB podem desenvolver uma identidade mais estável ao longo do tempo, principalmente quando existe acompanhamento psicológico, autoconhecimento e um ambiente relacional mais seguro.

Uma das dificuldades mais comuns no transtorno está justamente relacionada à instabilidade na forma como a pessoa percebe a si mesma, os outros e até os próprios objetivos, valores e emoções. Isso pode gerar sensação de vazio, mudanças frequentes na autoimagem e dificuldade de manter uma percepção mais consistente sobre quem se é.

Mas isso não significa que a identidade esteja “perdida” ou que a pessoa nunca vá conseguir construir estabilidade emocional. Com o tempo, muitas pessoas conseguem desenvolver relações mais seguras, maior compreensão sobre os próprios padrões emocionais e uma percepção de si mesmas menos instável e mais integrada.

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 Gabriel Gomes
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá.
A resposta é sim. Contudo, há uma discordância considerável com a forma que foi redigida a pergunta. Independente do transtorno, toda pessoa possui capacidade de auto regulação. Todos nós temos potencialidades e limitações. A "estabilidade" encontram-se no reconhecimento destas e agindo dentro de seu contexto de vida de uma maneira a buscar satisfação mínima dos seus desejos/sonhos. Sendo assim, o transtorno não é algo incapacitante. Caguilhem em seu livro Normal e Patológico afirma que o adoecimento impõe ao sujeito uma nova norma e não, necessariamente, a incapacidade. Minha segunda discordância se refere a concepção de "identidade mais estável", pois implica dizer que há uma prática de normalidade do comportamento do sujeito, ignorando o contexto psicossocial da pessoa. Isso não que dizer que não há práticas em saúde para diminuir o sofrimento que se vive, porém não há um manual prático em que se vai alcançar uma suposta normalidade idealizada. Me oponho a essa visão por entender que cada organismo tem uma forma de se auto regular diante de seu contexto de vida. Compreender seu sofrimento a partir do que te fere, traumas e limitações pode ajudar a nortear sobre o que fazer com a instabilidade que alguém possa está vivendo neste momento. Espero ter colaborado um pouco.

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