Pode haver ansiedade existencial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Pode haver ansiedade existencial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Sim. No Transtorno de Personalidade Borderline, a ansiedade existencial pode estar presente de forma intensa. A instabilidade emocional, o vazio interno e a fragilidade da identidade tornam a pessoa mais vulnerável a questionamentos profundos sobre sentido, propósito e pertencimento.
Na perspectiva junguiana, é como se o indivíduo estivesse constantemente confrontado com o “nada interno”, sem símbolos ou narrativas suficientes para sustentar sua experiência. Essa ansiedade não apenas intensifica crises emocionais e impulsividade, mas também evidencia a necessidade de integrar conteúdos inconscientes para construir maior coesão psíquica.
Na perspectiva junguiana, é como se o indivíduo estivesse constantemente confrontado com o “nada interno”, sem símbolos ou narrativas suficientes para sustentar sua experiência. Essa ansiedade não apenas intensifica crises emocionais e impulsividade, mas também evidencia a necessidade de integrar conteúdos inconscientes para construir maior coesão psíquica.
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Oi, tudo bem? Pode sim — e, na verdade, isso é mais comum do que parece. No Transtorno de Personalidade Borderline, o sistema emocional funciona com uma sensibilidade muito maior, e temas ligados à identidade, pertencimento e medo de perda acabam ficando intensificados. A ansiedade existencial aparece justamente quando a pessoa toca nessas camadas mais profundas da própria vida, e isso pode ganhar um tom muito forte dentro do TPB.
Enquanto a ansiedade existencial, em geral, fala sobre sentido, escolhas e futuro, no TPB ela costuma vir acompanhada de algo mais visceral. A pergunta “quem eu sou?” não vira apenas uma reflexão; ela encosta em uma identidade que às vezes oscila. A dúvida “o que faz minha vida valer a pena?” pode se misturar ao medo de abandono, de vazio ou de não ter um lugar emocional seguro. Nesses momentos, o corpo reage como se estivesse tentando se proteger de algo muito maior do que a própria dúvida. Não é a filosofia que machuca, é a ferida emocional que a pergunta toca.
Talvez seja interessante olhar para como isso acontece em você. Quando essa ansiedade surge, ela vem mais como uma pergunta sobre o futuro ou como uma sensação de que algo vai escapar das suas mãos? A instabilidade aparece mais nos seus vínculos, na sua identidade ou na sensação de vazio? E, se você pudesse descrever o que seu corpo sente nesses momentos — aceleração, aperto, queda no peito — o que isso revelaria sobre o que realmente está doendo?
A terapia costuma ajudar muito nesse processo porque oferece um espaço seguro para diferenciar o que é angústia humana natural do que é uma ativação emocional típica do TPB. Quando você começa a construir mais estabilidade interna, essas perguntas existenciais deixam de acionar alarmes tão altos e passam a ser apenas parte da sua profundidade emocional, e não um sinal de perigo. Caso precise, estou à disposição.
Enquanto a ansiedade existencial, em geral, fala sobre sentido, escolhas e futuro, no TPB ela costuma vir acompanhada de algo mais visceral. A pergunta “quem eu sou?” não vira apenas uma reflexão; ela encosta em uma identidade que às vezes oscila. A dúvida “o que faz minha vida valer a pena?” pode se misturar ao medo de abandono, de vazio ou de não ter um lugar emocional seguro. Nesses momentos, o corpo reage como se estivesse tentando se proteger de algo muito maior do que a própria dúvida. Não é a filosofia que machuca, é a ferida emocional que a pergunta toca.
Talvez seja interessante olhar para como isso acontece em você. Quando essa ansiedade surge, ela vem mais como uma pergunta sobre o futuro ou como uma sensação de que algo vai escapar das suas mãos? A instabilidade aparece mais nos seus vínculos, na sua identidade ou na sensação de vazio? E, se você pudesse descrever o que seu corpo sente nesses momentos — aceleração, aperto, queda no peito — o que isso revelaria sobre o que realmente está doendo?
A terapia costuma ajudar muito nesse processo porque oferece um espaço seguro para diferenciar o que é angústia humana natural do que é uma ativação emocional típica do TPB. Quando você começa a construir mais estabilidade interna, essas perguntas existenciais deixam de acionar alarmes tão altos e passam a ser apenas parte da sua profundidade emocional, e não um sinal de perigo. Caso precise, estou à disposição.
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