Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm medo de perder o terapeuta?

4 respostas
Por que pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm medo de perder o terapeuta?
 Isabela Zeggiato Passos
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
O medo de perder o terapeuta em quem tem borderline não é irracional, ele faz todo sentido dentro da história dessas pessoas. O vínculo terapêutico muitas vezes é o primeiro espaço onde alguém se sentiu verdadeiramente escutado e presente, sem ser abandonado no meio do caminho. E justamente por isso ele desperta também tudo o que já foi vivido nas relações anteriores, o medo do abandono, a antecipação da perda, a certeza de que cedo ou tarde o outro vai embora. O terapeuta se torna uma figura muito significativa, e a possibilidade de perdê-lo ativa uma dor que é antiga, muito maior do que a situação presente. Esse é inclusive um material riquíssimo dentro do processo clínico, porque é ali, nessa relação, que muito do trabalho acontece de verdade.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Oi, é um prazer te ter por aqui.

Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem sentir um medo intenso de perder o terapeuta devido à elevada sensibilidade emocional e a experiências anteriores de abandono ou instabilidade nos relacionamentos. Essa vulnerabilidade, somada à dificuldade em regular afetos, faz com que situações cotidianas sejam facilmente interpretadas como ameaças ao vínculo terapêutico. O medo de perder o terapeuta reflete um sistema emocional altamente reativo, no qual pequenas frustrações podem ser vividas de forma dolorosa e gerar respostas desproporcionais. O trabalho terapêutico busca fortalecer o paciente para que ele consiga tolerar ausências, lidar com frustrações e construir relações mais seguras e estáveis ao longo do tempo.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
Boa noite! Porque pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline têm uma sensibilidade intensa ao abandono, dificuldade de manter a sensação de vínculo na ausência e, muitas vezes, histórico de relações instáveis — o que faz com que a possibilidade de perder o terapeuta seja vivida como ameaça emocional muito forte. Estou à disposição.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O medo de perder o terapeuta no Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar ligado à forma como os vínculos são vividos emocionalmente. Quando a relação terapêutica se torna significativa, ela não é percebida apenas como profissional, mas como uma fonte importante de segurança, organização e compreensão.

Para muitas pessoas, especialmente aquelas que tiveram experiências de vínculos inconsistentes ou imprevisíveis ao longo da vida, a ideia de perder alguém importante ativa um sistema emocional muito sensível ao abandono. Esse medo não aparece como uma preocupação leve, mas como uma sensação intensa de que algo essencial pode se romper. É como se o vínculo, ao mesmo tempo que traz segurança, também despertasse o risco de perda.

Além disso, como o terapeuta frequentemente ocupa um papel de regulação emocional, a possibilidade de perdê-lo pode ser vivida como a perda dessa estabilidade. Não é apenas “perder uma pessoa”, mas perder uma forma de se sentir mais organizado internamente. Isso ajuda a entender por que pequenas situações, como mudanças de horário, férias ou até o fim da sessão, podem ativar esse medo.

Do ponto de vista mais atual, podemos pensar que sistemas ligados ao apego e à detecção de ameaça ficam altamente ativados nesses momentos. A mente tenta antecipar a perda como uma forma de proteção, mas acaba intensificando ainda mais a ansiedade e a insegurança.

Talvez faça sentido você refletir: quando você começa a confiar em alguém, surge junto uma preocupação de perder essa pessoa? O quanto a presença dela influencia na forma como você se sente? E quando há alguma mudança no contato, o que acontece internamente?

Esse medo, quando compreendido dentro da terapia, não é um obstáculo, mas uma oportunidade de trabalhar experiências mais estáveis de vínculo, onde a confiança possa existir sem ser constantemente ameaçada pela sensação de perda. Caso precise, estou à disposição.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3678 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.