Por que a autoagressão ocorre no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Por que a autoagressão ocorre no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta essencial para compreender a autoagressão no Transtorno de Personalidade Borderline sem cair em explicações simplistas ou moralizantes.
A autoagressão no TPB ocorre, na maioria das vezes, como uma tentativa de lidar com uma dor emocional que é vivida como insuportável naquele momento. Não se trata de fraqueza, dramatização ou vontade de chamar atenção, mas de um recurso que o sistema emocional encontra quando não há outras estratégias disponíveis para regular emoções intensas. A pessoa sente demais, rápido demais e por tempo prolongado, e o sofrimento psíquico chega a um ponto em que parece impossível de sustentar internamente.
Em estados de ativação emocional intensa, o cérebro entra em modo de sobrevivência. A capacidade de refletir, esperar ou pedir ajuda fica reduzida, e surge uma sensação de urgência: algo precisa ser feito agora para que a dor diminua. A autoagressão pode aparecer como uma forma de aliviar essa tensão extrema, interromper o turbilhão emocional ou recuperar uma sensação mínima de controle. Em outros momentos, quando o que predomina é o vazio ou o entorpecimento emocional, machucar o próprio corpo pode ser uma maneira de sentir algo concreto, de se reconectar com a própria existência.
Também é importante considerar que, para muitas pessoas com TPB, a autoagressão se desenvolve em contextos de invalidação emocional ao longo da vida. Quando emoções intensas não encontram acolhimento ou compreensão, o indivíduo aprende a lidar sozinho com algo que é grande demais para ser carregado sem apoio. O comportamento passa a ter uma função reguladora, mesmo trazendo sofrimento posterior, como culpa, vergonha ou medo de julgamento.
Quando você pensa nesse comportamento, ele parece mais uma tentativa de aliviar a dor ou de sobreviver emocionalmente a algo que parece fora de controle? Que emoções costumam anteceder esse impulso: raiva, vazio, medo de abandono ou sensação de rejeição? E o que costuma acontecer depois, há alívio momentâneo ou apenas mais sofrimento? Essas perguntas ajudam a entender a função da autoagressão, que é um ponto central no trabalho terapêutico.
Compreender por que a autoagressão ocorre no TPB é fundamental para tratá-la com cuidado, substituindo julgamento por compreensão e construindo, aos poucos, formas mais seguras de lidar com a dor emocional. Caso precise, estou à disposição.
A autoagressão no TPB ocorre, na maioria das vezes, como uma tentativa de lidar com uma dor emocional que é vivida como insuportável naquele momento. Não se trata de fraqueza, dramatização ou vontade de chamar atenção, mas de um recurso que o sistema emocional encontra quando não há outras estratégias disponíveis para regular emoções intensas. A pessoa sente demais, rápido demais e por tempo prolongado, e o sofrimento psíquico chega a um ponto em que parece impossível de sustentar internamente.
Em estados de ativação emocional intensa, o cérebro entra em modo de sobrevivência. A capacidade de refletir, esperar ou pedir ajuda fica reduzida, e surge uma sensação de urgência: algo precisa ser feito agora para que a dor diminua. A autoagressão pode aparecer como uma forma de aliviar essa tensão extrema, interromper o turbilhão emocional ou recuperar uma sensação mínima de controle. Em outros momentos, quando o que predomina é o vazio ou o entorpecimento emocional, machucar o próprio corpo pode ser uma maneira de sentir algo concreto, de se reconectar com a própria existência.
Também é importante considerar que, para muitas pessoas com TPB, a autoagressão se desenvolve em contextos de invalidação emocional ao longo da vida. Quando emoções intensas não encontram acolhimento ou compreensão, o indivíduo aprende a lidar sozinho com algo que é grande demais para ser carregado sem apoio. O comportamento passa a ter uma função reguladora, mesmo trazendo sofrimento posterior, como culpa, vergonha ou medo de julgamento.
Quando você pensa nesse comportamento, ele parece mais uma tentativa de aliviar a dor ou de sobreviver emocionalmente a algo que parece fora de controle? Que emoções costumam anteceder esse impulso: raiva, vazio, medo de abandono ou sensação de rejeição? E o que costuma acontecer depois, há alívio momentâneo ou apenas mais sofrimento? Essas perguntas ajudam a entender a função da autoagressão, que é um ponto central no trabalho terapêutico.
Compreender por que a autoagressão ocorre no TPB é fundamental para tratá-la com cuidado, substituindo julgamento por compreensão e construindo, aos poucos, formas mais seguras de lidar com a dor emocional. Caso precise, estou à disposição.
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No Transtorno de Personalidade Borderline, a autoagressão ocorre como uma forma de lidar com emoções extremamente intensas e avassaladoras que a pessoa ainda não consegue regular. Ela oferece alívio momentâneo da dor emocional, sensação de controle sobre sentimentos insuportáveis ou uma forma de expressar sofrimento que não consegue ser verbalizado. Não é uma escolha consciente de se machucar, mas um mecanismo de enfrentamento frente à hipersensibilidade emocional e à dificuldade de tolerar a angústia interna.
A autoagressão é concebida pela psicanalise como um mecanismo de defesa e sobrevivência para lidar com uma dor emocional que parece insuportável.
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